sexta-feira, 3 de maio de 2013

O CARÁCTER CLASSISTA DA AUSTERIDADE


A alta burguesia financeira tomou o poder União Europeia. Esse poder da alta burguesia financeira é mais acentuado na Zona Euro. Os políticos que criaram a arquitectura legislativa da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu» funcionaram como capatazes da alta burguesia financeira. É escandaloso e infame criar um banco como o «BCE» que, em condições normais, não pode emprestar dinheiro directamente aos Estados, e é obrigado, em condições normais, a emprestar dinheiro directamente à alta burguesia financeira, para esta, através dos seus bancos, emprestar esse mesmo dinheiro aos Estados com lucros escandalosos e infames de intermediação desnecessária e parasitária.
Em Portugal a chamada austeridade é um meio de transferir riqueza do trabalho para o capital, dos assalariados para os capitalistas.
Os bancos portugueses pagam 15% de IRC, enquanto as empresas ditas normais pagam 31,5%. E parte do IRC que os bancos pagam pode ser recuperada.
Os lucros sobre as transacções financeiras não pagam impostos.
Além da alta burguesia financeira, está em alta em Portugal a alta burguesia comercial, ligada aos supermercados e aos hipermercados, porque vende produtos essenciais para a sobrevivência como a alimentação. O capitalista Alexandre Soares dos Santos do «Pingo doce» vai pagar os impostos à Holanda assim como o capitalista Belmiro Azevedo do «Continente».
São escandalosas e infames as leis da União Europeia que permitem esta fuga aos impostos em larga escala.
A União Europeia só funciona para o mal.
As chamadas Parcerias Público Privadas (PPPs) envolvem a alta burguesia financeira, que consegue lucros escandalosos à custa dos contribuintes.
O governo PSD-CDS-Troika rasga partes da Constituição para retirar direitos aos assalariados. Mas, nada faz de substancial para diminuir os lucros escandalosos da alta burguesia financeira nas chamadas PPPs.
Se Portugal está numa situação de crise, por que não taxar os lucros das grandes empresas?
Uma reforma estrutural em Portugal seria obrigar os bancos a pagar o mesmo IRC que as chamadas empresas normais. Outra reforma estrutural em Portugal seria criar um imposto específico sobre os lucros escandalosos dos privados nas Parcerias Público Privadas (PPPs).
Outra reforma estrutural seria criar um imposto sobre os lucros das transacções financeiras.
Outra reforma estrutural seria impedir a fuga ao Fisco como fazem os capitalistas Alexandre Soares dos Santos e Belmiro Azevedo e outros semelhantes. Mas, claro, aí aparece a União Europeia a defender esses super-milionários, com o mesmo empenho com que põe parte dos portugueses a passarem fome. A União Europeia ajuda sim a praticar o mal, quanto a ajudas para melhorar a qualidade de vida da maioria dos assalariados nem pensar, antes pelo contrário, ajuda sim a empobrecê-los e a pô-los a passarem fome.
Por trás destas políticas a favor da alta burguesia está a ideologia neoliberal. Esta ideologia neoliberal é também conhecida por vigarice científica.
Portugal está já numa espiral recessiva. O fanático neoliberal e capataz da alta burguesia Pedro Passos Coelho, hoje às 8 horas da noite, vai anunciar novas medidas para aumentarem a espiral recessiva em que Portugal está mergulhado. E essas medidas têm um carácter social vincado – representam opressão sobre os trabalhadores e bênção sobre os lucros escandalosos da alta burguesia.
A política neoliberal significa a privatização dos lucros e a nacionalização ou socialização dos prejuízos. Esta vigarice científica chamada neoliberalismo pretende o empobrecimento das classes médias e das outras abaixo para maximizar os lucros da alta burguesia.
Esta política de espiral recessiva em cima de espiral recessiva é patrocinada pela Troika (FMI + falsa «Comissão Europeia» + falso «Banco Central Europeu»).
O mais visível da ajuda da União Europeia a Portugal é a ajuda a levar empresas à falência, é a ajuda a destruir empregos, é a ajuda a empobrecer as classes médias e as outras abaixo, é a ajuda para fazer colapsar o mercado interno, é a ajuda para pôr muitas pessoas a passarem fome, é a ajuda para impor a ditadura da injustiça social em nome da vigarice científica.

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