sábado, 8 de junho de 2013

CONTRA O «NAZISMO DAS RAÇAS INFERIORES»


Sempre fui contra o chamado «nazismo das raças inferiores» protagonizado por Sarkozy, François Hollande, Barack Obama e David Cameron.
Sou objectivamente da oposição à oposição anti-Assad.
As «virgens ofendidas» da Esquerda Europeia que em Paris, Londres e no mais ou menos inútil «Parlamento Europeu» clamam contra Assad, para mim, pertencem ao meu, ideologicamente, campo inimigo. A «virgem ofendida» portuguesa que mais detesto, nesta questão do novo colonialismo europeu, é  o apoiante do chamado «nazismo das raças inferiores» Rui Tavares, um arrivista, que apoiou a invasão imperial-colonial da Líbia.

«A Batalha de Al Qusayr, quando a Resistência derrotou as trevas (III)
(...)
A Dinâmica Externa

Potências Imperiais, colaboracionistas e o eixo da resistência. No ocidente, mais do que os EUA, são a França e a Inglaterra que maiores esforços movem para derrubar Assad. São as potências que dividiram o Médio Oriente entre si após a I Guerra Mundial, são as potências que prometeram a Palestina aos Árabes e aos Judeus, as potências que se meteram na aventura do Suez em 56, as potências que estiveram na vanguarda da intervenção na Líbia… A França que ainda há pouco se meteu em mais uma aventura africana no Mali. Pois são esta França e este Reino Unido os mais entusiastas no apoio aos rebeldes, aos rebeldes “bonzinhos” que não são “talibãs”… se bem que quando um senador armado em Rambo se deslocou à Síria ficou muito claro que a divisão entre “bonzinhos” e “talibãs” não é lá muito fácil.

Quanto aos EUA, embora não tenham intervido directamente com tropas ou fornecido em massa o armamento “state of the art”, a verdade é que têm apoiado os rebeldes politicamente, para além de fornecerem informações e armas. Portanto, as potências imperiais ocidentais estão longe da neutralidade. Estão contra o regime e a favor dos rebeldes, mesmo que estes sejam da Al Quaeda, como eram na Líbia.

Também se diz muito que Israel tem uma posição ambígua no conflito. Israel não apoia os rebeldes de forma explícita, aliás se o fizesse só estaria a enterrar os rebeldes… Mas os recentes bombardeamentos em Damasco são muito claros, muito mais claros que qualquer declaração, Israel agiu militarmente contra Assad e o Hezbollah (supostamente os arsenais bombardeados tinham armas que seriam entregues ao Hezbollah) no momento em que Assad e o Hezbollah iniciavam operações militares críticas contra os mercenário-canibais. Israel pode não apreciar a perspectiva de uma Síria em parte controlada pela Al Quaeda. Mas o maior inimigo de Israel é o Hezbollah e o Irão. Isso é explicitamente afirmado pelos apoiantes de Israel.



Por parte dos EUA e Israel parece-me que o melhor resultado possível é uma luta que se prolongue no tempo o mais possível e produza o máximo de caos e divisão. Parte do alarme em alguns sectores imperiais é que o eixo da resistência, Assad-Hezbollah-Irão, consiga triunfar de forma mais rápida e clara do que se estaria à espera.

É que entre os campos que apoiam Assad e a oposição há uma grande diferença. Para o Hezbollah e o Irão esta é uma luta de vida ou de morte. As elites Iranianas sabem que se o Assad cai, passado pouco tempo serão, no mínimo, bombardeados pelos EUA+Israel. O Hezbollah sabe que os fascistas islâmicos em aliança com Israel tentarão desmembrar o Líbano e esmagar o Hezbollah. Portanto as suas opções são simples: lutar e vencer ou morrer. No caso das potências ocidentais a situação não é tão simples, se o Assad ganhar nem o Irão nem a Síria irão bombardear Nova Iorque (só por isto dá para ver quem são os verdadeiros agressores no meio disto tudo). O derrube de Assad seria vantajoso e seria um golpe no Irão e por tabela na Rússia e China, mas não é uma questão de sobrevivência. É ilustrativo ver como no texto que abaixo cito um dos fariseus ao serviço do Império até guincha ao constatar estes factos:


Put another way, Nasrallah and Khamenei have decided to win. They understand the costs of losing, and the benefits of winning, and have made their decision. The United States has made no such decision and appears content to lose.

