domingo, 2 de junho de 2013

PORTUGAL TERÁ QUE SAIR DA MOEDA EURO E VOLTAR AO ESCUDO


As sondagens sobre as eleições autárquicas dão um resultado bastante satisfatório para os partidos de Passos Coelho e Cavaco e para o de Paulo Portas.
Não culpo os eleitores por Passos Coelho ter roubado as classes médias e as outras abaixo, especialmente os funcionários públicos e os reformados (da função pública e do sector privado). É que Passos Coelho não disse que ia tirar os subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e aos reformados na campanha eleitoral, nem que ia arrasar boa parte da classe média com os novos escalões do IRS e que ia fazer despedimentos colectivos, em massa, de funcionários públicos. Mas culpo os eleitores,  que votarem no PSD e no CDS-PP nas eleições autárquicas, de Outubro de 2013.
Tudo indica que muitos reformados e funcionários públicos vão votar PSD ou CDS-PP nas eleições autárquicas de Outubro.
Sendo assim, o governo demencial PSD-CDS-Troika-Cavaco não cairá em Outubro e uma verdadeira catástrofe social irá abater-se sobre Portugal em 2014.
Depois disso a espiral recessiva-demencial terá atingido tal magnitude que Portugal terá mesmo que sair da moeda euro e voltar ao escudo.
A crise em França não virá a tempo de salvar Portugal. Só quando a crise começar a doer aos franceses é que haverá mudanças profundas na Zona Euro e na União Europeia.
Os mais europeístas apresentarão grandes argumentos contra a saída de Portugal da moeda euro. Depois da estrutura social e da estrutura económica portuguesas terem entrado em colapso, Portugal já não terá tempo para aguardar pelas condições draconianas que a França apresentará a Berlim, para que a Alemanha continue na Zona Euro. Como tudo faz prever, a Alemanha nunca cederá, e então ou a Alemanha sai da moeda euro ou a moeda euro acaba.

Provavelmente sairá a Alemanha da moeda euro, mas será demasiado tarde para Portugal.

É preciso, já, começar a planear a saída de Portugal da Zona Euro, porque o preço para continuar na Zona Euro será muito pior do que sair de lá.

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