terça-feira, 11 de junho de 2013

OU MUDAM AS LEIS DA MOEDA EURO E DO FALSO «BANCO CENTRAL EUROPEU» OU PORTUGAL TERÁ MESMO QUE SAIR DO EURO


Portugal não pode estar na moeda euro a qualquer preço. Há limites para a colonização alemã em Portugal.

«Euro: discutir a saída é muito bom»

O debate sobre a saída do euro devia concentrar as energias de todos
A discussão da saída do euro foi até aqui um tabu nacional - da esquerda à direita. O PCP, o principal adversário do Tratado de Maastricht, passou estes últimos três anos de crise do euro a tratar o assunto com pinças - e rejeitou no último congresso duas propostas, da autoria de Octávio Teixeira e Agostinho Lopes, para incluir a saída do euro no seu programa político. A partir daí, a posição dos comunistas evoluiu: num debate recente, Jerónimo de Sousa afirmou a defesa da saída de Portugal do euro, embora o processo de desmame nunca devesse, na opinião do secretário- -geral do PCP, ser liderado por este governo. Na reunião do comité central de 6 de Maio, o PCP faz a defesa da "assunção de uma política soberana e a afirmação do primado dos interesses nacionais nas relações com a União Europeia, diversificando as relações económicas e financeiras e adoptando as medidas que preparem o país para uma saída do euro, seja por decisão do povo português, seja por desenvolvimentos da crise da União Europeia". O Bloco de Esquerda tem marcado um debate em que vai juntar os seus economistas favoráveis à manutenção de Portugal na zona euro - como o ex- -líder Francisco Louçã - aos que defendem que só a saída do euro possibilitará o retorno de Portugal a um rumo de crescimento, como João Rodrigues ou Nuno Teles.

O sucesso de vendas do livro de João Ferreira do Amaral "Porque Devemos Sair do Euro" - o único economista da área socialista que foi contra a adesão à moeda única - é um sinal de que as pessoas estão desejosas de debater a questão. Ou pelo menos a ter instrumentos mais capazes para poder formar uma opinião. João Ferreira do Amaral é um economista da área do PS - foi consultor de Mário Soares e de Jorge Sampaio em Belém - e o facto de o seu livro se ter tornado um bestseller foi lido pela imprensa internacional como um sinal de que, a partir do poço em que estamos metidos, os portugueses equacionam alternativas. O debate chegou agora à direita - embora já tivesse chegado a alguns economistas da área, como o nosso colunista Pedro Brás Teixeira, que não vê outra solução para o nó cego em que Portugal e a Europa se encontram senão a saída do euro. António Pires de Lima, presidente do Conselho Nacional, defende agora um debate amplo sobre a manutenção de Portugal na zona euro. Este é o grande debate nacional e aquele em que se deviam concentrar todas as energias - até porque é o único debate interno que pode verdadeiramente assustar a Europa.» (Ana Sá Lopes, in jornal «i» net)

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