quarta-feira, 15 de maio de 2013

A MINORIA QUE É A ALTA BURGUESIA IMPÕE UMA DITADURA CONSENTIDA À MAIORIA DA POPULAÇÃO


«Não admira que Passos Coelho tenha estado hoje em Paris a apresentar mais uma cassete da OCDE sobre Portugal: é verdade que a principal força ideológica e política deste governo está sobretudo em Bruxelas e em Frankfurt, mas o rico clube de economistas ortodoxos, bem pagos e seguros, que vivem em Paris sempre dá uma adicional ajuda ideológica externa à sua agenda de regressão estrutural interna. Tendo em conta as prescrições - da austeridade permanente à desregulamentação das relações laborais, com ataque deliberado à contratação colectiva ou congelamento indefinido do salário mínimo, passando pelo mito da concorrência em sectores monopolistas que deveriam permanecer públicos -, algumas delas contrariadas mesmo pela sua investigação, é mesmo caso para reafirmar que a OCDE não passa, no fundo, de um think-tank neoliberal, não podendo, por isso, tratar da cooperação e do desenvolvimento.» (João Rodrigues in blog «Ladrões de Bicicletas»)

A Troika (FMI + falso «Banco Central Europeu» + falsa «Comissão Europeia») e a OCDE alinham na mesma ideologia neoliberal que pretende transformar os trabalhadores em animais de carga. A OCDE e a Troika estão ao serviço da alta burguesia.
A Democracia está minada pelo domínio da pequena minoria que é a alta burguesia e pelos seus capatazes.
Na Alemanha o governo de Ângela Merkel tem muito em comum com o nacional-socialismo alemão, mais conhecido por nazismo. O nacional-socialismo alemão servia os interesses da alta burguesia, mas também fazia grandes concessões aos trabalhadores, devido à sua política de conquistas militares, enquanto foi bem sucedida. Na Alemanha, as classes trabalhadoras não estão sujeitas ao confisco das suas reformas, como ordena Merkel que se faça nos países «ajudados», ajudados a arruinarem as classes trabalhadoras. O desemprego na Alemanha é baixo, comparado com o da Espanha e da Grécia.
No meio desta Guerra de classes sociais há também alguns nacionalismos que favorecem, conjunturalmente os trabalhadores, como é o caso do nacional-merkelianismo, que favorece a Alemanha, tal como favorecia a Alemanha o nacional-socialismo hitleriano.
É preciso mudar este estado de coisas, é preciso combater a alta burguesia e os seus lacaios da Troika e da OCDE. Mas também é preciso combater o nacionalismo alemão, que está, pela terceira vez, a destruir a Europa.

Sem comentários:

Enviar um comentário