sábado, 13 de julho de 2013

A CRISE PORTUGUESA


A crise portuguesa é uma crise social e económica, imposta pela Troika às ordens de Berlim. E é também uma crise financeira e política, neste momento, ainda pouco clarificada.
A crise social portuguesa é caracterizada pelo elevado aumento do desemprego, pelo despedimento sem justa causa assinado por João Proença em nome da UGT, pela precariedade do trabalho, pelo abaixamento dos salários, pelo aumento injusto dos impostos, por um desemprego jovem elevadíssimo, pela ideologia do medo.
A crise económica é caracterizada pela falência de empresas, pelo colapso do mercado interno, devido à baixa dos salários e reformas e ao desemprego. Os clientes não têm dinheiro.
Vítor Gaspar, um traidor sem consciência, sem consciência como os gestores de Auschwitz, não agiu por ingenuidade, agiu por má-fé para empobrecer Portugal e a grande maioria dos portugueses. E agiu de má-fé contra a Constituição com o objectivo de derrubá-la. Só fez orçamentos inconstitucionais. Roubou sobretudo os funcionários públicos e os reformados, mas como a maior parte dos ladrões de colarinho branco fica impune. Encurralado pelas suas contradições demitiu-se e escreveu uma carta, em que mostra que a sua política, que é a da Troika, falhou.
Os neoliberais, defensores acérrimos da alta burguesia, criadores das leis da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu» tinham ideias sobre os países que aderissem à Zona Euro. Queriam diminuir, drasticamente, os direitos dos assalariados e dos reformados, em nome de um conceito equívoco chamado competitividade.
«A única maneira de os países que perderam esse instrumento de soberania», que é a moeda, «manterem as suas economias competitivas seria, pois, mediante a eliminação de regras ou de entraves ao funcionamento dos mercados, nomeadamente financeiros, acompanhada pela razia mais radical sobre a legislação de protecção do trabalho e do emprego, com a facilitação dos despedimentos, a diminuição dos salários dos trabalhadores, a destruição tendencial dos serviços públicos gratuitos e da segurança social, e pela supressão da maior parte das leis de protecção ambiental.» (In blog «5 Dias net»)
A Zona Euro por este caminho irá implodir.
Mas, antes da implosão da Zona Euro muitos países serão torturados por Berlim.
Mas dentro desses países no meio do caos geral a alta burguesia irá enriquecer ainda mais. O objectivo é torturar os assalariados e os reformados, retirando-lhes dinheiro para entregar à alta burguesia.
Paulo Portas demitiu-se de forma «irrevogável» à maneira dele.

Cavaco Silva não parece confiar em Passos Coelho nem em Paulo Portas e quer condicionar o Partido Socialista. A clarificação desta crise política está a gora nas mãos do Partido Socialista.

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