quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

TERRORISMO FINANCEIRO-ECONÓMICO-SOCIAL – O DESCALABRO DAS FALÊNCIAS E DO DESEMPREGO EM PORTUGAL, POR IMPOSIÇÃO DA TROIKA


Estive  a ouvir na «SIC Notícias»  dois jornalistas, uma mulher e um homem, ambos da área ideológica PSD-CDS. Na «TVI 24» estava a dar um insuportável programa de «overdose» de futebol, no pior sentido do termo futebol. Na «RTP  Informação» estava a dar um programa mais ou menos insuportável com um juiz ligado ao futebol, com um presidente da Câmara PSD e com o bastonário da Ordem dos Advogados.
Só conheço um único programa de televisão onde há todas as semanas um comentador fixo, à esquerda do PS, (não humorístico) que é o catedrático de História Fernando Rosas do Bloco de Esquerda. É às 23 horas, às quintas-feiras no canal por cabo «TVI 24».

O programa mais odioso, mais sórdido, mais hipócrita e mais parecido com o fascismo que há sobre política é o programa neofascista «Quadratura do Círculo» onde está sempre um indivíduo que andou a defender a invasão do Iraque alegando que lá havia «Armas de Destruição Maciça» (devia ser veneno para ratos) até ao dia em que o George W Bush disse que afinal era mentira; depois está outro do CDS que deve ser o maior acumulador de tachos que há em Portugal, um dos piores exemplos da corrupção legal faz a ligação entre o governo PSD-CDS e o sector privado, onde exerce cargos de administração, nomeadamente nas duas empresas que fogem ao fisco, legalmente, indo pagar os impostos à Holanda, que são a Sonae e o Pingo Doce (já diziam alguns senadores da República Romana que «nem tudo o que é legal é honesto»); e estava lá outro que foi para a Mota-Engil, a empresa, que esteve por detrás do desencadeamento da greve dos estivadores.

Embora o jornalista Mário Crespo seja afecto ao PSD e um propagandista da Direita, às 21h e 30 min (de segunda a sexta) tem um debate entre um (sempre) elemento do PSD ou do CDS contra outro do PS ou do PCP ou do Bloco de Esquerda, na «SIC Notícias».
Mário Crespo omite, sempre, o facto de a RTP financiar, directamente a SIC e a TVI, por acordo do chamado «Bloco Central», que proibiu a RTP de captar a publicidade que muito bem entendesse, para que a RTP impedida do acesso livre à publicidade ter défice, limitando a publicidade na RTP a pedido dos patrões da SIC e da TVI, duas estações de televisão privadas, financiadas, diariamente, com dinheiros públicos.

O programa humorístico «Eixo do Mal» na «SIC Notícias» tem também um elemento do Bloco de Esquerda permanente, mas é às 24 horas (aos sábados) e este horário afasta muito a audiência.

Os comentadores fixos dos outros programas que eu conheço são todos da área PSD-CDS, alguns sem partido, mas, ideologicamente, identificados com algum dos ramos do pensamento da Direita, ou então do PS, que de Esquerda tem o nome, mas é muito próximo do PSD.

O pensamento dominante é o da chamada troika interna (PSD, CDS e PS) os partidos em quem a grande maioria dos que vão votar votam, de facto.

Sociologicamente estes três partidos põe a alta burguesia acima de tudo, custe o que custar, embora a alta burguesia constitua apenas uma pequena minoria entre 2 e 5% da população.

O PS, dirigido por José Sócrates devia ter deixado falir o banco BPN, mas nacionalizou os prejuízos da gestão criminosa do banco, mas não nacionalizou os activos da sociedade detentora do Banco. São só 7 mil milhões de euros que a danosa nacionalização do BPN custou aos contribuintes portugueses. A alta burguesia é «sagrada» e 7 mil milhões de euros que os paguem os funcionários públicos e os reformados do sector público e do sector privado. Já pagaram boa parte com os seus subsídios de férias e de Natal em 2012.

