sábado, 13 de abril de 2013

AS MENTIRAS DE PASSOS COELHO OU AS ARMAS DE DESTRUIÇÃO MACIÇA DO IRAQUE SEGUNDO OS NEOLIBERAIS


O neoconservador da blogosfera pt Pedro Lomba, que se auto-intitulava liberal, arranjou um tacho no governo PSD-CDS-Troika. Devia ser colocado no Ministério dos Negócios estrangeiros para ir procurar as Armas de Destruição Maciça do Iraque que ele escreveu existirem mesmo. Como, segundo ele, essas armas existem mesmo, deve saber onde elas estão ou mais ou menos, pelo que ainda vai a tempo de as encontrar e desmentir todos os esquerdistas.
O discurso neoliberal da dupla Passos Coelho – Vítor Gaspar é tão verdadeiro como era verdadeiro o discurso dos neoconservadores para justificarem o saque do petróleo do Iraque.
Nos jornais em papel ainda saem textos que desmistificam as mentiras dos mentirosos neoliberais Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, Mário Draghi, Durão Barroso e Ângela Merkel.

«A política vive hoje de mentiras, de discursos falsos, de manipulação de factos. Demonstração disso é a declaração feita pelo primeiro-ministro no domingo, reagindo ao acórdão do Tribunal Constitucional (TC), que considerou inconstitucional normas do Orçamento do Estado (OE), como a cativação fiscal do subsídio dos funcionários públicos e dos pensionistas e reformados no OE.

Quem lê a declaração escrita que Passos Coelho proferiu e não conhece bem o contexto político do país, nem o sistema político, é levado a pensar que o TC extrapolou as suas funções de fiscalização da constitucionalidade das leis e que, por causa de uma inusitada decisão dos juízes-conselheiros, o país entra em crise orçamental. (...)

O discurso político, hoje, é, de facto, (...) um discurso que simboliza o real, que é feito sobre o real, uma ficção, cujos objectivos não são aqueles que são ditos, mas sim apenas a manutenção do poder no grupo que o conquistou e detém, bem como conseguir a obtenção de maior lucro financeiro para quem possui de facto esse poder e que está por detrás de quem governa. Um lucro que é obtido com o empobrecimento das populações do Sul da Europa.

Estamos assim perante um discurso falso que vive de uma metalinguagem, onde as palavras ditas em cascata, encadeadas uma nas outras pela habilidade e treino discursivo de quem as pronuncia, apresentam uma história que agrada a quem a ouve, porque mostra um mundo de fadas e de soluções de varinha de condão, um futuro radioso de sol na terra, que transformará a Europa numa terra de leite e mel. Mas que, quando analisado o seu conteúdo, quando espremido o palavreado, percebe-se que é oco, que não tem sumo, que é um encadeado de palavras fantasioso, mentiroso, que esconde a realidade e os verdadeiros objectivos de quem fala.

Ora, Sócrates usou a fórmula narrativa porque ele sabe do que fala enquanto artista exímio no uso dessa metalinguagem enquanto primeiro-ministro, tal como Durão Barroso faz antes dele e Passos Coelho e Paulo Portas fazem agora. Uma metalinguagem que é usada também por António José Seguro, que critica o Governo e se apresenta como alternativa, mas recorrendo ao mesmo jogo de sombras da metalinguagem política.

Assim perpetuamos as histórias da carochinha. Porque falar verdade hoje em Portugal era dizer que o objectivo político que está a ser imposto à população portuguesa é o da diminuição do seu poder de compra, baixando o valor do seu trabalho através da redução salarial, do aumento de impostos directos e indirectos e do aumento desemprego. (...)

Pôr fim à metalinguagem poria em causa os interesses dos que realmente detêm o poder. Resta esperar para perceber até quando as populações europeias vão aguentar a situação a que estão a ser submetidas.» (São José Almeida in jornal «Público», citada no blog «Entre as brumas da memória»)

1 comentário:

  1. -> Marionetas ao serviço da superclasse enfiaram-nos num buraco: a Espiral recessiva...
    -> 'Paladinos' do discurso anti-austeridade... ESTIVERAM CALADOS que nem um rato... ""ignorando"" o perigo que era os Estados andarem a endividar-se na construção de auto-estradas 'olha lá vem um', estádios de futebol sem público, nacionalização de bancos falidos, etc, etc...
    -> O discurso anti-alemão que reina nos media internacionais (nota: são controlados pela superclasse) é uma consequência óbvia: depois de andar a 'cavar-buracos' (nas finanças públicas e na banca) e andar a saquear contribuintes em vários países... a superclasse (alta finança - capital global) quer saquear o contribuinte alemão.
    -> A firmeza do contribuinte alemão (não cedendo à pressão exercida internacionalmente...) é fundamental para salvar a Europa.
    { Nota: Depois de 'cozinhar' o caos... a superclasse aparece com um discurso, de certa forma, já esperado!... Exemplo: veja-se a conversa do mega-financeiro George Soros: «é preciso um Ministério das Finanças europeu, com poder para decretar impostos e para emitir dívida» }
    .
    .
    P.S.
    -> Um caos organizado por alguns - a superclasse (alta finança - capital global) pretende 'cozinhar' as condições que são do seu interesse:
    - privatização de bens estratégicos: combustíveis... electricidade... água...
    - caos financeiro...
    - implosão de identidades autóctones...
    - forças militares e militarizadas mercenárias...
    resumindo: uma Nova Ordem a seguir ao caos - uma Ordem Mercenária: um Neofeudalismo.
    {uma nota: anda por aí muito político/(marioneta) cujo trabalhinho é 'cozinhar' as condições que são do interesse da superclasse: emissão de dívida e mais dívida, implosão da identidade autóctone, etc}

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