sexta-feira, 12 de abril de 2013

A ZONA EURO PARECE CAMINHAR PARA A IMPLOSÃO



A Zona Euro está debaixo de um ataque neoliberal tão cerrado que até o direitista espanhol Rajoy acha que os neoliberais de Bruxelas estão a ir longe demais e enfrenta-os.
Em Portugal o governo de Passos Coelho com uma mini-remodelação insignificante acelera na caminhada para o abismo.«Uma semana depois do anúncio da demissão de Miguel Relvas, o primeiro-ministro Passos Coelho finalmente levou ao Presidente da República os nomes dos seus substitutos – serão dois. Luís Marques Guedes, até agora secretário de Estado da Presidência da República, será ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, e Miguel Poiares Maduro será ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional.» (In «Esquerda.Net»)
Vítor Gaspar é considerado um homem com algumas semelhanças com o ex-ditador italiano Mário Monti, mas na prática muito pior que ele. Só que depois de acabar a ditadura, Mário Monti, o homem em quem os mercados confiavam, o homem em quem as instituições europeias confiavam, o homem em quem Ângela Merkel confiava sujeitou-se a eleições e teve 9% dos votos, quer isto dizer que os estrangeiros confiavam nele, mas os italianos não.
Portugal está em crise grave, mas a Zona Euro está, neste momento, a caminhar para a implosão. E Vítor Gaspar insiste  e aprofunda a sua agenda perversa e perigosíssima neoliberal.

«Soltaram o Gaspar
O ministro Vítor Gaspar pertence a uma categoria curiosa de criaturas, que qualquer ministério ou grande empresa deve guardar, cuidadosamente, num gabinete de estudos. Consegue ignorar o mundo ao ponto de criar modelos imaginários extremos, que tendem para delírios conceptuais, desprovidos de quaisquer laços materiais ou emocionais com a realidade objectiva. Num gabinete de estudos, uma pessoa como Gaspar ajuda a estabelecer limites, a afastar hipóteses, a calibrar escalas. Serve como os canários nas minas, para avisar da proximidade de gases tóxicos. Ou, como os daltónicos, que os britânicos usavam na RAF para bombardear alvos, devido à conformidade da sua visão com o preto e branco das fotografias da espionagem aérea. Qualquer tese será provavelmente mais válida na proporção directa do afastamento em relação aos delírios de Gaspar. Como todos os produtos perigosos, Gaspar será útil, desde que usado com contenção, em doses não letais. O grande problema é que, com este governo, Gaspar saiu da zona de segurança e ameaça transformar Portugal num campo de teste para armas de destruição maciça. Restaurar o sistema imunitário que protege o país dos desvarios de Gaspar é uma urgência. Com Gaspar à solta, o país arrisca-se a ser sacrificado no altar da explosão da Zona Euro. Essa explosão vem a caminho. Mas é fundamental que o "ground zero" não se chame Portugal.» ( Viriato Sormonho-Marques in «Diário de Notícias» net)

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