sexta-feira, 1 de março de 2013

OS NEGÓCIOS SUJOS DA CRISE DAS DÍVIDAS SOBERANAS


Nem tudo o que é legal é honesto.
A legislação perversa da União Europeia foi feita pelos partidos do PPE (Partido Popular Europeu) e pelos partidos da chamada «Internacional Socialista».
É inadmissível que a moeda euro não tenha um Banco Central e tenha um falso banco central a que chamam, hipocritamente, «Banco Central Europeu» ou «BCE».
Na União Europeia há de tudo, menos solidariedade europeia.


«Da solidariedade europeia»

«Uma das exigências feita amiúde no contexto da crise do euro é a de uma maior solidariedade orçamental dos países europeus mais ricos para com os países mais pobres. Curioso observar como o que está a acontecer é exactamente o contrário.

O BCE anunciou na semana passada os seus lucros com a dívida pública dos países periféricos comprada no mercado secundário – no caso português o seu valor é de quase 23 mil milhões de euros. Em 2012, o Banco Central lucrou mil milhões de euros com os juros dos títulos gregos, portugueses, italianos, irlandeses e espanhóis. Não é muito. No entanto, segundo o Financial Times, se se tiver em conta o lucro não só do BCE, mas de todo o Eurosistema - que, no caso, diz sobretudo respeito aos bancos centrais dos países mais ricos -, o seu montante sobe para 14 mil milhões. Os juros pagos pelos países periféricos permitem lucros aos bancos centrais nacionais dos países mais ricos que, por sua vez, os transferirão para os seus orçamentos nacionais. Conclusão, através do negócio da dívida pública os estados periféricos subsidiam os estados do centro. Faz sentido.

Há uma excepção neste esquema, a Grécia. Neste caso, os lucros provenientes da dívida grega serão, em princípio, devolvidos a este país. “Bom aluno”, certo?» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

Sem comentários:

Enviar um comentário