sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

AS TRÊS CAUSAS DA CRISE DA ZONA EURO


A primeira causa foi a crise que começou nos Estados Unidos em 2008, provocada pela alta burguesia financeira sem freio.

A segunda causa é o facto de a moeda euro não ter Banco Central. O ilegitimamente chamado «Banco Central Europeu» ou «BCE» é um banco capturado pela alta burguesia financeira por culpa da Direita europeia agrupada no «PPE» («Partido Popular Europeu») e de alguns partidos autoproclamados de Esquerda, agrupados na «Internacional Socialista» (onde estão agrupados os partidos chamados de socialistas juntamente com o SPD) e no «Partido Socialista Europeu».
Este erro colectivo não foi uma golpada dos alemães, foi um erro colectivo, de que a Alemanha se está a aproveitar, conjunturalmente. Aliás, Portugal não tem grandes razões de queixa da Alemanha, porque as tropas portuguesas entraram na II Guerra Mundial do lado da Alemanha, integradas na Divisão Azul da Wehrmacht, e alguns militares portugueses da Divisão Azul da Wehrmacht deram a vida pela Alemanha.


Os países que foram invadidos pela Alemanha na II Guerra Mundial é que têm graves razões de queixa da Alemanha e os judeus, que foram exterminados à escala industrial.
A ideologia que está por detrás da arquitectura legislativa da moeda euro e do falso «BCE» é o neoliberalismo. Um Banco Central verdadeiro tem vantagens e desvantagens para todos. Têm que haver uma dívida colectiva (os chamados «eurobonds») e empréstimos directos aos Estados a 0% de juros, de modo semelhante ao que faz a Reserva Federal dos Estados Unidos.

A terceira causa é o facto de os donos do capital não investirem.
Em países como a Grécia, Portugal, a Espanha e a Itália a classe empresarial não tem investido para haver crescimento. Entregar o crescimento aos privados, e se estes não investem não há mesmo crescimento nenhum. Não lhes apetece investir e não investem.
Ora, Portugal não precisa de pôr a sua população a morrer à fome, precisa sim de crescimento económico e esse crescimento é que irá pagar o Estado social. Uma classe empresarial que não investe é muito perigosa.

Sem comentários:

Enviar um comentário