sexta-feira, 24 de maio de 2013

CRIME ORGANIZADO EM DEMOCRACIA


Sempre aqui disse que muito pior do que a criminalidade ilegal é a criminalidade legal.
Adolf Hitler, quando parecia iminente a derrota da Alemanha na II guerra Mundial, disse que dos inimigos da Alemanha o país mais parecido com o III Reich eram os Estados Unidos.
Em 2013 a Barbárie Ocidental, chamada de Barbárie em Nome da Democracia, tem duas capitais Washington e Berlim. Londres obedece a Washington e Paris obedece, ao mesmo tempo, a Washington e a Berlim.
O presidente da República dos Estados Unidos, branco ou negro, faz o que lhe apetece, desde que o Parlamento dos Estados Unidos o permita. Actualmente o Parlamento dos Estados Unidos consegue ser bem pior que o presidente.
O facto de o presidente da República dos Estados Unidos ser negro, revela um grande progresso civilizacional, a nível interno, visto que foi um país que escravizou os negros e os proprietários dos escravos desencadearam uma guerra-civil para manterem a escravatura e quando essa guerra já estava, praticamente, perdida, organizaram uma conspiração em que assassinaram o presidente anti-esclavagista, Lincoln, e boa parte dos membros do seu governo.
Barack Obama ganhou duas eleições presidenciais, graças aos votos dos homens brancos e das mulheres brancas, visto que os negros são uma minoria nos Estados Unidos.
Chegado à cadeira do poder Barack Obama continuou com a política contra o Estado de Direito e contra o Direito Internacional, de George W Bush, através de raptos, prisões arbitrárias, tortura e assassinatos precedidos de tortura, de que a Rede Guantánamo e Sucursais são um belo exemplo. E tal com G W Bush continuou a fazer condenações à morte sem julgamento e a ordenar os respectivos assassinatos, nomeadamente com aviões não tripulados chamados «drones», prática do tempo da Barbárie, anterior à invenção do Direito pela República Romana.
Podemos dizer que George W Bush era pior que Barack Obama e é verdade. Mas, a civilização dos Estados Unidos é a cores, não a preto e branco. Um dos aspectos dos Estados Unidos é que teoricamente defendem o Estado de Direito, só que, na prática, fazem precisamente o contrário.
O Parlamento dos Estados Unidos, todos os anos, muito meritoriamente, analisa a problemática dos Direitos Humanos no Mundo. Mas, entra logo a seguir em contradição. Onde podia resolver problemas de violação dos Direitos Humanos como em Guantánamo e Sucursais não resolve.
Actualmente, a Síria é o bombo da festa da Selvajaria em nome da Democracia. Anti-Assad é uma coligação que envolve Washington, Berlim, Londres, Paris, Istambul, as Ditaduras Monárquicas Medievais do Golfo Pérsico, o Estado de Israel e vários grupos terroristas como a Al-Qaeda.
Tal como expliquei já neste blog o equilíbrio de forças a nível Mundial não é entre os bons e os maus. A Rússia e a China que travam a Selvajaria em Nome da Democracia que se abate sobre a Síria não o fazem por bondade, mas porque acham muito perigoso que a NATO se torne um novo III Reich, fazendo todas as selvajarias.
Como aqui já referi neste blog, na Europa antes da I guerra Mundial havia equilíbrio de forças estabelecido por impérios muito parecidos – o Império Britânico, o Império Francês, o II Império Alemão e o Império Austro-Húngaro, todos eles cristãos.
Saindo da criminalidade militar, dou agora exemplos de criminalidade civil – Mário Draghi é um criminoso legal, Durão Barroso é um criminoso legal, Vítor Gaspar é um criminoso legal e Carlos Moedas é um criminoso legal. Vou mostrar o curriculum de Carlos Moedas para explicar como a III República de Portugal caiu nas mãos do crime organizado legal.

CARLOS MOEDAS UM CRIMINOSO LEGAL

«Carlos Moedas: uma raposa sorridente no galinheiro»

«Esta semana Moedas tentou o impossível: afirmar, sorridente, que o relatório do FMI é bem feito e que serve os interesses do País. Nem a direita engoliu o recado. Mas quem é e quem representa este Secretário de Estado?»

