sábado, 16 de fevereiro de 2013

A ÉTICA E A MORAL DO GOVERNO PSD-CDS


Não há a menor dúvida de que Passos Coelho e Vítor Gaspar são desonestos e sádicos.
Como já referi aqui desenvolvidamente há a desonestidade legal e a desonestidade ilegal.
No caso destes dois indivíduos a pior desonestidade deles é a desonestidade legal e ou ilegal legalizada. Roubaram os subsídios de férias aos funcionários públicos, aos assalariados de empresas públicas e aos reformados aqui tanto do sector público como do sector privado, no ano de 2012, para com esse dinheiro pagarem parte do desfalque de 7 mil milhões de euros do banco BPN. Este tipo de roubo foi considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional, mas contradizendo-se o referido tribunal acabou por legalizar esse roubo, excepcionalmente.
Os piores roubos são os legais (com base em leis perversas que favorecem a alta burguesia e penalizam as outras classes sociais) e os ilegais legalizados.
As leis da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu» são perversas, porque favorecem de modo obsceno a alta burguesia financeira.
São perversas as leis que permitem que os elementos da alta burguesia comercial, Soares dos Santo do «Pingo Doce» e Belmiro Azevedo do «Continente», fujam ao Fisco, indo pagar os impostos à Holanda.
Mas há muitos tipos de desonestidade. Aqui vai mais um especificado, a seguir.

«Uma história edificante contada pela Visão, que envolve uma promessa feita por Passos Coelho ao seu amigo e autarca Carlos Pinto, secretários de Estado entretanto afastados dos seus cargos e uma despesa desnecessária no valor de 30 milhões de euros. Ficam aqui alguns excertos:

"O telefonema podia ter ficado entre os dois homens, o primeiro-ministro de Portugal e o autarca da Covilhã, velhos conhecidos de mais de 30 anos de andanças no PSD. Mas Carlos Pinto resolveu publicar o relato da conversa, no Jornal do Fundão (26/7/2012), para partilhar com o público a "tranquilidade" que lhe trouxe "a palavra de um Homem de carácter à frente do Governo". (...)

Contra a sua edificação há uma lista enorme de entidades: 13 municípios vizinhos da Covilhã, pareceres das autoridades ambientais, as Ordens dos Arquitetos e Arquitetos Paisagistas, as associações ambientalistas. O próprio Governo de Passos Coelho concluiu, em novembro passado, pela "não existência de fundamentos respeitantes à necessidade de construção desta infraestrutura para resolver problemas de qualidade da água" (parecer de uma equipa multidisciplinar designada pelo Ministério da Agricultura e Ambiente para avaliar a situação). (...)

Mas promessas são promessas... E a infraestrutura, que custa 30 milhões, endivida ainda mais o concelho (que já é devedor de mais de 80 milhões de euros), contraria o Plano Diretor Municipal (que prevê a construção da barragem noutra localização), inunda uma zona protegida (Parque Natural da Serra da Estrela, Reserva Ecológica Nacional), e destrói um conjunto patrimonial considerado único por vários especialistas em arquitetura e paisagismo (de Siza Vieira ao Centro Nacional de Cultura).

Com este quadro, Álvaro Santos Pereira foi convidado pela autarquia a deslocar-se a uma cerimónia pública, no salão nobre dos Paços do Concelho, no passado dia 28 de junho, para desembolsar 14 milhões de euros de verbas do QREN. O ministro da Economia foi, mas não assinou. À VISÃO, fonte do seu gabinete adiantou que "não estavam reunidas as condições relativas à viabilização daquele projeto, ao abrigo do Fundo de Coesão". Foi nessa noite que, segundo conta Carlos Pinto, o primeiro-ministro lhe telefonou (...)

No dia 5 de novembro último, Paulo Júlio, o agora demitido secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa, autoriza a declaração de "utilidade pública" que possibilita a expropriação.

Poucos dias depois, nova reviravolta. O secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, também ele "remodelado" na semana passada, revoga a Declaração de Impacto Ambiental que é obrigatória para a construção da barragem. (...)

Um dia antes da remodelação, na quinta-feira da semana passada, Miguel Relvas assina, como ministro que tutela as autarquias, uma nova declaração de "utilidade pública" que permite à autarquia avançar com a expropriação dos terrenos, mesmo após o ministério competente (o do Ambiente) ter colocado reservas à necessidade de construção da barragem. Ou seja, a autarquia pode, porque o Governo a autoriza, tomar posse dos terrenos e destruir o património edificado e paisagístico. (...)
“Há jogos atrás da cortina, habilidades e corrupção. Este Governo é profundamente corrupto nestas atitudes a que estamos a assistir” - D. Januário Torgal Ferreira, 16/07/2012.» (Sérgio Lavos in blog «Arrastão»)

Sem comentários:

Enviar um comentário