quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 DE ABRIL DE 2013


A Ditadura iniciada pelos militares em 1926, foi dominada por Salazar, que tinha sobre a secretária um retrato do inventor e fundador do fascismo Benito Mussolini.
A ditadura foi formalizada na Constituição de 1933, inspirada nos princípios base do fascismo italiano.
Embora Salazar fosse monárquico como Mussolini, não teve força suficiente para acabar coma República, mantendo o hino nacional e a bandeira da I República. O chefe do Estado era o presidente da República.
A Ditadura de Salazar tinha um Campo de Concentração em Cabo Verde, onde foram torturados e assassinados muitos opositores. Salazar participou na II Guerra Mundial ao lado de Hitler, mandando militares «voluntários», para a Divisão Azul da Werhmacht. Na Divisão Azul da Wehrmacht foram integrados os militares portugueses juntamente com os militares espanhóis da Ditadura de Franco.
A polícia política de Salazar era a PIDE, baptizada de DGS por Marcelo Caetano.
A PIDE/DGS torturava e assassinava os opositores.
Por ordem directa de Salazar não escrita a PIDE assassinou o general da Força Aérea Humberto Delgado, que se destacou como candidato da oposição às eleições presidenciais.
Os militares que impuseram a Ditadura em 1926, acabaram com ela em 25 de Abril de 1974 e fundaram a III República, formalizada na Constituição de 1976.
O golpe de Estado militar de 25 de Abril de 1974 teve como comandante operacional o major Otelo Saraiva de Carvalho e teve como base de sustentação os capitães do quadro permanente. Para o sucesso do golpe de Estado contribuiu a oposição clandestina que influenciou muito os militares, não só do quadro como também os que eram obrigados a cumprir serviço militar.
Na oposição clandestina à Ditadura destacou-se o Partido Comunista Português (PCP) a instituição oposicionista mais bem organizada. Também fizeram parte da oposição à Ditadura grupos maoistas e trotskistas e ainda, na parte final da Ditadura, o Partido Socialista e católicos de esquerda.
A seguir ao golpe de Estado, muito bem sucedido, seguiu-se uma revolução social contra a alta burguesia. Muitos elementos da alta burguesia fugiram para o Brasil.
Tal como previa o programa inicial do Movimento das Forças Aramadas (MFA) foi formalizada uma Democracia de modelo europeu ocidental, com muitas semelhanças com a V República da França.
O actual presidente da III República, Aníbal Cavaco Silva, foi colaboracionista com a Ditadura de Salazar e de Marcelo Caetano.
Sem dúvida nenhuma que é muito melhor viver em Democracia que em Ditadura. No entanto, numa perspectiva de longa duração, o domínio de Portugal pela alta burguesia que existia na Ditadura de Salazar, persiste na Democracia.

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