domingo, 10 de março de 2013

O APARTHEID NEOLIBERAL II


O Apartheid Neoliberal quer colocar-se acima de qualquer Direito Internacional.
Um dos aspectos fundamentais no planeta Terra para que o Direito Internacional possa ter algum valor é o equilíbrio de forças entre nações.
Antes da I Guerra Mundial havia equilíbrio de forças na Europa, entre civilizações e regimes muito parecidos. Havia o Império Britânico, o Império da França, o II Reich Alemão, o Império Austro-Húngaro e o Império Russo todos cristãos. Só o Império Otomano é que não era cristão.
Não é necessário haver divergências ideológicas de fundo para haver equilíbrio de forças. Ideologicamente o Império Britânico e o II Reich Alemão eram muito parecidos, antes da I Guerra Mundial.
Actualmente, nos começos do século XXI, não é necessário, para haver equilíbrio de forças, que os regimes sejam ideologicamente antagónicos. No século XX, depois da II Guerra Mundial é que o equilíbrio de forças se baseava entre ideologias antagónicas entre os mais poderosos vencedores dessa guerra que eram os Estados Unidos e a União Soviética.
E foi «o perigo vermelho» que levou, em parte, à construção do chamado modelo social europeu ocidental. Dentro da corrente de pensamento de Bismarck, muitas das concessões aos trabalhadores foram «para evitar revoluções».
Com a implosão do marxismo-leninismo na União Soviética nos finais do século XX, deixou de existir na Europa «o perigo vermelho».
Depois de implodir o marxismo-leninismo, implodiu a própria União Soviética em 1991, ficando do regime marxista-leninista apenas as fronteiras das repúblicas étnicas em que a Rússia foi dividida. A Rússia actual era uma das repúblicas da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) ou União Soviética fundada por Lenine, bem mais pequena que a Rússia czarista.
Os neoconservadores planificaram para os Estados Unidos um Reich mundial ou um poder imperial dos Estados Unidos unipolar. Em 2012 e 2013 a Rússia e a China desafiaram, abertamente, o Reich mundial dos Estados Unidos, na ONU, relativamente à questão da Guerra da Síria.
O Reich dos Estados Unidos, em 2013, baseia-se na NATO, uma organização militar de tipo feudal. Todos os países da NATO são vassalos dos Estados Unidos e alguns tem ainda sub-vassalos como é o caso da Alemanha que é suserana da Croácia e vassala dos Estados Unidos.
Passos Coelho e Vítor Gaspar querem que Portugal seja vassalo da Alemanha.
As principais vítimas da NATO são os palestinianos, tratados como animais pela NATO, especialmente pelo país suserano supremo da NATO que são os Estados Unidos.
Se a Rússia e a China se opuserem ao Reich dos Estados Unidos o Mundo terá três grandes focos de poder – Os Estados Unidos, a Rússia e a China. A Rússia em 2013 tem um regime de república capitalista, socialmente dominado pela alta burguesia, parecido com o regime dos Estados Unidos, que é uma república capitalista dominada pela alta burguesia. A China tem um regime que foi criado em nome do marxismo-leninismo. Quem domina a China, socialmente, é a classe política dirigente. Os chineses compreenderam que as teorias económicas marxistas não eram aplicáveis com sucesso à prática, observando, sobretudo a evolução da União Soviética. A revisão do marxismo na China foi tão profunda que deu origem a um capitalismo, em muitos aspectos bastante desregulado nas relações laborais. A China está num ciclo de mudanças, que está em curso. As chamadas empresas economicamente e financeiramente estratégicas são estatais. O futuro não se consegue adivinhar.
Os Estados Unidos e a União Europeia andam a pregar os Direitos Humanos, do púlpito do Campo de Tortura de Guantánamo, pelo que já ninguém os leva a sério, neste domínio dos Direitos Humanos. Os praticantes de raptos, prisões arbitrárias e de tortura, incluindo tortura até à morte, não podem dar lições de Direitos Humanos a ninguém. Os países da NATO dizem que na Rússia e na China não são respeitados os Direitos Humanos, mas a NATO tem uma rede de Tortura com sede em Guantánamo, pelo menos três países da União Europeia têm prisões secretas dessa rede, que são a Polónia, a Lituânia e a Roménia. Quanto a Direitos Humanos nem os Estados Unidos, nem a Rússia nem a China os respeitam em absoluto.
Na América do Sul o Brasil emergiu como potência regional dominante, contribuindo para o fim do poder imperial dos Estados Unidos na América do Sul, que agora se restringe, essencialmente, à Colômbia.
Na França, François Hollande já desiludiu dois terços dos franceses. Na União Europeia submeteu-se à Alemanha como Sarkozy e na política externa segue a trilha colonial de Sarkozy, de que as principais vítimas são a Síria e os palestinianos.
A Síria é o grande alvo do imperialismo da NATO, neste momento. Compete à Rússia e à China travar o imperialismo da NATO, porque se tal não fizerem qualquer dia têm-no junto às suas próprias fronteiras.

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