domingo, 10 de março de 2013

O APARTHEID NEOLIBERAL


O neoliberalismo em síntese é um regime de Apartheid, dirigido por uma pequena oligarquia não eleita. Fazem parte dessa oligarquia os elementos da alta burguesia. Uma firma dessa oligarquia é o banco Goldman Sachs.

«Coloca ex-funcionários nos lugares de topo que decidem o rumo da economia global, o que leva muitos a dizerem que domina o mundo.

"Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus". É a forma como o presidente do maior banco de investimento do mundo vê a sua missão no comando do Goldman Sachs. Mas na opinião de um número cada vez maior de pessoas, o "trabalho de Deus" do Goldman Sachs é a encarnação do lado negro da força em Wall Street. E há até quem defenda que é este banco que manda no mundo e não os governos.

"Eu concordo com a tese de que os bancos, e especialmente o Goldman Sachs, se tornaram demasiado poderosos na medida em que influenciam a nossa política, a nossa economia e a nossa cultura", referiu o autor de "Money & Power: How Goldman Sachs Came to Rule the World", William D. Cohan, ao Outlook. E o poder do Goldman Sachs nos centros de decisão política até lhe valeu a alcunha, dada por banqueiros concorrentes, de Government Sachs. O banco liderado por Lloyd Blankfein conta com um exército de antigos funcionários em alguns dos cargos políticos e económicos mais sensíveis no mundo.» (In «Diário Económico» net)

Abaixo desta oligarquia da alta burguesia estão capatazes seus como Mário Draghi e Mário Monti. E paralelamente a estes capatazes estão os políticos eleitos como Barack Obama, Ângela Merkel e David Cameron.
Obama colocou capatazes do Goldman Sachs em posições chave.
Esta é a realidade com que temos que viver.
Este Apartheid não se baseia na cor da pele, senão Obama nunca tinha chegado ao poder, mas baseia-se no programa político.
Obama diverge de Merkel, em muitos aspectos, mas num converge, na aceitação da alta burguesia como dona do Mundo.
Os grandes burgueses lançaram-se à conquista do Mundo no século XIX. Durante o século XX tiveram que fazer muitas cedências aos assalariados, para manterem esse poder. O alemão Bismarck, o chanceler que defendia a alta burguesia e a nobreza aburguesada, já dizia no século XIX que fazia concessões aos trabalhadores «para evitar revoluções».
Agora, no século XXI, a alta burguesia, dirige uma gigantesca luta de classes em que espera retirar aos trabalhadores direitos que já lhes concedeu.
Capatazes dessa alta burguesia revanchista são Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar.

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