quarta-feira, 31 de julho de 2013

A MINISTRA É MENTIROSA OU ALDRABONA?


A ministra das Finanças tem mentido em altas doses no Parlamento. Para o governo PSD-CDS-Troika-Cavaco é óptimo.
Segundo os apoiantes deste governo, que criou uma espiral recessiva e que quer agravar ainda mais a recessão, estes últimos dois anos foram óptimos, porque foi arruinada a economia, o desemprego aumentou em larga escala, assim como as falências de empresas, as classes médias e as outras abaixo perderam muito dinheiro e a minoria da alta burguesia ainda enriqueceu mais.

Este pântano que os diversos elementos do governo PSD-CDS-Troika construíram está a aumentar. Como está aumentar está a crescer, chama-se a isto crescimento.

terça-feira, 30 de julho de 2013

TEMPOS DE REPUGNÂNCIA


Se a Humanidade daqui por 500 anos ainda existir e se mudar para melhor já terá percebido como foi possível, nas democracias das duas primeiras décadas do século XXI, os partidos que representam os interesses da alta burguesia, que oscila, por país, entre 1 e 5% da população, serem escolhidos pela maioria das vítimas da ganância dessa alta burguesia.

Neste tempo de mentira em que em Portugal Passos Coelho mentiu, calorosamente, para ganhar as eleições, discutem-se as vantagens de haver uma mentirosa a dirigir o Ministério das Finanças. Para o governo PSD-CDS-Troika-Cavaco é muito vantajoso ter como ministra das Finanças uma mulher que mentiu no Parlamento.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

DETERMINISMO – O MASSACRE DIÁRIO DOS DETERMINISTAS EM PORTUGAL


O determinismo por outras palavras significa inevitabilidade ou ausência de liberdade de escolha.
Sempre odiei as Filosofias deterministas. Em 29 de Julho de 2013 somos massacrados em Portugal, através dos órgãos de comunicação tradicionais, jornais, revistas, rádios e televisões com uma Filosofia, melhor, uma Teologia determinista a que chamam inevitabilidade da austeridade, imposta por Berlim.

Odeio todos e todas que me pregam o determinismo.

domingo, 28 de julho de 2013

PASSOS COELHO QUER UMA «UNIÃO NACIONAL» NOME DO PARTIDO DO SALAZAR QUE O PRÓPRIO MARCELO CAETANO REJEITOU


A UNIÃO EUROPEIA TEM A IDEOLOGIA DO SAQUE TAL COMO OS ANTIGOS PIRATAS DOS MARES

A ideologia do saque da União Europeia resume-se em privatizar os lucros e nacionalizar ou socializar os prejuízos.
O escandaloso negócio da venda à família de Cavaco Silva, do Pavilhão Atlântico, que dava lucro todos os anos, por um preço muito inferior, vendido, ainda por cima, a uma filha de Cavaco Silva e ao respectivo marido, que não tinham dinheiro para a compra e esse dinheiro apareceu, explica, em parte, o apoio de Cavaco ao governo da Direita.
O governo «renovado e aberto ao diálogo com o PS e com os parceiros sociais» decidiu nas costas de toda a gente, vender os CTT, uma empresa que dava lucro todos os anos.


A Máfia da Sicília é considerada muito perigosa.

Mas as Máfias do PPE («Partido Popular Europeu») são muitíssimo mais perigosas. Um exemplo, a Máfia do Açúcar ou lóbi do açúcar comprou os deputados e deputadas do PPE e doutros grupos para porem rotulagem pouco comprensível ou objectivamente FALSA nos produtos com açúcar, da Coca-Cola à Nestlé. Essa rotulagem FALSA, porque tem mentiras, foi feita pelo lóbi do açúcar, e aprovado pela Máfia Política da União Europeia e aparece, nomeadamente em produtos da Nestlé.
No Reino Unido, para aviso dos consumidores, as embalagens têm círculos vermelhos, amarelos e verdes, conforme o perigo das quantidades de açúcar. A Máfia Política da União Europeia, proibiu a rotulagem britânica para os outros países como impôs a rotulagem mais ou menos incompreensível ou FALSA do lóbi ou Máfia do Açúcar.


Outro aspecto do saque é a transferência de riqueza das classes médias e das outras abaixo para a alta burguesia.

sábado, 27 de julho de 2013

O AFUNDAMENTO DE PORTUGAL


Portugal está a afundar-se, juntamente, com a Zona Euro. Chipre já se afundou mais.
A seguir é exposta uma análise crítica muito substantiva da situação de Portugal e da Zona Euro, por um economista dissidente, relativamente à loucura neoliberal-austeritária, a nova Teologia dominante na Zona Euro. Esta Teologia neoliberal-austeritária é um mito tão verdadeiro como os mitos da Grécia Antiga.

«O destino de Portugal só pode ser o de um território pobre dentro de uma UE dotada de um governo tecnocrata que dará visto prévio aos orçamentos nacionais
A crise política que agora termina foi aproveitada pela esmagadora maioria dos analistas da comunicação social, alguns travestidos de jornalistas, para insistir na inevitabilidade da chantagem já conhecida: ou cortamos 4,7 mil milhões de euros na despesa do Estado social, alguma coisa já este ano e em força no próximo, ou enfrentamos a suspensão do financiamento da troika. Ao promover o falhado acordo de "salvação nacional", o Presidente da República quis dizer-nos isso mesmo, o destino de Portugal só pode ser o de um território pobre dentro de uma UE dotada de um governo tecnocrata que dará visto prévio aos orçamentos nacionais. Daí a sua preocupação em gerar um consenso alargado sobre o caminho para o empobrecimento de Portugal nos próximos anos, para o "pós--troika" como lhe chama.

A esmagadora maioria dos analistas fala da necessidade dos cortes na despesa do Estado social assumindo que tais medidas reduzem o défice público. Depois do que aconteceu nos últimos dois anos, aqui e no resto da zona euro, só por má-fé podem insistir em dizer que o corte de 4,7 mil milhões de euros é indispensável. Dentro de algum tempo, face ao agravamento da espiral depressiva que tal redução na despesa implica, e a consequente manutenção do défice público, seremos obrigados a ouvir esta gente séria defender a necessidade de novos cortes. Se, genuinamente, alguém quer tirar o país do desastre para que foi levado, então não pode aceitar quaisquer cortes no Estado social, mesmo que fossem "apenas" 500 milhões, porque o seu efeito multiplicador será sempre fortemente recessivo. A saída desta crise exige mais despesa pública e não menos, o que evidentemente não é possível dentro da zona euro.

