sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

«Non omne quod licet honestum est» - «NEM TUDO O QUE É LEGAL É HONESTO»


Há conceitos da Europa da Antiguidade que explicam bem a Europa de 2013.

«Non omne quod licet honestum est» - «NEM TUDO O QUE É LEGAL É HONESTO», República Romana

Um dos mais graves problemas da União Europeia é que na União Europeia «NEM TUDO O QUE É LEGAL É HONESTO».
Ângela Merkel tem andado a empobrecer os clientes das empresas alemãs. As classes médias e as outras abaixo empobrecidas, em Portugal, na Grécia, na Irlanda, na Espanha, e na Itália e já também um pouco na França, compram cada vez menos produtos alemães. A recessão já chegou à Alemanha.

Afinal o problema exclusivo exclusivamente da Grécia, como dizia Ângela Merkel, já não é só da Grécia. 
A arquitectura legislativa da União Europeia é legal mas não é honesta.  
A arquitectura legislativa da moeda euro e do chamado «Banco Central Europeu» é legal, mas não é honesta. 

A fuga ao Fisco de muitos capitalistas portugueses como Alexandre Soares dos Santos e Belmiro Azevedo é legal, mas não é honesta. Estes falsos patriotas vão pagar os impostos à Holanda, legalmente, e ao mesmo tempo desonestamente.
O neoliberalismo que está por detrás das leis legais e desonestas da União Europeia é ele em si uma ideologia desonesta. Visa o bem-estar da alta burguesia à custa do mal-estar da maioria da população de cada país. A alta burguesia oscila, por país, entre 2 e 5% da população.


Pedro Passos Coelho é um mentiroso de tal maneira progressivo, que tenta bater recordes de mentira. É bom não esquecer que ele ganhou as eleições a dizer que não ia cortar os subsídios de férias e de Natal a ninguém. Aqueles e aquelas que votaram nele pensando que essa afirmação era verdadeira devem estar mais que surpreendidos.
O que não me surpreende é a desonestidade dos «média» dominantes. Eu vi, pessoalmente, Marques Mendes com automóvel e motorista do Estado, pagos pelos contribuintes, numa festa, fazendo turismo com dinheiro dos contribuintes. Quando esteve no governo telefonava directamente para a RTP a impor a sequência e a duração das notícias, no noticiário principal, à noite. É essa experiência televisiva dos telefonemas a dar ordens governamentais à RTP que o levou a comentador semanal da TVI 24.
Hoje, fui surpreendido por João de Deus Pinheiro na «SIC Notícias» a insultar a oposição. João de Deus Pinheiro, quando foi ministro, utilizava automóvel e motorista do Estado para uso privado ilegal, pago pelos contribuintes. Utilizava instalações de uma universidade pública para trabalhar para privados, que lhe pagavam chorudas quantias, muitas da quais, segundo dizem, não eram declaradas ao Fisco. Há muita gente convencida, que se houvesse justiça a sério em Portugal, João de Deus Pinheiro seria investigado, julgado e condenado a prisão efectiva, por crimes de colarinho branco. Este PSD João de Deus Pinheiro, se fosse eficientemente investigado, mesmo a tais leis legais e desonestas não o safavam, na opinião de muita gente.
E o que se passa com os elementos do PSD envolvidos no caso BPN, que não são investigados?

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