terça-feira, 22 de janeiro de 2013

OS AMANHÃS QUE NÃO CANTAM DA UNIÃO EUROPEIA


O objectivo número um da União Europeia era melhorar a qualidade de vida da maioria esmagadora dos seus habitantes.
Cada país membro teria vantagens e desvantagens por pertencer à União Europeia, mas as vantagens seriam sempre, claramente, superiores às desvantagens.
A criação da moeda euro implicaria vantagens e desvantagens para todos os países que a ela aderissem, mas as vantagens seriam, claramente, superiores às desvantagens.
Portugal aderiu à União Europeia e alguns portugueses acharam estranho que a União Europeia pagasse para serem destruídos postos de trabalho em Portugal. Alguns portugueses estranharam que se pagasse aos agricultores para produzirem menos, estranharam que fossem abatidos barcos de pesca e com eles alguns postos de trabalho, estranharam a chamada desindustrialização e a consequente perda de postos de trabalho.

Não foram só os portugueses que acharam estranho que a moeda euro não tivesse Banco Central.
Não foram só os portugueses que acharam estranhíssimo que um falso Banco Central, chamado hipocritamente «Banco Central Europeu» ou «BCE» tivesse sido criado para emprestar dinheiro, obrigatoriamente, aos bancos privados, para estes emprestarem esse mesmo dinheiro aos Estados, cobrando juros usurários aos Estados, pela intermediação abusiva, parasitária e desnecessária. Esse falso «Banco Central Europeu» era um banco capturado pela alta burguesia financeira dos bancos privados. Os números falam por si – um banco privado recebia dinheiro do falso «BCE» a 1% e emprestava esse mesmo dinheiro a um Estado a 7, 8, 9 % de juros ou mais.

E chegámos a 2013 – Portugal para estar na moeda euro tem que pôr os portugueses  a passarem fome.
Não se vislumbram amanhãs que cantam na União Europeia, há sim recessão em cima de recessão, falências em cima de falências, desemprego em cima de desemprego, na Grécia, em Portugal, na Irlanda, na Espanha, na Itália e já um pouco na França. E assim vai Janeiro de 2013.

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