sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O NEOLIBERALISMO PSD-CDS-TROIKA ESTÁ A DESTRUIR PORTUGAL


A gravidade da situação em Portugal já fez sair da blogosfera as críticas mais contundentes ao fanatismo demencial neoliberal de Passos Coelho - Vítor Gaspar e já aparecem nos «média» tradicionais. Este governo PSD-CDS está a destruir a vida da maior parte dos portugueses, enquanto parte da pequena minoria que é a alta burguesia foge ao Fisco, legalmente, indo pagar os impostos à Holanda. Outra parte coloca os seus capitais em «Paraísos Fiscais».
O governo PSD-CDS está a fazer uma brutal transferência de riqueza das classes médias e das outras abaixo para a alta burguesia. Um dos aspectos mais sórdidos desta transferência de riqueza é o desfalque do banco BPN, de 7 mil milhões de euros, que estão a ser pagos pelos contribuintes, especialmente pelos funcionários públicos e pelos reformados, cujos subsídios de férias e de Natal, foram, directamente, para pagar parte de monumental desfalque do banco BPN. Nacionalizam-se os prejuízos da alta burguesia e privatiza-se mais ou menos tudo o que dá lucro.
Esta situação desastrosa em que vive a maior parte dos portugueses só tem uma luz ao fundo do túnel e essa luz é a queda do governo PSD-CDS .
A seguir vai um artigo de opinião no jornal «Público» em que o autor acha que não há luz ao fundo do túnel.


«Não há luz, só túnel»

«As hipóteses de ignorância, fanatismo ideológico, convicção cega de que as finanças públicas são tudo, servilismo político ou comportamento aluado parecem frágeis para explicar a sequência fria, sistemática, encadeada, de deliberações sobre a economia portuguesa que a conduziram ao óbvio: à paralisia, à depressão, à miséria, ao abandono.
Mas os dados sobre uma realidade negra somam-se. O desemprego ontem, o produto interno bruto (PIB) hoje, o investimento amanhã. Enfim, a desconstrução da economia, da sociedade, das expectativas. Qual é a surpresa, se tudo se montou para que assim fosse? É preciso lembrar que em 2010, em Portugal, o crescimento foi 1,6%?
Já não é de crise que se trata. É de outra coisa. Crise, dizem os eruditos e lembramo-nos muitos de nós, é uma situação de passagem para outra fase, uma transição em que há mudança, mas não se desconstrói tudo, abrindo-se sempre um caminho. Aqui não há passagem para lado nenhum. É um estado em si mesmo: o empobrecimento pelo empobrecimento, a redução absurda do que somos, do que temos. Já nem a frase "desvalorização interna", que fez época, parece fazer sentido. É muito mais do que isso.
O assunto não é apenas português, bem se sabe. O centro da Europa afunda-se igualmente. A ideia deslumbrada de que só era preciso corrigir os nossos vícios, pois só nós fugíamos à regra, não tinha caminho para fazer. Nem cá, nem lá. O desígnio exportador como salvação era fruto desse moralismo sem base.
Alguém continuará a dizer-nos que isto é para preparar a retoma? Alguém ainda vem com a estafada metáfora da luz ao fundo do túnel? O que é claro é que é preciso destruir o túnel, porque ele não comporta luz, não tem saída. Como é que isso se faz? Com o inverso do que tem sido feito. Investimento público regenerador. Sanear os bancos para que deixem de se alimentar a si mesmos e financiem a economia. Regresso à economia real criadora de riqueza, emprego e bem-estar. Repartição justa do rendimento valorizando a procura interna que relance a economia.»

«José Reis, no Público de hoje.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

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