sábado, 4 de maio de 2013

O PASSOS E O COELHO


Há certas pessoas que ainda não perceberam a magnitude da crise que grassa em Portugal e que começou, em profundidade, com o discurso de 3 de Maio de 2013 do Coelho, que anunciou uma espiral recessiva em cima da espiral recessiva já existente, sacrificando os trabalhadores e poupando a alta burguesia como se pode ver por este texto do governo PSD-CDS-Troika:

 «DL n.º 111/2012, de 23 de Maio, que disciplina a intervenção do Estado na definição, conceção, preparação, concurso, adjudicação, alteração, fiscalização e acompanhamento global das parcerias público-privadas. Artigo 48.º, ponto 5: "Da aplicação do presente diploma não podem resultar alterações aos contratos de parcerias já celebrados, ou derrogações das regras neles estabelecidas, nem modificações a procedimentos de parceria lançados até à data da sua entrada em vigor." Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 22 de março de 2012. - Pedro Passos Coelho - Vítor Louçã Rabaça Gaspar.» (Cit. in blog «Arrastão»)

A crise actual está a tornar-se mais profunda que a crise de 1892, que levou ao assassinato do rei D. Carlos I e do herdeiro do trono D. Luís Filipe, em 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa, no Terreiro do Paço, pelos republicanos, e à queda definitiva da monarquia em 5 de Outubro de 1910.
As consequências da crise de 1892 foram devastadoras para a classe política dirigente. Se não for posto um travão na loucura de Pedro Passos Coelho e de Vítor Gaspar, algo de semelhante ao que aconteceu devido à crise de 1892 poderá ocorrer no século XXI.



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