É preciso dizer a verdade aos portugueses: a criação de uma dinâmica que reduza o desemprego significativamente e faça regressar os jovens que têm emigrado só é possível com uma política orçamental expansionista de grande escala, uma política que está proibida pelo recente Tratado de Estabilidade, que institucionalizou o ordo-liberalismo germânico na política orçamental da zona euro. Política orçamental keynesiana, tributação progressiva, pleno emprego, pensões financiadas por repartição solidária, Estado social interclassista, política industrial, protecção comercial inteligente são outras tantas dimensões de uma estratégia de desenvolvimento que a UE impede. Como disse Robert Skidelsky num recente artigo ("Stimulus, not austerity, is the key to global economic recovery"), "A verdade é que qualquer política de relançamento da economia através do Orçamento tem forçosamente implicações reformistas. É por isso que os defensores da austeridade se lhe opõem, e é também por isso que mesmo os que aceitam em teoria a necessidade de um estímulo insistem que ele deve ser realizado apenas através da política monetária".

O novo governo bem pode falar de um "novo ciclo". O certo é que o Orçamento de 2014 está à sua espera e tem de ser apresentado em Outubro. Mesmo que possa beneficiar de alguma suavização da austeridade, no quadro de um fingimento europeu de que somos um caso de sucesso, o governo estará muito em breve confrontado com uma realidade que não pode mudar: os bancos europeus (os nossos e os outros) afundam-se antes que haja união bancária em pleno, o eleitorado anti-euro cresce, os operadores financeiros começam a temer o pior e a Alemanha só conhece a via das "reformas estruturais". Alguém no governo já terá percebido que esta destruição, o preço que a Alemanha cobra para viabilizar o euro, é a destruição do nosso futuro como nação soberana. Mas não vê saída, como De Gaulle na guerra da Argélia e Marcelo Caetano nas guerras coloniais. Para enfrentar com determinação esta dura realidade, Portugal precisa de uma liderança política com visão, de uma liderança que faça a ruptura. É urgente que ela apareça.
Jorge Bateira


Economista, co-autor do blogue Ladrões de Bicicletas» (In jornal «i» net)

A CRISE DA ZONA EURO – MAIS UM PASSO


Um euro de Chipre vale menos do que um euro de qualquer outro país da Zona Euro. É o que se chama um grande passo na desintegração da Zona Euro.

Por este caminho a desintegração da Zona Euro vai sendo faseada até à desintegração final.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

EM 2013 HÁ DUAS GUERRAS DENTRO DA UNIÃO EUROPEIA – UMA GUERRA DE CLASSES E UMA GUERRA ENTRE ESTADOS

Falar em entreajuda entre os Estados da União Europeia é entrar no domínio da mais pura falsidade.
A ideologia neoliberal é a Teologia da alta burguesia da União Europeia, para enriquecer ainda mais à custa das classes médias e das outras abaixo. A Teologia neoliberal pretende maximizar os rendimentos da Capital retirando muitos direitos ao Trabalho.
Basta verificar que a preocupação fulcral na Zona Euro é salvar os Bancos privados.
No meio desta confusão há uma guerra política entre os Estados e neste momento a Alemanha de Ângela Merkel está, temporariamente, a ganhar esta guerra,



destruindo as empresas e as vidas da maioria das pessoas na Grécia, em Chipre, em Portugal onde a fome é uma vitória do governo PSD-CDS-Troika-Cavaco, na Irlanda, na Espanha e na Itália e até já um pouco na França.

A Alemanha está habituada a começar guerras e a começar a ganhá-las e a acabar por perdê-las.



quinta-feira, 25 de julho de 2013

A AUSTERIDADE TAMBÉM MATA PASSAGEIROS DE COMBOIOS NA ESPANHA


O descarrilamento perto de Santiago de Compostela provocou 80 mortos e 140 feridos.
A linha onde ocorreu o acidente não tinha o sistema de segurança adequado a comboios de alta velocidade. Digamos que se poupou dinheiro.
O comboio entrou numa curva com limite de velocidade de 80 km/hora a 190 Km/hora.

Admitamos que tudo se passou por incompetência e irresponsabilidade do maquinista. Admitindo isto, se aquela curva e a recta que a precede tivessem o sistema caro mas eficiente para comboios de alta velocidade o descarrilamento não teria acontecido, porque o comboio seria automaticamente forçado a reduzir a velocidade, atempadamente e proporcionalmente.

O GRAVE ACIDENTE DE COMBOIO NA ESPANHA, NA GALIZA


O grave acidente ferroviário ocorreu na Espanha, na Galiza, junto a Santiago de Compostela, ontem.
Pelo menos morreram 56 pessoas e ficaram feridas mais de 70, devido ao descarrilamento de um comboio de passageiros, pelas 20 h e 42 min da hora espanhola (que corresponde às 19h e 42 min na hora portuguesa).

O comboio descarrilou numa curva perigosa e é apontada como causa, provisoriamente, eventual excesso de velocidade.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

ESPANHA - GRAVE ACIDENTE FERROVIÁRIO EM TEMPO DE CRISE


Descarrilou hoje um comboio na Galiza, perto de Santiago de Compostela, provocando, pelo menos 35 mortos. Desconhecem-se as causas, neste momento.

O EURO É UMA MOEDA FALSA

«A ideia do estabelecimento da moeda única na CEE nasceu já na década de 70. Teve como principais defensores os Economistas Fred Arditti, Neil Dowling, Wim Duisenberg, Robert Mundell, Tommaso Padoa-Schioppa e Robert Tollison. No entanto, só pelo Tratado de Maastricht, de 1992 esta ideia passou da teoria para o Direito. Este tratado foi celebrado pelos doze países que à data faziam parte da CEE. O Reino Unido e a Dinamarca optaram neste tratado por ficar de fora da moeda única. Em teoria os países que aderissem posteriormente à União teriam quem aderir à moeda única. A Suécia aderiu à União em 1995 mas negociou entrar numa fase posterior. Os critérios para adesão à nova moeda única foram estabelecidos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento de 1997.» (In «Wikipedia»)

Na prática, a União Europeia foi dividida em Estados da Zona Euro e em Estados com moeda própria. A Zona Euro é restrita e ao mesmo tempo é uma grande desgraça.
Não pertencem à Zona Euro a Bulgária, Croácia, Dinamarca, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, Reino Unido, República Checa, Roménia, e Suécia.
Ora, a moeda euro foi criada sem um Banco Central verdadeiro, logo a moeda euro é, na prática, uma moeda falsa.
Toda a legislação da moeda euro e do falso «BCE» assenta num conjunto de falsidades  monstruosas. Em primeiro lugar a moeda euro foi criada para possibilitar uma transferência de riqueza das classes médias e das outras abaixo para a alta burguesia.
A legislação da moeda euro e do falso «BCE» constituem Crime Organizado de Estados.
Quem manda na Zona Euro defende a Teologia da austeridade e dos sacrifícios, Teologia essa que está na origem do fascismo salazarista.

