sexta-feira, 15 de março de 2013

O NOVO PAPA É UM REPRESENTANTE DO TERROR E DO HORROR DA INFAME DITADURA DE VIDELA


«Jorge Mario Bergoglio, o hoje papa Francisco I, ao escolher este nome pretenderá associar-se ao exemplo de S. Francisco de Assis (1182-1226). Este, filho de um rico comerciante de Assis, em Itália, despojou-se de toda a sua riqueza e encetou uma vida de pobreza junto do povo, contestando a opulência da Igreja Católica de então (e de agora, poderíamos acrescentar).

Porém, o passado de Jorge Mario Bergoglio associa-o mais com a ditadura instalada na Argentina pelo golpe militar de 1976, uma das mais sinistras e assassinas, que com a defesa dos pobres, como parecem atestar relatos hoje publicados na imprensa de língua espanhola.

«O médico Lorenzo Riquelme, hoje com 58 anos e residente em França, diz que o bando que o sequestrou e torturou em 1976 saiu da sede principal da Companhia de Jesus, onde vivia e era principal responsável o superior provincial Jorge Mario Bergoglio, o hoje papa Francisco I», escreve Horacio Verbitsky no jornal argentino Pagina 12. «Riquelme militava na Juventude Peronista e no movimento cristão ligado aos padres do terceiro mundo. Para descobrir onde encontrá-lo, agrediram a sua namorada, que trabalhava no Observatório de Física Cósmica de San Miguel, dentro do prédio do Colégio Máximo. Riquelme pensa que se tratou de um grupo operacional da Armada que se instalou ali depois do golpe militar de 1976, do general Videla e do almirante Massera. Nessa acção participou um sacerdote que com autorização de Bergoglio era capelão militar da Escola de Sargentos General Lemos, na vizinha guarnição de Campo de Mayo. O ex-jesuita Miguel Ignacio Mom Debussy, hoje com 63 anos, tomou votos a 13 de Março de 1976 e Bergoglio foi o seu padrinho de ordenação a 3 de Dezembro de 1984. Nas viagens entre San Miguel e a cidade de Buenos Aires em que era seu motorista, Bergoglio falou-lhe do projecto político do chefe da Armada, Emilio Massera, e comentou que se havia reunido com ele várias vezes».

«Bergoglio», escreve o Público.es, «tem um passado obscuro na Argentina devido às acusações que há anos lhe fizeram relativamente à tortura e desaparecimento de um leigo e dois sacerdotes no tempo da ditadura militar que começou em 1976. Embora não haja sentença sobre o caso, cinco testemunhas confirmaram a relação do novo papa com estes desaparecimentos. O jornalista Horacio Verbitsky foi o investigador mais interessado em fazer luz sobre as provas que pudessem relacionar Bergoglio com estes episódios da guerra suja na Argentina.» Também as Avós da Plaza de Mayo (avós de pessoas feitas desaparecer pela ditadura) o obrigaram a declarar perante a Justiça pelo roubo de bebés (bebés filhos de militantes de esquerda assassinados que foram roubados e ‘adoptados’ por militares da ditadura).

«Porém, as relações de Bergoglio com a ditadura não terminaram aqui. Posteriormente, as Avós da Plaza de Mayo citaram-no para declarar ante a Justiça argentina pela sua alegada implicação no roubo de bebés; concretamente no caso da neta de Alicia de la Cuadra, uma das fundadoras daquela associação», prossegue o Público.» (In blog «5 Dias net»)

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