Agora a coligação PSD-CDS tirou da falência o banco BANIF com dinheiros públicos. Temos aqui o ‘BPN 2’. A alta burguesia é «sagrada» (com a bênção do cardeal patriarca de Lisboa) e a fome dos portugueses pagará os prejuízos dos bancos privados.

Os neoliberais são contra o Estado, mas são a favor da nacionalização dos prejuízos dos bancos, devido a gestão incompetente ou mesmo criminosa como no caso do BPN. O BANIF irá custar aos contribuintes, provavelmente, os mesmos 7 mil milhões de euros que o BPN. Se assim for serão 14 mil milhões de euros. Os neoliberais defendem a privatização dos lucros e a nacionalização ou socialização dos prejuízos, de facto.

A troika acha muito bem nacionalizar os prejuízos dos bancos privados. Mas, para pagar esses prejuízos a troika já pôs os portugueses a passarem fome, mas acha que a recessão é ainda pequena e quer aumentá-la muitíssimo mais. A troika já anda a preparar, de facto, o «Orçamento Rectificativo 2013». Quer arrasar os funcionários públicos, os reformados, o mercado interno e o próprio país.

A religião neoliberal é a nova Inquisição da Europa ocidental com os seus fanáticos alucinados e cruéis.
A nova Inquisição é imposta pela Alemanha, perante a obediência canina dos países que estão a ser devastados ou que virão a ser devastados.
A Alemanha já destruiu a Europa por duas vezes no século XX. Agora quer destruir a Europa pela terceira vez.
Se as regras do jogo não mudarem na Zona Euro, Portugal será cada mês que passa mais devastado. Ou mudam as regras da Zona Euro ou Portugal, a Grécia, a Espanha e a Itália terão mesmo que sair da Zona Euro. É tudo uma questão de tempo.

A Alemanha não irá permitir a transformação do ilegítimo «BCE» num Banco Central verdadeiro, nem que o Estado da Alemanha tenha que se suicidar, como se suicidou em 1945. Em 1945 deixou de haver Estado na Alemanha.

Agora, Portugal tem mesmo que começar a preparar a saída da moeda euro e tem de regressar à moeda escudo, caso contrário a economia portuguesa colapsará e o desemprego irá atingir os 40%. Primeiro o desemprego irá ultrapassar os 20%, depois os 30%, e, finalmente, o desemprego real chegará aos 40%, se continuarmos na Zona Euro, que nos impõe, factualmente, recessão em cima de recessão, por imposição de Ângela Merkel e dos seus lacaios. Portugal não pode continuar na moeda euro a qualquer preço.

«A CGTP considerou hoje que as propostas do FMI correspondem a "intenções de puro terrorismo social" que generalizam o empobrecimento, enfraquecem a democracia e põem em causa a soberania do país.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu num relatório hoje divulgado uma redução até 20% no número de trabalhadores do Estado nas áreas da educação, segurança e ainda nos administrativos com baixas qualificações, que possibilitaria poupar até 2,7 mil milhões de euros.
Para aumentar a poupança na despesa pública, o FMI defendeu ainda mais reduções nos salários, nas pensões e nas prestações sociais e a colocação de mais funcionários públicos em mobilidade especial, com possibilidade de despedimento ao fim de dois anos.
"A análise das intenções divulgadas não arrepia apenas pela indiferença social perante as suas implicações sociais num povo já fustigado pelo sofrimento. Mostra que para o Governo do PSD-CDS e para a 'troika' não há limites porque se sentem impunes", afirmou a CGTP num comunicado de imprensa.
A central sindical entende que "com mais medidas de austeridade maior será a queda nos impostos, a degradação das contas públicas e o enfraquecimento da actividade económica".
"Em suma, estamos num processo de espiral recessiva que generaliza o empobrecimento, fragiliza a democracia e põe em causa a soberania do país", afirmou a Intersindical.» (In «DN» net)

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