«Podem e devem fazer-se esses sacrifícios? Eu reputo-os imprescindíveis; direi mais, eles têm de fazer-se: a nós só compete escolher a forma de fazê-los. (...)
Mas não tenhamos ilusões; as reduções de serviços e despesas importam restrições na vida privada, sofrimentos, portanto. Teremos de sofrer em vencimentos diminuídos, em aumentos de impostos, em carestia de vida. Sacrifícios, e grandes, temos nós já feito até hoje, e infelizmente perdidos para a nossa salvação; façamo-los agora com finalidade definida, integrados em plano de conjunto, e serão sacrifícios salutares.»
António de Oliveira Salazar, 9/6/1928 (Cit. in blog «Entre as brumas da memória»)

Quem manda na Zona Euro defende a privatização de tudo aquilo que dá lucro, quando dá,  e a nacionalização ou socialização dos prejuízos.

«O novo ministro dos negócios estrangeiros ocupou cargos ao mais alto nível no BPN e BPP. Rui Machete foi “durante vários anos do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a dona do Banco Português de Negócios (BPN)” onde o actual governo já injectou a fundo perdido cerca de 4 mil milhões de euros. Já o novo ministro da economia, Pires de Lima, acaba de chegar com a medalha de, em cinco anos, ter destruído 700 postos de trabalho na UNICER.
Um dos novos nomeados é um “histórico” do BPN. O outro, como se viu, é um patrão dos novos tempos. Com estas nomeações, sai uma mensagem direitinha para os mercados: “Não se assustem com as mudanças, porque nada vai mudar. Nós cá estamos para continuar proteger os grandes interesses e para salvar bancos, e também para continuar a despedir trabalhadores e a embaratecer os salários de quem trabalha.” Espero que tenham tomado boa nota.» (In blog «5 Dias net»)

Alguém imaginar que a Zona Euro pudesse ser governada, normalmente, por pessoas honestas é alta ingenuidade. A essência da Zona Euro é a desonestidade. As pessoas honestas que surjam em governos da Zona Euro terão como prioridade  a crítica à política oficial da Zona Euro. A curto prazo, afundam-se uns países da Zona Euro mais depressa que os outros, mas, a médio prazo, a Zona Euro, se as leis da moeda euro e do falso «BCE» não forem alteradas, substancialmente, será insustentável, implodirá.

terça-feira, 23 de julho de 2013

A GRANDE FUGA AO FISCO NOS ESTADOS UNIDOS – O EXEMPLO DA «APPLE»


Nos Estados Unidos é legal as grandes empresas comprarem membros do Parlamento, conhecido por Congresso, para fazerem aprovar leis, que beneficiam essas empresas. É o que se chama fazer lóbi. Digamos que é a corrupção descarada, diante dos olhos de todo o Mundo, um exemplo «urbi et orbi».
Noutros países este tipo de corrupção é ilegal, mas este tipo de corrupção existe na mesma.

«No seguimento deste post, é curioso observar a posição da Apple, enquanto empresa monopolista, e a sua relação recente com os mercados financeiros. Sem grandes incentivos ao reinvestimento dos seus lucros, esta empresa acumulou ao longo dos anos 145 mil milhões de dólares. No entanto, no passado mês de Abril, a Apple decidiu endividar-se nos mercados com obrigações no valor de 17 mil milhões de dólares. Naquela que aparentemente foi a maior emissão de dívida de sempre de uma empresa privada, as taxas de juro variaram entre 0,5% nas obrigações a três anos e 3,8% a trinta anos.

Todavia, porque é que uma empresa se vai endividar se está a nadar em liquidez? A razão é bastante prosaica. Boa parte dos 145 mil milhões de dólares disponíveis foi ganha e está depositada fora dos EUA. O seu repatriamento implicaria o pagamento do imposto sobre lucros norte-americano (35%). Por outro lado, o juro pago nesta emissão de dívida será dedutível na factura fiscal da Apple, resultando aparentemente numa poupança de 100 milhões de dólares todos os anos. Este dinheiro angariado nos mercados não servirá para financiar novos investimentos (e emprego), mas sim para permitir uma maior distribuição de dividendos pelos accionistas e financiar um programa de recompra de acções cujo objectivo é elevar a sua cotação na Bolsa.

Conclusão, a Apple beneficia de uma posição no mercado que lhe permite focar-se na valorização financeira das suas acções em vez da sua actividade produtiva, foge descaradamente ao fisco do país que lhe deu as condições físicas e humanas para florescer e, não contente, financia os ganhos dos seus accionistas através de um subsídio implícito dos contribuintes norte-americanos graças às deduções fiscais.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

No entanto, como a fuga ao fisco está a atingir dimensões gigantescas, há já movimentações no G20 e na OCDE com o objectivo de controlar a fuga ao fisco das grandes multinacionais.

«El G20 quiere impuestos para las transnacionales
Los ministros de Economía y Empleo así como los gobernadores de los bancos centrales de los Estados miembros del G20 se reunieron en San Petersburgo del 18 al 20 de julio de 2013.
La reunión fue un encuentro preparatorio con vistas a la cumbre de jefes de Estado y de gobierno prevista para los días 5 y 6 de septiembre.
Los participantes analizaron las proposiciones de la OCDE (Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos) tendientes a la creación de un sistema de imposición para las transnacionales y otros tipos de compañías que actualmente escapan a los impuestos ya existentes.
La OCDE sugiere esencialmente:
Definir internacionalmente la competencia de los Estados en materia de imposición de la actividad numérica de manera tal que las empresas contribuyentes sepan, en función de las actividades que realizan, en qué país tienen que pagar impuestos;
Prohibir los tratados preferenciales que se traducen en la aparición de zonas de doble no-imposición;
Desarrollar leyes que prohíban las manipulaciones de contabilidad que permiten desviar la plusvalía hacia empresas creadas en Estados con sistemas fiscales limitados o poco estrictos;
Obligación de identificar a los titulares de las firmas offshore;
Creación de un mecanismo global que permita verificar que cada firma o empresa está pagando sus impuestos y en qué Estado lo está haciendo.»

 G20 Meeting of Finance Ministers and Central Bank Governors”, Voltaire Network, 20 de julio de 2013.
 “G20 Labour and Employment Ministers’ Declaration”, Voltaire Network, 19 de julio de 2013.

 “The G20 Labour and Employment and Finance Ministers’ Communiqué”, Voltaire Network, 19 de julio de 2013.» (In «Red Voltaire»)

UMA MAIORIA, UM GOVERNO E UM PRESIDENTE DE DIREITA = ESPIRAL RECESSIVA


O massacre, nos órgãos de comunicação social tradicionais, da Direita portuguesa continua com os capatazes e os lacaios e lacaias da alta burguesia a defenderem a espiral recessiva – mais desemprego, mais falências de empresas, mais cortes nos rendimentos, excepto nos da alta burguesia.
Este tempo de decadência é terrível.

Até nos blogs de Esquerda aparecem textos com parágrafos tipicamente neofascistas, com uma análise aos partidos políticos igualzinha à que Oliveira Salazar fazia da I República.


A omissão do contexto que é a explicação da legislação errada e perversa da moeda euro e do falso «BCE» é, sistematicamente, omitida.


