sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

TGV E INVESTIMENTO


Portugal está numa espiral recessiva, em que sobressaem o aumento desenfreado das falências de empresas e do desemprego. As únicas políticas que se conhecem deste governo sobre o desemprego é que quer aumentá-lo. Agora, o governo quer mandar para o desemprego milhares de funcionários públicos. O governo quer ultrapassar, o mais rápido possível, 20% de desemprego.
O mercado interno de Portugal está cada vez mais pobre. O governo PSD-CDS quer empobrecê-lo muito mais.
Durão Barroso queria comboios de alta velocidade Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto. Se houvesse uma política coerente da União Europeia a própria União Europeia financiaria as linhas de alta velocidade Lisboa-Madrid e porto marítimo de Sines-Madrid. José Sócrates tinha um projecto TGV (Train à Grande Vitesse, em francês) Lisboa-Madrid, com o objectivo de dinamizar a indústria do turismo, uma indústria com grande futuro em Portugal. Posteriormente, quando houvesse dinheiro seria feita uma ligação ao porto marítimo de Sines, que permitiria o transporte de mercadorias em muito menos tempo, em alta velocidade. A maior parte da ligação a Madrid a partir de Lisboa e a partir de Sines poderia ser comum, a partir do Poceirão. Quer isto dizer que a linha Poceirão-Caia tanto dava para a ligação Lisboa-Madrid como para a linha Sines-Madrid.
A linha teria uma extensão de cerca de 640 km (203 km em Portugal e 437 km em Espanha) e seria construída em bitola europeia, tendo uma velocidade máxima de 350km/h no troço português. A linha seria em via dupla e electrificada em toda a sua extensão a 25 kV AC, 50 Hz.
Esta Linha de Alta Velocidade iniciar-se-ia em Madrid, na estação de Atocha, sendo comum à LAV (Linha de Alta Velocidade) Madrid-Sevilha até perto da localidade Manchenga de Pantoja, onde as duas linhas férreas divergiriam. A LAV atravessaria o noroeste da comunidade autónoma de Castela-La Mancha, bem como a Estremadura, possuindo estações em Talavera la Reina, Navalmoral de la Mata, Plasencia e Cáceres.
A linha prosseguiria então para Sul, em direcção a Mérida, cidade esta que seria servida por um ramal proveniente da linha principal. A partir de Mérida, a linha curva para oeste, na direcção da fronteira luso-espanhola. Na fronteira existiria, perto da aldeia de Caia, uma estação internacional, com conexão com a rede convencional, que serviria as cidades de Badajoz e de Elvas. A estação seria composta por um terminal de passageiros, localizado no lado espanhol, e por um terminal de mercadorias, no lado português.
Agora o governo PSD-CDS diz que vai construir uma linha de alta velocidade porto marítimo de Sines-Madrid. Ora esta ligação poderá ser Sines-Poceirão-Caia.

                                                                                     Projecto inicial TGV Lisboa-Madrid
Mapa das linhas férreas de alta velocidade europeias com especificações - roxo (França - 320 - 350 Km/hora);  vermelho - 300 Km/hora; Laranja - 250 Km/hora; Amarelo 200 - 230 km/hora.
Está desactualizado na Espanha. 
TGV França azul; e laranja túnel da Mancha, Inglaterra, Bélgica e Holanda
TGV Espanha ou AVE (Alta Velocidade Espanhola). A linha da Galiza, Corunha-Ourense, não está conectada às redes interligadas.

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