sábado, 4 de maio de 2013

HORÁRIO DE TRABALHO E IMPOSTOS – OS EQUÍVOCOS DOS EQUIVOCADOS


Quem souber a evolução do horário de trabalho dos assalariados, sabe que a redução do horário de trabalho não foi a preto e branco, mas a cores (usando linguagem metafórica).
A redução do horário semanal foi por sectores de actividade. Ora, uma das mentiras de Passos Coelho foi dizer que o horário de trabalho dos funcionários públicos era de 35 horas semanais e no sector privado era de 40 horas semanais. Não é verdade, há sectores das empresas privadas com 35 horas semanais, como é o caso dos bancários. A manutenção das 35 horas semanais na função pública abria caminho para horários iguais em algumas empresas privadas.
Ao fazer retroceder a função pública, Passos Coelho realizou um retrocesso civilizacional, que tira esperanças de melhoria no sector privado. O nivelamento por baixo é um retrocesso civilizacional.
Nos comentários de blogs e de jornais constatei a euforia de muitos comentadores e comentadoras com o retrocesso civilizacional da função pública. Custa-me dizê-lo, mas há muitos portugueses e portuguesas muito ignorantes e pouco inteligentes.
Outro caso que constatei foi o ataque ad hominen a Filipe Pinhal. Um bancário muito pouco inteligente e muito pouco instruído foi filmado pelas televisões do PSD, que são a RTP, a SIC e a TVI, e mostrado a atacar Filipe Pinhal. Esse bancário que atacou Filipe Pinhal, diante das televisões que nos massacram com mentiras todos os dias, é um caso evidente de insucesso escolar e de indigência intelectual. Se não fosse por que as televisões do PSD divulgaram o caso?
A RTP era do Relvas, agora é de um amigo do Miguel Relvas. A SIC é do PSD Pinto Balsemão. Na TVI, Judite de Sousa, habituada a pôr-se debaixo de um indivíduo do PSD, mesmo quando ele era casado com outra, censurou um programa de uma jornalista da TVI, porque o programa não era bom para a propaganda do PSD e José Alberto Carvalho, ameaçou a jornalista com o despedimento por ter denunciado a Censura. «Assim sendo, não conheço a jornalista Ana Leal, nem a sua produção jornalística. Só sei que terá feito um trabalho sobre cuidados de saúde, trabalho que era suposto ter passado em “horário nobre”, mas que continha algo que fez a comissária Judite de Sousa não só não o passar, como tê-lo remetido para um tal de “25ª hora”, que como o nome indica, passa para lá da meia noite.
A jornalista queixou-se ao chefe, José Alberto de Carvalho... o tal do "não faz sentido sermos condenados por não cumprirmos regras do tempo do gonçalvismo". Queixou-se de Judite e do que terá chamado censura, eufemisticamente... ou por considerar ter sido de facto censurada.
Em condições normais isso seria dirimido dentro da redacção. Em condições um pouco menos normais... daria uma repreensão ou qualquer outra punição simbólica, caso a acusação fosse infundada. Em condições de gravidade comprovada, daria lugar a um processo disciplinar, precedido da obrigatória investigação.
Mas não! Estamos em Portugal e sob este abjecto regime de tiques fascizantes!
Assim sendo, a ousadia da jornalista, ousadia que, insisto, pode ter sido deslocada ou não, deu direito, à partida, a uma suspensão com proibição de entrada no local de trabalho.» (In blog «Cantigueiro»)
Filipe Pinhal deve pagar os mesmos impostos que outros e outras que têm o mesmo rendimento de Filipe Pinhal. Os impostos são sobre os rendimentos. Por quais razões outros homens e mulheres da alta sociedade, que têm os mesmos rendimentos que tem Filipe Pinhal não devem pagar os mesmos impostos que Filipe Pinhal?

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