«É extraordinário como uma coisa de que se fala tanto é tão mal entendida. Refiro-me à democracia. Nos últimos anos, por defender um acordo dos partidos que assinaram o memorando da troika, muita gente me tem dado lições de democracia. Neste fim de semana li e ouvi muitas opiniões - das mais interessantes às mais imbecis, como uma que afirmava que intervenção de Cavaco era um gesto autoritário, como se fosse autoritário pedir a atores políticos para se entenderem. Muitas tinham o seguinte traço comum: se eles se entenderem todos, como se assegura a democracia? Não ficamos com uma espécie de União Nacional?

Pois bem, a democracia não é o reino do conflito. A democracia não pressupõe desentendimentos. A democracia, que se baseia no poder que resulta do voto universal em representantes eleitos para um Parlamento que faz as leis e legitima governos, pressupõe alternâncias no poder mas, ao mesmo tempo, implica um chão comum, com regras iguais para todos e que todos se comprometem a seguir. A ideia de que a democracia acaba porque há um entendimento alargado é absurda.» (Henrique Monteiro in jornal «Expresso»)

Este texto do reaccionário pouco subtil Henrique Monteiro define «democracia orgânica» tal como era considerado o fascismo salazarista, que era auto-classificado de «democracia orgânica». Há muitos textos sobre isto, mas pode encontrar-se, numa biblioteca, nos manuais liceais da disciplina salazarista de OPAN (Organização Política e Administrativa da Nação) a detalhada explicação de «democracia orgânica».

segunda-feira, 22 de julho de 2013

DO NACIONAL-SOCIALISMO À NACIONAL-AUSTERIDADE


Se Ângela Merkel tivesse feito a sua carreira política no tempo de Hitler pertenceria ao partido nazi. A crueldade de Merkel e o desprezo que ela tem pelo mal que possa fazer a outros povos são hitlerianos.
A Grécia e Chipre estão cada vez mais dentro do abismo. Portugal está à beira do abismo e basta fazer mais um corte de 4,7 mil milhões de euros para nele cair.
A Alemanha já ganhou, pelo menos, 80 mil milhões de euros, com a política de saque merkiana na Zona Euro. A política de Hitler era o saque, a política de Ângela Merkel é o saque.

O saque hitleriano era feito pela força. O saque merkiano é feito através do colaboracionismo de todos os governos de traidores que estão no poder em todos os países da Zona Euro, de Hollande a Passos Coelho.

domingo, 21 de julho de 2013

DIREITA – UMA MAIORIA, UM PRESIDENTE E UMA GRANDE DESGRAÇA PARA A GRANDE MAIORIA DOS PORTUGUESES

Cavaco Silva recusou convocar eleições antecipadas. Porque o seu partido, o PSD, iria sofrer uma pesada derrota.
Para que tudo fique na mesma não é preciso mudar nada.

Este governo de traidores PSD-CDS-Troika-Cavaco está às ordens de Berlim contra os interesses da maioria esmagadora dos portugueses.
A espiral recessiva não só vai continuar, como vai ser agravada.

Um governo, uma maioria e um presidente da Direita significam desemprego, quebra de rendimentos, despedimentos e fome, sim fome, é o que a Direita oferece aos portugueses.

«O EIXO DO MAL» DA «SIC NOTÍCIAS»


Hoje a anti-Democracia Clara Ferreira Alves chamou aos outros aquilo que ela é: ignorante, culturalmente é muito limitada, os livros dela não valem nada. Desconhece certamente os discursos de Salazar contra a I República de Portugal. Ora ela mesmo desconhecendo os discursos de Salazar tem ela própria um discurso salazarista, ela diz das eleições o mesmo que Oliveira Salazar e Mussolini diziam.

Gosta de mostrar o seu ódio e desprezo pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP. Mas alargou este ódio e desprezo ao Partido Socialista.

sábado, 20 de julho de 2013

PORTUGAL TEM UMA SOCIEDADE DIVIDIDA EM CLASSES MUITÍSSIMO DESIGUAIS


A alta burguesia portuguesa representa uma escassa percentagem da população, entre 1 e 3%.
Na segunda década do século XXI a alta burguesia domina o Mundo.
Na Europa, os partidos da «Internacional Socialista» diziam que defendiam as classes médias e as outras abaixo. No entanto a pequena minoria grande burguesa consegue controlar os meios difusores de conceitos que condicionam o pensamento de muitas pessoas.
É necessário que os partidos que se situam à esquerda da «Internacional Socialista» dialoguem e reflictam sobre novas ideias políticas que possam convencer mais eleitores.



Estamos em pleno retrocesso civilizacional na Europa, retrocesso que favorece muito a alta burguesia. É preciso que os partidos que não se ajoelham diante da alta burguesia façam progressos.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

BLOCO DE ESQUERDA PEDIU UMA REUNIÃO COM O PS


Na terça-feira passada, dia 16 de Julho, o Bloco de Esquerda reuniu-se com o PS, a pedido do BE.

O PS aceitou a reunião, mas publicou declarações muito pouco diplomáticas para com o Bloco de Esquerda.

«Partido liderado por Seguro acusa o Bloco de Esquerda e o PCP de “jogo partidário”, criticando os dois partidos por se terem colocado de parte do diálogo com vista ao “compromisso de salvação nacional” pedido pelo Presidente da República.
O Partido Socialista deu uma nega à proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda, de discussão de programa de governo de esquerda com PS e PCP.

Num comunicado emitido pouco mais de uma hora depois de ter iniciado a reunião entre o PS e o Bloco de Esquerda, a pedido do partido liderado por João Semedo e Catarina Martins, o PS afirma que “não tem sentido iniciar processos paralelos”.» (In «Jornal de Negócios» net)

PCP E BE REUNIRAM


A pedido do PCP, este partido e o Bloco de Esquerda reuniram-se para discutirem a situação actual de Portugal.
Não têm por objectivo fazerem uma coligação pré-elitoral, mas discutiram temas em que têm posições em comum.

Parece-me que estes dois partidos têm de aperfeiçoar os modos de comunicação com os eleitores, para poderem alargar a sua base eleitoral.

OS EQUÍVOCOS DA ALEMANHA DE MERKEL


A Alemanha de Merkel não é nem nunca será uma grande potência, é demasiado pequena para isso.


Os Estados Unidos tem de área 9 826 961 Km2, a China 9 706 961 Km2 e a Alemanha tem de área apenas 357 121 Km2 !!!!!!!!!!!



THE ECONOMIST DIZ QUE A AUSTERIDADE FALHOU


É óbvio que a União Europeia está mal. A Zona Euro está a caminhar para o abismo.
A revista que exprime o ponto de vista da alta burguesia britânica vê que a Alemanha não é um gigante com pés de barro, porque perdeu a II Guerra Mundial e, por isso, deixou de ser um gigante. A Alemanha de Merkel é menos de metade do III Reich.

