sexta-feira, 15 de março de 2013

MASOQUISMO EM PORTUGAL


Portugal está cada vez pior. O governo PSD-CDS-Troika já disse que a recessão ia ainda ser pior que o previsto e o aumento do desemprego vai aumentar mais que o previsto.
As soluções para a maioria dos portugueses são o suicídio, o empobrecimento, a habituação à fome ou a emigração.
Portugal caminha para o abismo, mas a Troika acha que quanto pior viverem os portugueses melhor. A Troika veio para Portugal para destruir a vida da maioria dos portugueses e está a conseguir. Entretanto, um pequeno número de elementos da alta burguesia está a enriquecer cada vez mais. Alexandre Soares dos Santos do vai pagar os impostos à Holanda e depois vem a Portugal, com uma infame hipocrisia, dar lições de moral.
Mas, o pior de tudo isto é que aumentou o número de portugueses que apoiam o PSD. Como a alta burguesia em Portugal é entre 2 e 5% da população, ficámos a saber que há muitos portugueses que gostam de empobrecer, são masoquistas.

«Já temos autoavaliação da troika e foi positiva uma vez mais, disse Gaspar, o seu porta-voz: Governo agrava recessão para 2,3% e desemprego ultrapassa 18% este ano. É claro que, através de mecanismos misteriosos, começaremos a crescer em final de 2013, garantem. Também é absolutamente claro que o desemprego de massas é a principal forma de compulsão subjacente ao programa de ajustamento, levando quem ainda trabalha a aceitar trabalhar mais por menos e em piores condições. O resto vem por acréscimo e contribui para o mesmo processo depressivo e regressivo: a destruição do Estado social, através da continuação de cortes selvagens nos próximos anos, sob o pretexto de uma consolidação orçamental, que se quer “amiga do crescimento”, como agora dizem, na bolha de Bruxelas, quando sabemos que só o crescimento pode ser amigo da tal consolidação. Quando se fala das grilhetas do euro é da continuação indefinida deste processo que se fala.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)


                                                                                                        (In «DN» net)

1 comentário:

  1. Economistas profissionais mostram-se (agora) indignados com os índices económicos... todavia, no entanto, eles não se indignaram com o facto de SER MUITO PERIGOSO o governo de Sócrates (e outros governos) andarem a pedir 'mil milhões' às carradas. {pois é, também se tem de pensar em pagar}
    Leia-se: os economistas profissionais devem manifestar a sua opinião... todavia, no entanto, a avaliação de muitas decisões... terá de passar obrigatoriamente pelo Contribuinte: o «Direito ao Veto de quem Paga» [fim-da-cidadania-infantil].
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    --->>> ... conversas que visam o perpetuar/eternizar da parolização do contribuinte: queda de governos semestre sim, semestre sim,... leia-se, 'mudar as moscas'... ficando o sistema inalterável (vira o disco e toca o mesmo): um sistema aonde os lobbys manobram sempre a seu belo prazer... e... aonde, ao passarem a «ex-», os governantes terão belos 'tachos' à sua espera.
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    Manifestações em todo o país (eventualmente uma greve geral)
    -> São necessárias manifestações em todo o país (eventualmente uma greve geral)... tendo em vista alterações à Constituição... que permitam uma Mudança de Paradigma Democrático:
    - RETIRAR PODERES AOS POLÍTICOS... e... um sistema menos permeável a lobbys.
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    -> As manifestações em causa... não terão nada a haver com as manifestações à CGTP... por motivos óbvios:
    - as manifestações à CGTP visam o perpetuar/eternizar da parolização do contribuinte...
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    Anexo:
    Não é muito difícil de perceber que é um imperativo... RETIRAR PODERES AOS POLÍTICOS (e um sistema menos permeável a lobbys):
    1- Auto-estradas 'olha lá vem um', nacionalização de negócios "madoffianos" (ex: BPN), etc… anda por aí muito pessoal a querer mandar naquilo que não é seu - o dinheiro dos contribuintes - consequentemente, como é óbvio, o Contribuinte tem de defender-se: "O Direito ao Veto de quem paga" [blog 'fim-da-cidadania-infantil'].
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    2- Político armado em 'milagreiro económico', é político que quer carta branca para pedir empréstimos...
    -> Contrair dívida (para isto, ou para aquilo) pode conduzir a uma ESPIRAL RECESSIVA: o aumento de impostos para pagar a Dívida Pública... provoca uma diminuição do consumo... o que provoca um abrandamento do crescimento económico... o que, por sua vez, conduz a uma diminuição da receita fiscal!
    Por outras palavras: pedir dinheiro emprestado é um assunto demasiado sério para ser deixado aos políticos!!!
    -> Será necessário uma campanha para motivar os contribuintes a participar... leia-se, votar em políticos, sim, mas... não lhes passar um 'cheque em branco'!... Leia-se, para além do "O Direito ao Veto de quem paga", é urgente uma nova alínea na Constituição: o Estado só poderá pedir dinheiro emprestado nos mercados... mediante uma autorização expressa do contribuinte - obtida através da realização de um REFERENDO.

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