quarta-feira, 20 de março de 2013

AS ARMAS DE DESTRUIÇÃO MACIÇA DO IRAQUE E OS INFAMES COMENTADORES


Os infames aldrabões que andaram a vigarizar Portugal e o Mundo garantindo a existência de Armas de Destruição Maciça imaginárias no Iraque, continuam a dar as suas opiniões de corruptos, de aldrabões.

«Quem apoiou a guerra no Iraque?»

por Joaquim Pedro Lampreia, em 19.03.13

«Dizem que um dos nossos problemas é não ter memória histórica. Passados 10 anos e centenas de milhares de mortos, convém então revisitar a invasão do Iraque e os actores cá do burgo que deram o seu pequeno contributo para este crime tão grande e tão idiota.



Foi no início de 2003 que uma parte considerável da intelligentsia pátria começou a inclinar-se favoravelmente à guerra (primeiro devagarinho, pois a coragem era pouca e os argumentos difíceis de encontrar). Gastei então semanas da minha vida a ler textos e declarações desta rapaziada (até li o tão elogiado Encruzilhada do Vasco Rato, juro!). Queria honestamente entender os seus motivos, perceber os seus argumentos, entrar nas suas cabeças.



A primeira pista que permitiu farejar a cegueira ideológica dos pró-guerra foi o monolitismo daquela indesejável confraria: quem estava a favor da guerra era, sem excepção, de direita, ao passo que existiam pessoas de todos os quadrantes contra a mesma, até de direita (alguns explicitamente, como Freitas do Amaral, outros de forma mais acanhada, como Nuno Rogeiro, outros que eram mais para o centro, como Sarsfield Cabral, outros ainda que eram completos anónimos, como este vosso).



Já os apoiantes do crime, todos de direita, podiam ser agrupados segundo a sua motivação:



O Ober Kommando (codename Durão Barroso): Cúpula da hierarquia do exército pró-guerra, ditavam as directrizes aos obedientes subordinados. Os laranjinhas e azulinhos encartados e com poucos neurónios ouviam e papagueavam. Há quem diga que o cherne defendeu a guerra por meros motivos táctico-partidários e que apenas tentou posicionar favoravelmente Portugal no xadrez mundial. Um pouco como o Salazar e o volfrâmio alemão. Tendo em conta a consistência do homem, até pode ser verdade.



As SS (codename Pacheco Pereira): Os que primeiro pegaram no estandarte intelectual da causa bélica. Tinham como objectivo lançar a polémica e ir contra a corrente de unanimidade que se estava a gerar contra a guerra. Foi o responsável por conferir racionalidade a quem estava ansioso por defender Bush e não sabia como fazê-lo. Já no final das hostilidades, como o disparate ficou à vista de todos, tentou timidamente navegar na direcção dos ventos contrários, sem sucesso. Provou-se que a posse de muitos livros não é sinónimo de capacidade para ver o óbvio. Inacreditavelmente, mantêm alguma reputação intacta e é vê-los por aí a perorar nas Sic Notícias deste mundo.



A Gestapo (Codename António Ribeiro Ferreira): Os seguidores do apelidado Ariel Sharon português nunca foram muitos. Mas as suas colunas de opinião no Diário de Notícias eram de tal forma sanguinárias que mais pareciam um filme de vampiros da série-B. A sua motivação parecia basear-se na divisa militar: “o único árabe bom é o árabe morto”. Há rumores que estiveram (ou queriam estar) por detrás dos eventos na prisão de Abu Grahib, mas com mais sangue.



A Reserva Nacional (codename Editoriais do Expresso): Deste grupo sabia-se apenas uma coisa: eram a favor da guerra. No entanto, apesar dos litros de tinta que escreviam sobre o assunto, nunca ninguém percebeu porquê. Os editoriais sobre a guerra eram tão, mas tão, idiotas que (apesar de não estarem assinados) devem ter sido escritos pelo Grande Orientador de Massas José António Saraiva, lui même, em colaboração com o seu fiel e inefável Sancho (sem) Pança, JAL. Andam desaparecidos pelo Sol, paz à sua alma.



Os Goebbles do Pró-guerra (codename Grupo Zé Manuel Fernandes): Os verdadeiros ideólogos nacionais do pró-guerra. São os Wolfowitzs e os Perles wanna bes. Elaboraram textos explicativos, argumentados e cheios de insight. Citavam a Foreign Policy e o The Economist como quem conversa sobre o futebol. Este grupo pseudo-intelectual (e nunca o pseudo foi tão bem empregue) fez as delícias da plebe pró-guerra. Tinham como objectivo despertar uma onda ruidosa de apoio pró-guerra. Até hoje não perceberam o que estava errado na sua tese e sabe-se que, durante anos, tiveram um ataque de choro antes de se deitarem. Abraçam agora a austeridade como há 10 anos abraçaram a invasão: com fervor e palas nos olhos.



