quarta-feira, 15 de maio de 2013

PORTUGAL NÃO É A SICÍLIA?


A Máfia da Sicília é um dos expoentes mais altos do Crime Organizado ilegal.
No entanto, o Crime Organizado legal, ou Estatal nem sempre legal mas em nome do interesse do Estado, é muitíssimo mais danoso para a Humanidade. Georges W Bush causou mais mortes e praticou mais torturas em nome do interesse do Estado do que a Máfia da Sicília, em igual período de tempo.

«Portugal não é Palermo

por Sérgio Lavos

Enquanto o país vai sendo destruído e o ajustamento vai ficando cada vez mais bonito, tudo se vai passando na sombra como sempre se passou. O PSD e o CDS têm as suas clientelas, que têm de ser alimentadas com os nossos impostos e os cortes no Estado Social. As coisas são como são.

Depois de Carlos Abreu Amorim, vice-presidente do PSD e candidato à câmara de Vila Nova de Gaia, ter vindo a público criticar Gaspar, começaram a ser disseminadas notícias sobre os negócios sujos da câmara liderada por Luís Filipe Menezes. É claro que as notícias estão a ser convenientemente plantadas por companheiros do partido de Abreu Amorim, mas a burro dado não se olha o dente, sobretudo porque a rede de negócios com agências de comunicação que as notícias vão revelando mostra a podridão que rodeia a política portuguesa, em particular o PSD.

Sigamos o rasto, começando neste post de Pacheco Pereira:
"Hoje uma parte do contínuo que vai dos blogues políticos para as empresas “de comunicação”, para a prestação de serviços às autarquias da mesma cor política dos blogues, para as campanhas eleitorais, representa efectivamente mais uma variante daquilo que no passado aconteceu com as empresas criadas por militantes partidários para aceder aos fundos europeus, cujo "negócio" dependia apenas do acesso à informação e às pessoas. Era e é um círculo vicioso e uma forma de corrupção política, muitas vezes vista com complacência por muitos  jornalistas cuja proximidade com estes "meios" é grande. Hoje já não é na "formação" que este tipo de "negócios" se fazem (acabaram os fundos), mas são muito comuns no mundo dos serviços "de comunicação", e envolvem milhões de euros.
O mecanismo é sempre o mesmo: uns jovens “empreendedores” bem colocados nas redes partidárias (nas “jotas” ou no partido), ou com amizades “políticas” criadas em blogues, em causas comuns que chamaram a atenção dos detentores do poder partidário ou governativo, criam "empresas" que acedem a contratações ou negócios ou subsídios sem concurso publico, e que depois, com contratos formais ou sem eles, "ajudam" nas campanhas eleitorais. Muito dinheiro circula por aqui.
(Vejam-se as pessoas, as "empresas", as campanhas, as autarquias e as circunstâncias referidas aquiaquiaqui e aqui.)"
Os links deixados por Pacheco Pereira são esclarecedores. No Insurgente, tem sido publicada uma série de posts que vão destrinçando uma teia que inclui ajustes directos feitos pela câmara de Gaia a uma agência de comunicação, a Nextpower, ligada a dois militantes do PSD, Fernando Moreira de Sá e Rodrigo Moita de Deus, e em última análise à LPM, a mais poderosa agência de comunicação a actuar em Portugal, no valor de centenas de milhares de euros. A história inclui uma ameaça de processo judicial feita por um suposto amigo de Carlos Abreu Amorim a André Azevedo Alves, o primeiro blogger do Insurgente a dar notícia do caso. Os comentários deixados por anónimos também contribuem para percebermos melhor o que está em causa.
O empobrecimento dos portugueses é apenas um pormenor nesta história. O estado de emergência nacional não se faz sentir no seio dos partidos, e toda a gente continua a fazer os seus negócios como sempre fez. Nada muda, nada vai mudar. E o país vai ficando cada vez mais pobre.» (Sérgio Lavos, in blog «Arrastão»)

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