sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ISRAEL JÁ ENTROU NA GUERRA DA SÍRIA CONTRA ASSAD


A Síria é uma espécie de bombo da festa do festim antropófago que junta à mesma mesa a NATO, as Ditaduras Medievais da Arábia Saudita, do Quatar e do Bahrein e ainda os israelitas. A Síria foi bombardeada  indirectamente pela NATO, nomeadamente com mísseis Milan, fornecidos pela França, Reino Unido e Ângela Merkel aos invasores da Síria, directamente pela NATO a partir da Turquia, directamente pelas Ditaduras Medievais da Arábia Saudita, do Quatar e do Bahrein, que enviam não só dinheiro e armamento, mas também os próprios invasores e agora também directamente pelos judeus. Que grande festival de carne humana assada!

«Ataque Israelita à Síria grave ameaça à paz na região»

«Israel realizou ontem ataques aéreos nas imediações de Damasco, capital da Síria. Israel não confirmou o incidente, mas fontes perto dos EUA indicaram que o alvo seria o transporte de um carregamento de armas anti-aéreas que alegadamente estavam destinadas para o Hezbollah. Segundo a Síria, os jactos Israelitas terão atacado um centro de pesquisa militar em Jamraya, deixando dois morte e cinco feridos. Seja como for, trata-se de uma violação do espaço aéreo e soberania territorial da Síria, em clara violação do direito internacional, uma séria ameaça à paz na região e uma ingerência reveladora do interesse de Israel em desestabilizar a região.

Recorde-se que Israel e a Síria ainda estão formalmente em estado de guerra, desde a guerra dos 6 dias, em 1967, durante a qual Israel ocupou a região dos Montes Golã; situação que persiste. Embora exista um acordo de não agressão, já em 2007, Israel bombardeou uma suposta instalação nuclear Síria, sem ter ocorrido qualquer retaliação.

A Síria já apresentou queixa às NU. O Irão ameaçou repercussões, A Rússia já condenou os ataques sem provocação. Um legislador próximo do recém-reeleito Netanyahu indicou que Israel poderá realizar outras missões similares no futuro.

Recorde-se que a Síria se tem debatido com conflitos internos desde Março de 2011, que segundo as NU já provocaram mais de 60 mil mortos. Este ataque Israelita surge num momento em que as forças “rebeldes” procuravam uma solução não-violenta.

Quem são estas forças rebeldes, o grupo de oposição que Obama reconheceu no final do ano passado como os representantes legítimos do povo Sírio? O braço militar do Conselho Nacional Sírio – a coligação da oposição – é o Exército Livre da Síria. O seu recém eleito comando é composto principalmente por membros da Irmandade Islâmica, e exclui os oficiais seniores que desertaram do Exército Sírio. O CNS é reconhecido pelos EUA, França, Turquia, União Europeia e o Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo (que inclui as ditaduras monárquicas do  Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein e Kuwait).

Entre as forças de oposição está também a Frente al-Nusra, reconhecida pelos EUA como uma organização terrorista com ligações à al-Qaeda. Em Dezembro 29 grupos da oposição assinaram uma petição apoiando a Frente e desafiando os EUA.

O Qatar e a Arábia Saudita têm fornecido armas aos grupos rebeldes que beneficiam sobre os grupos Islamistas e não a oposição secular reconhecida pelos estados do Ocidente, facto reconhecido pelos EUA (ver). O Qatar, país com boas relações diplomáticas com os países da NATO, incluindo a França, está também a fornecer armas aos grupos Islamistas no Mali, o que torna claro a falta de princípios das relações dos países da NATO e faz cair por terra o suposto interesse humanitário e anti-terroristas da NATO na Síria e no Mali: os seus interesses são puramente geo-estratégicos e imperiais.» (In blog «5 Dias net)

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