quarta-feira, 27 de março de 2013

O FIM DA UNIÃO EUROPEIA ACONTECEU NUMA ILHA DO MEDITERRÂNEO


Já aqui expus a ideia de que a União Europeia acabou em Chipre. Parece-me que a Guerra Financeira-Económica movida contra Chipre que incluiu um roubo, no sentido objectivo do conceito, de bens de terceiros depositados em bancos representou o fim da União Europeia, por ordem de Berlim, com a concordância de todos os governos da Zona Euro (incluindo o da França de François Hollande).
Por mais moralistas que sejam as razões apresentadas para este roubo não são válidas.
A União Europeia ao obedecer a Berlim, permite que Berlim exerça um poder imperial, como noutro post deste blog referi, semelhante ao poder que os austríacos exerciam no Império Austro-Húngaro.
Esta ideia já chegou aos jornais tradicionais, como se pode ver pelo texto a seguir.

«União Europeia morreu em Chipre»

«Quando as tropas norte-americanas libertaram os campos de extermínio nas áreas conquistadas às tropas nazis, o general Eisenhower ordenou que as populações civis alemãs das povoações vizinhas fossem obrigadas a visitá-los. Tudo ficou documentado. Vemos civis a vomitarem. Caras chocadas e aturdidas, perante os cadáveres esqueléticos dos judeus que estavam na fila para uma incineração interrompida. A capacidade dos seres humanos se enganarem a si próprios, no plano moral, é quase tão infinita como a capacidade dos ignorantes viverem alegremente nas suas cavernas povoadas de ilusões e preconceitos. O povo alemão assistiu ao desaparecimento dos seus 600 mil judeus sem dar por isso. Viu desaparecerem os médicos, os advogados, os professores, os músicos, os cineastas, os banqueiros, os comerciantes, os cientistas, viu a hemorragia da autêntica aristocracia intelectual da Alemanha. Mas em 1945, perante as cinzas e os esqueletos dos antigos vizinhos, ficaram chocados e surpreendidos. Em 2013, 500 milhões de europeus foram testemunhas, ao vivo e a cores, de um ataque relâmpago ao Chipre. Todos vimos um povo sob uma chantagem, violando os mais básicos princípios da segurança jurídica e do estado de direito. Vimos como o governo Merkel obrigou os cipriotas a escolher, usando a pistola do BCE, entre o fuzilamento ou a morte lenta. Nos governos europeus ninguém teve um só gesto de reprovação. A Europa é hoje governada por Quislings e Pétains. A ideia da União Europeia morreu em Chipre. As ruínas da Europa como a conhecemos estão à nossa frente. É apenas uma questão de tempo. Este é o assunto político que temos de discutir em Portugal, se não quisermos um dia corar perante o cadáver do nosso próprio futuro como nação digna e independente.» (Viriato Soromenho-Marques in jornal «Diáro de Notícias» net)

1 comentário:

  1. -> O contribuinte não nasceu ontem... leia-se: o contribuinte tem a obrigação de saber que a alta finança (capital global) pretende 'cavar-buracos'... e pretende manobrar plolíticos...
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    -> A superclasse pretende 'cozinhar' as condições que são do seu interesse:
    - privatização de bens estratégicos: combustíveis... electricidade... água...
    - caos financeiro...
    - implosão de identidades autóctones...
    - forças militares e militarizadas mercenárias...
    resumindo: estão a ser criadas as condições para uma Nova Ordem a seguir ao caos(*) - uma Ordem Mercenária: um Neofeudalismo.
    (*) -> Países em vias de 'Detroitização'... pode-se ver, por exemplo, «aqui» o "paraíso" que é Detroit.
    {uma nota: anda por aí muito político cujo trabalhinho é 'cozinhar' as condições que são do interesse da superclasse}
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    Manobrando as suas marionetas... a superclasse (alta finança - capital global) 'cava-buracos' nas finanças públicas, na banca... e... quer pôr o contribuinte a tapar os buracos por si cavados!
    O discurso anti-alemão que reina nos media internacionais (nota: são controlados pela superclasse) é uma consequência óbvia: depois de 'cavar-buracos' e saquear contribuintes de vários países... a superclasse quer saquear o contribuinte alemão.
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    Para 'cortar' com as regras da superclasse (alta finança - capital global), há que:
    1-> retirar poderes aos políticos (e um sistema menos permeável a lobbys); um exemplo: auto-estradas 'olha lá vem um', nacionalização de negócios "madoffianos" (ex: BPN), etc… como é óbvio, o Contribuinte tem de defender-se: "O Direito ao Veto de quem paga" [blog 'fim-da-cidadania-infantil'].
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    2-> quando existe um buraco financeiro num banco... devem ser chamados a participar os accionistas, os obrigacionistas e os depositantes... e não... o contribuinte.
    Contrariando os interesses da superclasse, deve existir uma Banca pública forte... por motivos óbvios: É MUITO MAIS FÁCIL DE CONTROLAR um ou outro abuso de um gestor público... do que... os buracos (sem fim à vista) 'cavados' pela alta-finança (capital global).
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    3-> garantir o Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones... ou seja: não sejamos uns 'parvinhos-à-Sérvia' (vide Kosovo), há que mobilizar aqueles nativos europeus que possuem disponibilidade emocional para abraçar um projecto de Luta pela Sobrevivência... e... SEPARATISMO-50-50!
    [obs: os 'globalization-lovers' que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa]

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