segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O PSD BORGES


Já aqui desenvolvi os conceitos de Crime legal e de Crime ilegal.
António Borges é um criminoso legal. Mas será só isso? Eu, pessoalmente, duvido. Embora as perversas leis da União Europeia tenham sido ditadas pela alta burguesia, eu estou convencido de que não é apenas um criminoso legal, tal como Medina Carreira. Acho é estranho que alguém tenha vetado a continuação de uma investigação criminal a Medina Carreira. Pelo que ele diz na TVI, para mim, não são só palavras de um criminoso legal, parece-me que ali há mais qualquer coisa.

«António Borges – Que diabo é que lhe aconteceu?





António Borges, lacaio do Goldman Sachs, o monstro financeiro que tem sido responsável pela ruína de milhões e milhões de seres humanos. António Borges, o escroque que todos os meses leva para casa uma quantidade indeterminada de milhares de euros, provenientes das negociatas e trafulhices mais diversas, incluindo alguns milhares sacados directamente aos nosso bolsos, dada a sua “colaboração” com o governo de Passos/Gaspar/Portas enquanto "consultor". Esse António Borges, o desavergonhado que tem, repetidamente, faltado ao mínimo de respeito que é devido aos portugueses, como quando produziu a frase que ilustra a fotografia... decidiu surpreender.
Perante uma piedosa plateia, daquelas atascadas em espírito “cristão”, resolveu bolsar umas frases sobre injustiças e equidade.
«É aqui que a crise é mais injusta e ao mesmo tempo mais penosa e leva mesmo a sentimentos mais profundos de revolta, que todos devemos sentir, porque não há uma distribuição equitativa das consequências e há mesmo muita impunidade»
«houve quem beneficiasse muito com esta política e não foram os mais pobres»
«nós vivemos demasiado agarrados a proteger o que já existe, a proteger as empresas, os grupos e os interesses corporativos e em resultado disto o Governo e as empresas andam sempre juntinhos. É a nossa tradição e isto é que eu acho que é a herança do doutor Salazar»
A coisa foi de tal modo que conseguiu “convencer” os jornais de que estava de facto a criticar o governo e a “defender os mais pobres”, ou a criticar, de facto, as “desigualdades na repartição dos sacrifícios”... como se pode ver por dois dos títulos.
Pessoalmente, não sei como explicar mais este surto de descaramento de António Borges.  
Foi atingido pelos vapores de “santidade” que emanavam da plateia?
Olhou, acidentalmente, para um recibo do seu vencimento, ou para um dos seus extractos bancários... e teve um epifania?
Foi apenas mais uma demonstração da acanalhada hipocrisia a que nos tem habituado?»
(In blog «Cantigueiro»)

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