PS TIROU O TAPETE A CAVACO


O PS recusou o acordo com o governo de traidores PSD-CDS.
António José Seguro surpreendeu pela positiva a Esquerda portuguesa.

Seguro não podia ajudar a destruir Portugal.

O EURO É UMA FRAUDE COLOSSAL


A Zona Euro é uma Zona Perigosa.
A moeda euro nasceu torta. As leis da moeda euro estão erradas.
O falso «Banco Central Europeu» é como a moeda falsa é falso.
Neste contexto a crise da Zona Euro tem levado a pressões para que muitos governos pratiquem políticas suicidárias, a que chamam políticas de austeridade.
É neste contexto perigoso que avança a segunda década do século XXI.

A Zona Euro não tem nenhum rumo que interesse à maioria da população da maior parte dos países da moeda euro.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO VAI TRAIR O PS?


Mário Soares, Manuel Alegre e José Sócrates, estão, claramente, contra qualquer cedência de António José Seguro à coligação de traidores PSD-CDS.

Se António José Seguro ceder, diz Mário Soares que irá haver uma revolta no PS. Se António José Seguro ceder coloca-se do lado da plutocracia contra a grande maioria dos portugueses.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A PLUTOCRACIA PORTUGUESA


Os verdadeiros donos de Portugal são os plutocratas da alta burguesia. Eles mandam no PSD e no CDS e querem também mandar no PS.

«A história volta a repetir-se. Como aconteceu em 2011 a seguir ao chumbo do PEC IV, o poder económico e financeiro movimenta-se para pressionar o poder político e assim assegurar que as coisas não mudam demasiado. Agora de forma mais modesta, mas as movimentações são evidentes. Nas últimas semanas, vários banqueiros manifestaram-se contra o funcionamento regular da democracia, opondo-se a eleições; Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, tem-se multiplicado em intervenções públicas, avisando para o perigo da instabilidade - como se as eleições representassem maior instabilidade do que aquela que existe na sociedade, a instabilidade provocada pela política de transferência de recursos do trabalho para o capital a que temos assistido nos últimos dois anos.

Hoje, mais um conjunto de "personalidades" assina um manifesto a pedir um acordo entre os três partidos mais à direita da Assembleia. E quem são essas "personalidades"? Os mesmos de sempre. Dois "Mellos", um van Zeller, vários empresários e banqueiros, testas de ferro de grandes empresas. As corporações que se alimentam do Estado há décadas, os donos de Portugal, que parasitam o poder político desde o Estado Novo e que apenas se mantiveram afastadas da esfera de influência durante o período do PREC. Se tivessem pedido as assinaturas de Oliveira e Costa, Duarte Lima, Dias Loureiro ou Vale e Azevedo ninguém se escandalizaria.

Não surpreende esta posição da elite económica e financeira: durante os dois anos que a intervenção externa leva, as maiores empresas portuguesas viram os seus lucros crescer e os bancos foram alimentados a soro pelo dinheiro dos contribuintes. O desemprego crescente permitiu que os salários baixassem e o seu peso relativo nos custos empresariais fosse reduzido. Se há alguém a ganhar dinheiro com as políticas de austeridade é esta elite. Enquanto a classe média vai desaparecendo e os pobres vão ficando cada vez mais pobres, as grandes empresas crescem e o número de milionários aumenta em Portugal.» (Sérgio Lavos in blog «Arrastão»)

4,7 MIL MILHÕES DE EUROS


O anunciado corte de 4,7 mil milhões de euros pelo ex-ministro da Troika Vítor Gaspar, que se demitiu mesmo, não podem ser apoiados pelo PS. Se o Partido Socialista apoiar esse corte ou outro parecido Portugal vai afundar-se muito mais.

terça-feira, 16 de julho de 2013

OS BLOGUES DE ESQUERDA NA BLOGOSFERA DE LÍNGUA PORTUGUESA pt

Sendo a língua portuguesa uma língua internacional transcontinental é relativamente fácil os blogs portugueses terem audiência. Em alguns blogs pt a audiência vinda do Brasil é mais ou menos igual à vinda de Portugal, seguindo-se, geralmente, Angola e Moçambique. É a terceira língua, de origem europeia, mais falada no Mundo, sobretudo devido ao facto de o Brasil ser um dos maiores países do Mundo e ter cerca de 200 milhões de habitantes. Os países maiores do Mundo são 1º a Rússia (17 098 242 Km2), 2º o Canadá (9 984 670 Km2), 3º os Estados Unidos (9 826 961 Km2), 4º a China (9 706 961 Km2) e  5º o Brasil (8 515 767 Km2). O maior país da União Europeia é a França (551 695 Km2, nesta área excluo, obviamente, as colónias) – fonte «Wikipedia».
Tem interesse recordar que a língua de origem europeia mais falada no Mundo, como primeira língua, é a língua castelhana (também designada por espanhol ou língua espanhola). Mas é bom lembrar que as línguas oficiais da Espanha são a língua castelhana, a língua catalã, a língua galega e a língua basca.
Ora, factualmente, a língua castelhana, a língua catalã (oficial na Catalunha), a língua galega (oficial na Galiza) e a língua basca (oficial no País Basco), são, todas elas, línguas espanholas.
A língua inglesa, como primeira língua (ou língua nativa), é menos falada que a língua castelhana. A língua inglesa é a mais falada no Mundo como língua estrangeira de Escola ou segunda língua.
Em 2013 assistimos a uma crescente procura do pensamento marxista na blogosfera pt, muito diferentemente do que acontecia em 2004. «Agora, ao cabo de seis meses de vida e 200 posts publicados, é tempo de balanço. Positivo, porque conseguimos, de forma praticamente ininterrupta, alimentar o compromisso que celebrámos com a causa da Esquerda. Mas negativo, porque, em cada dia, não foram mais de 25 as pessoas que passearam nesta margem!



O “Margem Esquerda” não foi um blog da moda! Talvez por isso sejam tão poucos, aqueles que, provavelmente, não quereriam que ele acabasse! Magro resultado para tanto trabalho e empenhamento!...
Por isso, é com um misto de tristeza, desencanto e decepção que anunciamos o encerramento – Definitivo? Temporário? Nunca dizer “nunca”... – do “Margem Esquerda”. Obrigado a todos quantos aqui vieram!
E continuem a sonhar e a lutar! Porque pelo Sonho e pela Esquerda é que vamos!...» (In blog «Margem Esquerda», 22 de Junho de 2004)
Os blogs portugueses, à Esquerda do PS, com mais audiência e como referências são o blog marxista «5 Dias net»



(onde escrevem pessoas próximas do PCP ou mesmo do PCP e próximas do Bloco de Esquerda ou mesmo do BE, 45 pessoas, umas usando o próprio nome e outras pseudónimos) e o blog «Arrastão»



onde escrevem pessoas que são ou foram do Bloco de Esquerda (9 elementos).
Acho importante o debate de ideias à Esquerda do PS neste momento de crise de Portugal e da Zona Euro. Tendo muito pouco acesso aos órgãos de comunicação social tradicionais, dominados pela Direita, o pensamento político à Esquerda do PS encontra na blogosfera pt um meio de comunicação bastante eficaz.
Parece-me que o debate à Esquerda do PS tem que colocar muitos cenários, sendo um deles a hipótese de viabilização de um governo de Esquerda, que no contexto actual, depois de eleições antecipadas, obviamente, só é possível com o PS. O PS não é monolítico e há que saber escolher o mal menor, como alternativa a um mal bem pior.
Escrevo neste blog sem qualquer interesse pessoal, além do exercício intelectual, o meu interesse é participar no debate das ideias de Esquerda.