As potências regionais mais colaboracionistas, Arábia Saudita e Quatar, são quem apoia os rebeldes de forma mais empenhada. É verdade que não lhes falta dinheiro para comprar armas e pagar a mercenários. Mas não têm os recursos humanos e a infra-estrutura para fazer pelos rebeldes o que o Irão, a Rússia e o Hezbollah conseguem fazer pelo regime. Como este pró-canibal afirma, apesar do apoio internacional aos rebeldes parecer mais vasto de que o apoio a Assad, na verdade o apoio internacional a Assad é bem mais sólido e consequente.

A Turquia devido à sua proximidade, exército e infra-estrutura poderia ser o melhor (ou mais eficaz) apoio dos rebeldes. De facto, muitas das bases dos rebeldes são na Turquia.  A recente “primavera turca” vem por isso em causa. Pelo menos um aprofundar do apoio Turco aos canibais torna-se mais difícil, ainda bem. Mesmo sem os protestos, a questão Curda parece-me que dificultaria uma intervenção directa no conflito por parte da Turquia.



Não se tem falado muito no Iraque, país onde só no mês de Maio morreram mais de 1000 pessoas… A verdade é que os fascistas islâmicos têm bases no coração sunita do Iraque, exactamente junto à fronteira com a Síria. Não é por acaso que o exército iraquiano tem feito operações contra a Al Quaeda nessa zona. O Iraque tem também fornecido muitos combatentes para a guerra civil, muitos deles xiitas que vão combater pelo regime de Assad. O Iraque está neste momento a ser fonte e receptáculo da instabilidade na Síria. O agudizar da situação Síria desestabilizará o Iraque tanto ou mais que o Líbano.» (In blog «5 Dias net»)

Observação:
A criação do Estado de Israel em 1948 foi uma consequência directa da II Guerra Mundial, do martírio a que os judeus foram sujeitos pelos alemães. As normas desta criação foram estabelecidas pela ONU em 1947, por prévio mútuo acordo, pelas potências que passaram a dominar o Mundo, após vencerem a II Guerra Mundial, que foram a Rússia Soviética (ou União Soviética), dirigida por Estaline, e os Estados Unidos. É pouco conhecido o facto de Estaline ter sido o principal criador, formal, do Estado de Israel.

Em 29 de Novembro de 1947, a Organização das Nações Unidas na Assembleia Geral decidiu com 33 votos a favor, 13 contra,  10 abstenções e 1 ausência, a favor do Plano de Partilha da Palestina por dois Estados, um judeu e outro árabe-palestiniano. A votação final foi a seguinte:

A favor (33 países):
América Latina e Caribe (13 países):
Bolívia, Brasil, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela

Europa Ocidental (8): Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Suécia

Europa Oriental (5): Checoslováquia, Polónia, República Socialista Soviética da Bielorrússia, RSS da Ucrânia, União Soviética

América do Norte (2): Canadá, Estados Unidos

Outros (2): Nova Zelândia, Austrália

África (2): Libéria, África do Sul

Pacífico (1): Filipinas



Contra (13 países):

Ásia (9):
Afeganistão, Arábia Saudita, Iémen, Índia, Irão, Iraque, Líbano, Paquistão, Síria

Europa e Ásia Menor (2): Grécia e Turquia

África (1): Egipto

América Latina (1): Cuba



Abstenções (10 países)

América Latina (6):
Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México

Ásia-Pacífico (1): República da China

África (1): Etiópia

Europa (2): Reino Unido, Jugoslávia



Ausente: (1 país)

Ásia: Tailândia


«Syrian Emergency Task Force, otra máscara del sionismo

La entrada ilegal del senador estadounidense John McCain en territorio sirio fue organizada por la Syrian Emergency Task Force, organización creada por el palestino Mouaz Mustafa.

Sin embargo, como revela The Passionate Attachment, Mouaz Mustafa trabaja como experto para el Washington Institut for Near East Policy (WINEP) y se expresa como partidario del sionismo ante otros grupos creados por el AIPAC (el grupo de presión proisraelí en Estados Unidos). (…)» (In «Red Voltaire»)

Sem comentários:

Enviar um comentário