«Carlos Moedas é o Secretário de Estado da Troika. Foi escolhido por Passos Coelho para essa função (que lhe perdoou o apoio a Paulo Rangel nas últimas eleições internas do PSD). No cargo Moedas procurou fazer o possível para a aplicação do plano da Troika – montou e dirige a ESAME (Estrutura de Acompanhamento de Memorandos) que concentra a tecnocracia necessária à aplicação do memorando, dirige com António Borges os processos de privatização e está na linha da frente da desmontagem do Estado social tal qual o conhecemos. Esta semana Moedas tentou o impossível: afirmar, sorridente, que o relatório do FMI é bem feito e que serve os interesses do País. Nem a direita engoliu o recado. Muito trataram de diminuí-lo, classificando-o de tecnocrata e “assessor”. Mas Moedas não é um pormenor. É o interlocutor do Governo com a troika. Defende o relatório porque o Governo defende o relatório – quer tomá-lo como ensaio do anúncio futuro ao País. Por isso, não nos enganemos. Neste processo, Carlos Moedas é o Governo. O que impõe a pergunta, quem é e quem representa este Secretário de Estado?

De aprendiz de privatizador a funcionário do Goldman Sachs

Carlos Moedas afirmou numa entrevista que os melhores anos da sua vida foram passados na Harvard Business School. O ninho de gestores da elite mundial, para onde foi depois de uma passagem pela gigante francesa Suez-Lyonnaise des Eaux, empresa que abocanhou boa parte das privatizações das águas públicas na Europa, sudeste asiático e América Latina. A passagem por Boston, em 2001, rendeu-lhe as boas graças do Goldman Sachs, o mesmo Goldman Sachs que já nessa altura emitia lixo financeiro a partir da especulação imobiliária, contribuindo com a sua parcela da crise financeira de 2007/2008. Carlos Moedas rumou depois a Londres para representar o banco em “aquisições e fusões na área imobiliária”, António Borges foi seu conselheiro e companheiro de jornada. O bom trabalho valeu-lhe a transferência para o Eurohypo Investment Bank (Grupo Deutsche Bank), onde contribuiu com o seu saber na aquisição da imobiliária sueca Tornet pelo Grupo Lehman Brothers, o mesmo Lehman Brothers que faliu em 2007, fazendo estourar a bolha do imobiliário.

De gestor imobiliário a testa-de-ferro do grupo Carlyle

Em 2004, o atual Secretário de Estado retornou a Portugal para assumir o comando da Aguirre Newman, empresa de consultoria imobiliária com grande influência no mercado português. Nos anos seguintes, a Aguirre Newman manteve relações muito próximas com a NORFIN, a sociedade imobiliária de Miguel Pais do Amaral (Quifel Holdings), João Brion Sanches (BCP), Alexandre Relvas (dirigente do PSD), António Vilhena e Filipe de Button (Logoplaste). Nesse período, Carlos Moedas intermediou várias negociações, como o fundo da Quinta da Trindade, no Seixal, que valeu 200 milhões de euros à NORFIN, ou ainda o polémico caso da Office Park Expo (atual Campus da Justiça).

A ligação foi tão intensa que, em 2008, Carlos Moedas encabeçou, conjuntamente com os sócios da NORFIN, a Crimson Investment Management, uma holding do Grupo Carlyle – o portento do armamento e petróleo (o mesmo grupo a quem Durão Barroso ofereceu 45% da Galp em 2004) – que já possui parte do Freeport em Alcochete. Três anos depois, já com Carlos Moedas no Governo, a NORFIN foi escolhida para a gestão do fundo do “Mercado Social de Arrendamento”. A vida, como sabemos, dá muitas voltas.

A senhora Moedas e o sócio do BES

Com a ida para o Governo, Carlos Moedas ficou obrigado por lei a desfazer-se das suas sociedades. O Secretário de Estado não perdeu tempo. No dia 10 de dezembro de 2011, na 4º Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, a sociedade Crimson Investment Management transformou-se em sociedade unipessoal da esposa de Carlos Moedas. Quando foi questionado sobre esse processo pela revista Sábado este esclareceu, “podia ter ficado com a empresa [crimson] mas não quis por uma questão de honra pessoal”. E honra, como sabemos, não é coisa que se transacione no terminal da bloomberg.



Esta não é, porém, a única sociedade do adjunto de Passos Coelho. Ele detém uma participação na WIN World, cuja especialidade é a organização de palestras e cursos de formação para empresários. Como sócio de Moedas na WIN World encontramos: Miguel Pitté Reis Moreno, membro do Conselho de Administração da Tranquilidade Seguros (BES), seguros (BES) e Espírito Santo Saúde. Reis Moreno é, portanto, um grande conhecedor do mercado de seguros em Portugal, um conhecimento que pode ser muito útil ao seu sócio, uma vez que Carlos Moedas é o responsável pelo processo de privatização dos seguros da CGD.» (Adriano Campos, in «Esquerda net»)

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