O CARÁCTER CLASSISTA DA «SALVAÇÃO NACIONAL» CAVAQUISTA


Para Salazar a «União Nacional» era para defender os interesses da alta burguesia.
Para Cavaco a «Salvação Nacional» é para defender os interesses da alta burguesia.
Cavaco ao atacar as eleições faz lembrar o Salazar.

A CRISE PORTUGUESA E O PS ENCOSTADO À PAREDE


Cavaco quer, a todo o custo, destruir a ideologia do PS, quer transformá-lo num partido mais ou menos inútil, numa muleta do PSD e do CDS-PP.


Irá António José Seguro «suicidar» politicamente o PS?
Este impasse vai demorar uns dias.
Enquanto Portugal se afunda, também a Zona Euro se afunda.
A ideia delirante dos neoliberais europeus de que é possível salvar a Zona Euro, sem a alteração das leis da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu» é um mito tão verdadeiro como são verdadeiros os deuses da Grécia Clássica.
Para Portugal o problema é que a Zona Euro vai implodindo por partes – a Grécia e Chipre já implodiram. Só haverá mudanças substanciais na Zona Euro quando a crise que já atinge a França for mais visível.

A Zona Euro continua e continuará a afundar-se. Se o PS se tornar «irrevogável» à maneira de Paulo Portas e abdicar do que disse no último ano e se anular a si próprio o afundamento de Portugal será mais rápido.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

CAVACO QUER ANULAR O PS


Cavaco quer «obrigar» o Partido Socialista a apoiar o corte de 4,7 mil milhões de euros, que implica o despedimento de 30 mil funcionários públicos e cortes nas reformas já atribuídas.

Se o PS for «irrevogável» como Paulo Portas suicida-se politicamente.

sábado, 13 de julho de 2013

A BLOGOSFERA PT E A ASCENSÃO DE DOIS BLOGS À ESQUERDA DO PS

O que se nota actualmente é que na blogosfera pt conseguiu grande audiência o blog marxista «5 Dias net», que tem tantos colaboradores como um jornal. O blog marxista «Margem Esquerda», que tinha no cabeçalho uma citação de Karl Marx, teve que encerrar por pouca audiência, em 22 de Junho de 2004. O blog marxista «5 dias net» tem muita gente próxima ou do PCP e ultimamente entrou gente próxima ou do Bloco de Esquerda. O blog do Bloco de Esquerda com grande audiência é o «Arrastão». Pessoalmente acho o «Aventar» um blog altamente mesquinho, paroquial, das paróquias da cidade do Porto, contra todos «os mouros» a Sul do rio Mondego, especialmente contra os chamados «mouros» de Lisboa. É, no entanto, citado, por vezes, pelo blog «5 Dias net».

«No Blasfémias, no Insurgente, no 31 da Armada, nas televisões, nos jornais, em todo o canto, irmanando António Costa e Bagão Félix, Lobo Xavier e João Miranda, Rui Rio aparece como o denominador comum do centrão governante, e como figura sucedânea do Botas de Santa Comba, de quem terá, ao que parece, herdado as virtudes e o estilo.» (In blog «5 Dias net»)

Os blogs do PS odeiam a liberdade de crítica, pelo que fazem, alguns, Censura radical aos comentários, não tendo comentários, como o «Causa Nossa» onde o ex-marxista Vital Moreira já se exprimiu como apoiante do governo Passos Coelho – Paulo Portas, e onde esse apoio foi melhor desmascarado foi no blog «Cantigueiro».

«Causa Nossa  - Blogue fundado em 23 de Novembro de 2003 por Ana Gomes, Jorge Wemans, Luís Filipe Borges, Luís Nazaré, Luís Osório, Maria Manuel Leitão Marques, Vicente Jorge Silva e Vital Moreira.»


Vicente Jorge Silva chamou «geração rasca» à geração dominante no blog «5 Dias net».

A CRISE PORTUGUESA


A crise portuguesa é uma crise social e económica, imposta pela Troika às ordens de Berlim. E é também uma crise financeira e política, neste momento, ainda pouco clarificada.
A crise social portuguesa é caracterizada pelo elevado aumento do desemprego, pelo despedimento sem justa causa assinado por João Proença em nome da UGT, pela precariedade do trabalho, pelo abaixamento dos salários, pelo aumento injusto dos impostos, por um desemprego jovem elevadíssimo, pela ideologia do medo.
A crise económica é caracterizada pela falência de empresas, pelo colapso do mercado interno, devido à baixa dos salários e reformas e ao desemprego. Os clientes não têm dinheiro.
Vítor Gaspar, um traidor sem consciência, sem consciência como os gestores de Auschwitz, não agiu por ingenuidade, agiu por má-fé para empobrecer Portugal e a grande maioria dos portugueses. E agiu de má-fé contra a Constituição com o objectivo de derrubá-la. Só fez orçamentos inconstitucionais. Roubou sobretudo os funcionários públicos e os reformados, mas como a maior parte dos ladrões de colarinho branco fica impune. Encurralado pelas suas contradições demitiu-se e escreveu uma carta, em que mostra que a sua política, que é a da Troika, falhou.
Os neoliberais, defensores acérrimos da alta burguesia, criadores das leis da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu» tinham ideias sobre os países que aderissem à Zona Euro. Queriam diminuir, drasticamente, os direitos dos assalariados e dos reformados, em nome de um conceito equívoco chamado competitividade.
«A única maneira de os países que perderam esse instrumento de soberania», que é a moeda, «manterem as suas economias competitivas seria, pois, mediante a eliminação de regras ou de entraves ao funcionamento dos mercados, nomeadamente financeiros, acompanhada pela razia mais radical sobre a legislação de protecção do trabalho e do emprego, com a facilitação dos despedimentos, a diminuição dos salários dos trabalhadores, a destruição tendencial dos serviços públicos gratuitos e da segurança social, e pela supressão da maior parte das leis de protecção ambiental.» (In blog «5 Dias net»)
A Zona Euro por este caminho irá implodir.
Mas, antes da implosão da Zona Euro muitos países serão torturados por Berlim.
Mas dentro desses países no meio do caos geral a alta burguesia irá enriquecer ainda mais. O objectivo é torturar os assalariados e os reformados, retirando-lhes dinheiro para entregar à alta burguesia.
Paulo Portas demitiu-se de forma «irrevogável» à maneira dele.

