sábado, 18 de maio de 2013

O COLAPSO DA MOEDA EURO ESTÁ PARA BREVE


Ninguém acredita que a Alemanha aceite a mutualização das dívidas da Zona Euro, por outras palavras os chamados «eurobonds».
Há quem preveja o colapso total e definitivo da moeda euro, caso o «BCE» não se transforme num Banco Central verdadeiro com a mutualização da dívida.

«O economista belga e conselheiro da Comissão Europeia afirma que a Zona Euro está a atravessar uma “crise existencial que lenta, mas inexoravelmente está a destruir as fundações da união monetária”.
Num artigo de opinião intitulado “Debt Without Drowning”, publicado hoje no Negócios, Paul De Grauwe (na foto), professor de Economia Internacional da Universidade Católica de Louvain e conselheiro da Comissão Europeia, começa por criticar os líderes europeus que, desde os anos 70, recusam os conselhos dos economistas. “Desde os anos 70 que os economistas avisam que uma união monetária não é sustentável sem uma união orçamental. Mas os líderes da Zona Euro não tiveram em conta este conselho – e as consequências são cada vez mais visíveis.”

“Para superar este erro de concepção”, defende Paul De Grauwe, “falta mutualizar a dívida dos Estados-membros”. Para o economista, esta medida “protegeria as economias mais fracas dos movimentos destrutivos e de pânico dos mercados financeiros que, em teoria, podem atingir qualquer Estado-membro – mesmo os que hoje são mais fortes”.  

Paul De Grauwe reconhece que há obstáculos – como a possibilidade de risco moral – mas apresenta três requisitos para os superar. “Em primeiro lugar, a parte da dívida pública que pode ser mutualizada deve ser limitada, deixando cada país responsável por uma parte significativa da sua dívida nacional. (…) Em segundo lugar, é necessário um mecanismo de transferência interna entre os Estados-membros da Zona Euro para garantir que os países menos solventes compensam, pelo menos em parte, os pares economicamente mais fortes. Por último, deve ser criada uma autoridade de supervisão para monitorizar os progressos realizados por cada governo no sentido de alcançar um nível de divida sustentável - e para criar consequências claras para os que não cumprirem as regras orçamentais da Zona Euro.”

O economista belga conclui que um plano de mutualização da dívida “sinalizaria que os Estados-membros da Zona Euro estão comprometidos em manterem-se unidos”. “Sem este gesto, é inevitável que volte a haver turbulência nos mercados – e o colapso da Zona Euro passa a ser apenas uma questão de tempo.”» (In «Jornal de Negócios» net)

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