segunda-feira, 4 de março de 2013

A INQUISIÇÃO E A BARBÁRIE EM NOME DA DEMOCRACIA


A Inquisição Católica prendia, torturava e assassinava em nome de «interesses superiores».
O limite para a Tortura da Inquisição Católica era a morte do torturado ou da torturada, sempre em nome de «valores superiores».
A Tortura em nome da Democracia é eticamente igual à da Inquisição Católica – é sempre em nome de «valores superiores» e tem como limite a morte do torturado ou da torturada.
A Tortura da Inquisição Católica, do nazismo alemão e das democracias, todas elas em nome de «valores superiores» só encontraram e só encontram um limite para os torturadores e para as torturadoras que é a morte do torturado ou da torturada.
As democracias da NATO criaram e têm em funcionamento uma Rede de Raptos, Torturas e Assassinatos, com sede em Guantánamo, como exemplo «urbi et orbi».
Esta Rede de Raptos Torturas e Assassinatos é um esforço colectivo de mais de 50 países, com prisões secretas onde a Tortura atinge todo o seu esplendor até à morte do torturado ou da torturada, em nome de «valores superiores».
Dentro da União Europeia há prisões secretas dessa rede na Polónia, na Lituânia e na Roménia, pelo menos.



Esta criança foi aterrorizada pela Democracia (no Vietname) e vai a fugir da Democracia.
A Democracia exterminou homens mulheres e crianças, de todas as idades, com uma bomba atómica. A Democracia voltou a exterminar homens mulheres e crianças, de todas as idades, com outra bomba atómica.
Salvador Allende, o presidente eleito da República do Chile, foi atacado até à morte, por uma quadrilha de ladrões, raptores e assassinos comandada por Pinochet, com o claro apoio das Democracias da NATO, em nome de «valores superiores».
A CIA teve um papel decisivo no planeamento e na execução destes crimes.
O filme «Argo» faz a apologia dos «heróis» da CIA, de todos, obviamente, incluindo daqueles que planificaram a morte de Salvador Allende. É natural a realização destes filmes de propaganda política, seguindo a norma alemã do III Reich. Os filmes de propaganda política do III Reich alemão eram tecnicamente muito bem feitos e os actores e as actrizes representavam muito bem. O que surpreende no filme «Argo» não é o rigor da realização, semelhante à dos filmes alemães de apologia do III Reich muito perfeccionistas, é o facto de ter recebido o Óscar para o melhor filme de 2012. 
Hollywood premeia simbolicamente a CIA. Esta é que é a novidade. 
Não admira que o realizador sueco Ingmar Bergman tenha escrito e divulgado uma carta em que solicita que o seu nome seja apagado da lista das pessoas a quem foram atribuídos Óscares.

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