Cavaco Silva não parece confiar em Passos Coelho nem em Paulo Portas e quer condicionar o Partido Socialista. A clarificação desta crise política está a gora nas mãos do Partido Socialista.

CORRUPÇÃO

«Veio enfim um tempo em que tudo o que os homens tinham olhado como inalienável se tornou objecto de troca, de tráfico, e podia alienar-se. É o tempo em que as próprias coisas que até então eram comunicadas, mas nunca trocadas; dadas, mas nunca vendidas; adquiridas, mas nunca compradas - virtude, amor, opinião, ciência, consciência, etc. - em que tudo enfim passou para o comércio. É o tempo da corrupção geral, da venalidade universal.»

Karl Marx (Cit. in blog «Ladrões de Bicicletas)

Nos Estados Unidos boa parte dos professores universitários de Economia foram comprados pela alta burguesia financeira, aspecto bem explicado e exemplificado no documentário «Inside Job».
«Inside Job (Trabalho Interno) é um documentário de 2010 acerca da crise financeira global de 2007-2012 dirigido por Charles H. Ferguson. O filme é descrito por Ferguson como sendo sobre "a corrupção sistémica dos Estados Unidos pela indústria de serviços financeiros e as consequências da corrupção sistémica."
Em cinco partes, o filme explora como as mudanças no ambiente político e as práticas bancárias ajudaram a criar a crise financeira. Trabalho Interno foi então bem recebido pela crítica que louvou seu ritmo, pesquisa e exposição de material complexo.
Foi exibido no Festival de Cannes de 2010 em Maio e ganhou o Óscar de melhor documentário de 2011.» (In «Wikipedia»)


«O que têm em comum Ricardo Salgado, António Mexia e Eduardo Catroga? Para além de serem muito bem pagos, são também Doutores Honoris Causa pelo ISEG-UTL. O primeiro desde ontem, o segundo desde a semana passada e o terceiro desde o ano passado.
O que é que um plutocrata e dois videirinhos têm em comum com os verdadeiros Doutores Honoris Causa da distinta história do ISEG nesta e noutras áreas – vejam a lista, é toda uma história da ciência económica, do debate público qualificado sobre políticas? Não têm nada em comum.» (in blog «Ladrões de Bicicletas»)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

TITANIC A METER ÁGUA OU A ZONA EURO A AFUNDAR-SE


A crise portuguesa, social, económica e financeira resulta do cumprimento de um programa suicidário imposto pela Troika, às ordens de Berlim.
O colapso das medidas austeritárias da Troika levou o ministro da Troika, Vítor Gaspar, que fez dos portugueses cobaias, a demitir-se.
A crise política em que Portugal está foi provocada pelo fracasso das medidas de austeridade impostas pela Troika às ordens de Ângela Merkel. Cavaco Silva não tem uma posição clara, mas faz lembrar Marcelo Caetano.
Portugal está a afundar-se e Cavaco quer sequestrar a Democracia impondo condições ao PS, que, eu penso, que Mário Soares deve achar inaceitáveis.
Mas o afundamento de Portugal é também o afundamento da Grécia, da Irlanda, da Espanha, da Itália e de Chipre.
O próximo país a afundar-se pode ser a França.
A Alemanha está habituada a começar guerras e a perdê-las. Vai perder mais uma.

Toda a Zona Euro está a afundar-se, enquanto a orquestra do Titanic toca a música da austeridade.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O NEOLIBRALISMO CONTRA A DEMOCRACIA

O fascista praticante Milton Friedman intitulava-se neoliberal, é considerado o principal teórico do neoliberalismo (e também, factualmente, do fascismo latino-americano). Milton Friedman foi assessor pessoal do ladrão, torturador e assassino Pinochet, que num golpe planeado pela CIA contra a Democracia no Chile, derrubou o presidente democraticamente eleito Salvador Allende. Neoliberalismo significa poder absoluto da alta burguesia e proibição da Democracia. Se possível fazer de conta que há democracia, caso não for possível, prender, torturar e assassinar, segundo os métodos de Mussolini e Hitler.
O objectivo final da alta burguesia é roubar, por pura ganância. Para efectuar os roubos ameaças, é preciso meter medo às pessoas, se não resultar prender, torturar e assassinar.

«Milton Friedman (Nova Iorque, 31 de julho de 1921 — São Francisco, 16 de novembro de 2006) foi um dos mais destacados economistas do século XX e um dos mais influentes teóricos do liberalismo econômico. Principal apóstolo da Escola Monetarista e membro da Escola de Chicago, além de defensor do laissez faire e do mercado livre, Friedman foi conselheiro do governo chileno de Augusto Pinochet e muitas de suas ideias foram aplicadas na primeira fase do governo Nixon e em boa parte do governo Ronald Reagan.» (In «Wikipedia»)

«Em 1971, Lewis F. Powell, nomeado juiz do Supremo Tribunal dos Estados Unidos por Nixon no ano seguinte, escreveu um memorando ao director da Câmara de Comércio onde apelava a uma contra-revolução operada pelo tecido empresarial sobre o modelo social advindo do New Deal. Nele incitou, entre outras acções, a uma infiltração do poder económico nas decisões políticas para liberalizar os mercados. Para muitos, este momento marcou simbolicamente a ascensão do neoliberalismo. As grandes empresas começaram a financiar os dois principais partidos dos sistema político norte-americano assim como os lóbis e think tanks. Deste modo, conseguiram criar uma relação complexa de interesses entre os decisores políticos, os círculos intelectuais e as corporações económicas de maior dimensão.

Mais recentemente, a JP Morgan redigiu um relatório datado de 28 de Maio de 2013 que ataca o constitucionalismo de países como Portugal. Advoga que se trata de sistemas políticos que impedem reformas estruturais económicas devido a bloqueios como a excessiva protecção aos direitos laborais e o direito ao protesto em relação a mudanças impostas pelo ajustamento europeu em curso.


A questão é: as situações descritas estabelecem alguma relação com a comunicação realizada ontem por Cavaco Silva? Sim, em tudo.» (Frederico Aleixo in blog «5 Dias net»)

CAVACO SILVA E AS SURPRESAS DE ONTEM


Cavaco Silva, tal como se esperava não convocou eleições para Setembro ou Outubro de 2013.
No seu discurso as eleições para Setembro ou Outubro seriam uma grande desgraça.
No entanto, surpreendeu muita gente, sobretudo do PSD e do CDS.
Cavaco falou em eleições em Junho de 2014.
Agora quer um «Governo de Salvação Nacional» PSD-CDS, apoiado pelo PS.
Cavaco foi muito pressionado por figuras do PSD que compreendem que Passos Coelho e Paulo Portas perderam muita credibilidade.
O governo ainda não caiu, e enquanto estiver no poder é perigoso.
O PS ainda não clarificou o suficiente a sua posição.
Há desorientação nos defensores da alta burguesia.



