terça-feira, 26 de março de 2013

PORTUGAL E A SAÍDA DA MOEDA EURO


Aqui neste blog tem sido acentuado o facto de a moeda euro não ter um Banco Central verdadeiro. O falso «Banco Central Europeu» ou «BCE» para ser um Banco Central verdadeiro tinha que emitir títulos de dívida comuns a todos os Estados da moeda euro, os chamados «eurobonds», e tinha que emprestar dinheiro aos Estados da moeda euro, directamente, sem cobrar juros, isto é a 0% de juros.
A arquitectura legislativa perversa da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu» é da responsabilidade do PPPE (Partido Popular Europeu, que agrupa os partidos da Direita tradicional) e também dos partidos da chamada «Internacional Socialista». Não foi uma golpada da Alemanha, a Alemanha está é a aproveitar-se das perversas leis da moeda euro e do falso «BCE» (como mostra o gráfico a seguir divulgado pelo blog «Ladrões de Bicicletas»).


Em momentos de crise financeira a ausência de um Banco Central verdadeiro é desastroso para muitos dos países que partilham uma moeda.
O economista português João Ferreira do Amaral defende como única saída para Portugal a saída da moeda euro e o regresso à moeda escudo.
Na Internet este debate tem sido muito intenso, mas já chegou às televisões. Dos partidos com presença no actual Parlamento português o PCP já lançou o debate sobre a saída de Portugal da moeda euro, mas não tem uma posição clara sobre o assunto.
O maior problema para a maioria dos portugueses da saída da moeda euro é o presumível aumento considerável dos juros dos empréstimos bancários para as empresas e para as famílias. Muitas famílias portuguesas compraram casa, e ter uma casa não é um luxo, é uma necessidade básica, e podem sofrer um golpe demasiado pesado com a eventual grande subida dos juros bancários.

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