John Rambo (codename Luís Delgado): Este homem não esteve inserido em qualquer plutão de combate. Os seus argumentos fizeram dele um lobo solitário em todo um exército pró-guerra... curiosamente, lobo solitário era o petit-non do seu neurónio. Constituiu um verdadeiro embaraço para a falange pró-guerra. A sua coluna “Linhas Direitas” do tempo da invasão poderia ser considerada a maior homenagem ao humor non-sense desde os Monty Python.



Heideggers do Pró-guerra (codename Grupo Vasco Rato): Conferiram o peso académico à turba do pró-guerra. Copiaram o livro de Robert Kagan e introduziram alguns ataques a Mário Soares e ao Freitas do Amaral para não serem processados por plágio pelo académico americano. Representam um misto de convicção na infalibilidade do conservadorismo americano e também de oportunismo, uma vez que sonhavam em poder ditar a política externa portuguesa, como faziam os seus ícones do outro lado do Atlântico. Eram os neo-cons(tipados) cá do burgo. Dizem que agora dão o músculo filosófico a este Governo (o que, tendo em conta o estado da coisa, até pode ser verdade).



Jihad Pró-guerra (codename Grupo Pereira Coutinho): Jovens, impressionáveis e com uma escrita cheia de raiva, constituíram a equipa de bombistas suicidas desta guerra ideológica. Foram doutrinados para provocar o maior número de baixas nas fileiras inimigas. Mas a fúria dos seus ataques foi contraproducente. Fizeram explodir bombas argumentativas de pólvora seca que tiveram como únicas vítimas eles próprios. Nunca recuperaram e não deixaram saudades.



Juventude Nacional-Bushiana (codename Pedro Mexia/ Pedro Lomba): Este duo-dinâmico cresceu com a guerra. Considerados na época como jovens cultos e potencialmente inteligentes, deitaram tudo a perder ao confundir o inimigo com o Bloco de Esquerda. Já perto do final da guerra, o destino separou-os: A facção Lomba radicalizou-se e tentou juntar-se ao grupo suicida Coutinho – acabou explodindo a pouca credibilidade que lhe restava no provavelmente pior texto alguma vez publicado num jornal diário dos tempos de guerra (não encontro o link). Hoje está um homenzinho e tem provavelmente vergonha das suas façanhas da juventude. Já a facção Mexia, qual Von Paulus do sofá, entregou-se ao inimigo numa tentativa de redenção e pediu desculpa. Ficou-lhe bem. Mas não apaga o passado.» (In blog «Senatus»)

1 comentário:

  1. CONFISCO BANCÁRIO PIOR DO QUE O CHIPRE, COMEÇA DIA 29 DE MARÇO EM PORTUGAL !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    http://ramirolopesandrade.blogspot.pt/2013/03/confisco-bancario-pior-do-que-o-chipre.html

    Noticias frescas tiradas da Net.
    Leiam, e tomem as devidas providencias.
    Caso seja criado a nova moeda ( luso ou escudo novo ), a perda ou correcção em relação ao euro será de 70%.
    Um roubo muito superior ao de Chipre ..................... e os palhaços dos militares portugueses, que são uns vendidos não vão fazer nada !!!!!!!!!!!!!!!
    Mamões sem vergonhas, parasitas, só sabem defenderem os vossos tachos, e canalha maçonica, e políticos corruptos portugueses.

    ACORDA POVO ADORMECIDO, DEIXEM-SE DE VER AS NOVELAS, OS FADOS, DO PAPA MAÇONICO, E DO FUTEBOL.

    Restam alguns dias para fazer qualquer coisa.
    Mexam-se !!!!!!

    Um abraço aqui do Brasil, a curtir praia e sol.

    Ramiro Lopes Andrade

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    NOTICIAS FRESCAS DA NET

    O imposto sobre os depósitos entra em vigor no dia 29 de março.
    Está confirmado!
    Quem hoje pretendeu fazer transferencias da Caixa Geral Depósitos de contas individuais para o estrangeiro, não o pode fazer.

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    Grandes empresas portuguesas deram ordens de transferência das suas contas até ao dia 29 de Março.
    Foi esta informação que permitiu descobrir quando e como pretende o governo impor a mesma receita em Portugal.

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    Em 2 de Maio de 2013 entrarão em circulação as novas notas de Euro de 5,10,20,50,100,200 e 500€.
    Tudo isto está relacionado.

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    O governo já mandou imprimir a nova moeda em Inglaterra. Chamam-se lusos e estão guardados numa base aérea do país de Gales.
    Há mais de um ano que já está tudo preparado para roubar-nos os euros que ainda restam.

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