Neste momento há uma feroz luta de classes, da alta burguesia contra os assalariados. Cavaco está do lado da alta burguesia.


«Os portugueses e os partidos políticos são uns inconscientes e uns irresponsáveis porque entendem que deve haver eleições e se houver eleições os sacrifícios dos portugueses terão sido em vão porque os sacrifícios dos portugueses têm sido coroados de glória com este Governo glorioso e os sucessivos e gloriosos desvios e metas falhadas e só se pode dissolver o Parlamento quando houver dinheiro para eleições e como já sei o resultado das eleições não as vou convocar, porque daí não virá estabilidade antes pelo contrário, e como tal suspendo temporariamente a democracia, porque eu é que sou o presidente da junta e os portugueses deviam votar no PSD no PS e no CDS e o PCP e o Bloco de Esquerda que passem à clandestinidade até Junho de 2014, porque não estão aqui a fazer nada e só estorvam e se os partidos sérios não se entenderem e não formarem uma União Nacional e uma Câmara Corporativa, até lá, problema deles e da sua irresponsabilidade e da sua falta de sentido de Estado, que eu encontro uma personalidade de prestígio pena o Dias Loureiro para tratar das avaliações da troika e dos compromissos internacionais e da imagem externa de Portugal.» (In blog «Der Terrorist»)

A alta burguesia quer «o fim da História», algo impossível, enquanto a Humanidade existir.

A alta burguesia domina brutalmente a Zona Euro, impondo aumento do desemprego, falências de empresas, empobrecimento das outras classes sociais. A alta burguesia tem uma ideologia cujo objectivo é um grande retrocesso social para os assalariados. Mas tal como Luís XVI, com o seu poder de origem divina, foi derrotado a alta burguesia também pode ser derrotada.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

ZONA EURO – AGRAVA-SE A CRISE


Apesar da efervescência política em Portugal, a maior parte dos problemas de Portugal foram causados pela perversa concepção da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu».
A Zona Euro não tem Banco Central verdadeiro e irá implodir, se não forem feitas mudanças profundas na legislação da moeda euro e do chamado «BCE».
A cise começou na Grécia, alastrou à Irlanda, a Portugal, à Espanha à Itália e a Chipre. E já se faz notar na França.

A verdadeira crise é a crise de toda a Zona Euro, para a qual não se vê solução, actualmente. Neste momento a crise da Zona Euro é uma bola de neve.

CAVACO SILVA E AS DESGRAÇAS EQUIVOCADAS


Cavaco Silva surpreendeu parcialmente o PSD e o CDS.
Falou em grandes desgraças e foi equívoco.
As desgraças de Portugal são as desgraças da Zona Euro.

Por este caminho a Zona Euro implode, porque a moeda euro, como não tem Banco Central, especializou-se em arruinar a maioria das pessoas dos países com problemas que usam a moeda euro. A crise da Zona Euro está a aumentar, a Zona Euro está cada vez pior.

terça-feira, 9 de julho de 2013

A MOEDA EURO NÃO TEM UM BANCO CENTRAL VERDADEIRO


O problema não está, a meu ver, na criação da moeda euro, mas sim na criação da moeda euro, associada a uma legislação perversa.
Se a moeda euro tivesse um Banco Central verdadeiro, semelhante à Reserva Federal dos Estados Unidos, com os chamados eurobonds, tudo seria diferente.
Mas a moeda euro com um falso Banco Central, perversamente chamado «Banco Central Europeu», isto é, a moeda euro e o «BCE» tal como são, de facto, tem claras intenções perversas, sugeridas pelos perversos capatazes das altas burguesias que são os chamados neoliberais.

«E agora podemos voltar a falar de coisas sérias? Do euro, por exemplo»
«Eu, ignorante, me confesso. Há poucos dias atrás desconhecia tudo acerca do senhor da foto que se segue.



Chama-se Robert Mundell. Já ouviram falar? Parece que foi um dos contemplados com esse falso Prémio Nobel – que usurpou o nome do dito – da Economia, e é, seguramente, um dos papas das teorias de desregulação total dos mercados e um dos proponentes de um “laissez faire” para o grande capital que tem a sua contrapartida no ataque à protecção dos direitos laborais. Em suma, uma das fontes inspiradoras de tudo aquilo que designamos sob o nome (às vezes demasiado vago) de neoliberalismo. Conheci esta personagem através do interessante blogue “Der Terrorist”.
Ora, uma das notoriedades de Mundell resulta de ser ele a principal fonte inspiradora da moeda única na Europa. E um dos seus argumentos a favor do que veio a ser baptizado com o nome de “euro” é o de que a perda de soberania dos Estados sobre a emissão de moeda, entregando-a a um banco central “independente”, lhes retiraria qualquer controlo relativo às suas políticas monetárias, as quais passariam a ser realizadas de forma “saudavelmente” anti-democrática. A única maneira de os países que perderam esse instrumento de soberania manterem as suas economias competitivas seria, pois, mediante a eliminação de regras ou de entraves ao funcionamento dos mercados, nomeadamente financeiros, acompanhada pela razia mais radical sobre a legislação de protecção do trabalho e do emprego, com a facilitação dos despedimentos, a diminuição dos salários dos trabalhadores, a destruição tendencial dos serviços públicos gratuitos e da segurança social, e pela supressão da maior parte das leis de protecção ambiental. Ou seja: o pacote completo que estamos a ver aplicado ao Sul da Europa por governos que só descansarão no dia em que este continente se tiver transformado numa versão pequena da América do Norte. O euro, para Mundell, seria o meio fundamental para operar esta imensa subversão da democracia social, a qual, por sua vez, requer a demolição da democracia política: não é por acaso que o banco JP Morgan – um dos principais operadores da mega-crise financeira que abriu caminho a este plano – está já a pugnar pela instauração de regimes autoritários no Sul da Europa. Eles sabem que o austeritarismo não é compatível com a democracia, mesmo na versão débil que conhecemos.» (Mário Machaqueiro in blog «5 Dias net»)

O DESASTRE CHAMADO UNIÃO EUROPEIA


Os problemas específicos de Portugal têm feito esquecer que a União Europeia se transformou num desastre.
A vanguarda do desastre chamado União Europeia chama-se Zona Euro.
A vanguarda do desastre da Zona Euro é a Grécia.
A crise da Zona Euro está a aumentar, de toda a Zona Euro.
A União Europeia foi concebida para que os países membros se ajudassem mutuamente, com vantagens e desvantagens, para melhorarem a qualidade de vida dos respectivos povos. Esta ideia agora é um mito.

A moeda euro foi mal concebida, com leis erradas. O falso «Banco Central Europeu» é, obviamente, falso, tem uma legislação perversa e perigosa.