quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A MOEDA EURO E O «BCE» E AS CLASSES SOCIAIS


Uma das características da Direita europeia é que tem medo de certas palavras, de opiniões, fundamentadas, contrárias às suas.
O jornal «Diário de Notícias» em tempos tinha uma coluna semanal da activista do Bloco de Esquerda Joana Amaral Dias e outra, também semanal, do jornalista do PCP Rúben de Carvalho.
Não é que esses textos semanais influenciassem muito os leitores, mas quando entrou o actual director, uma das primeiras coisas que fez foi proibir as crónicas de Joana Amaral Dias e de Rúben de Carvalho, devido à sua elevada qualidade argumentativa. Não foi a falta de qualidade que levou à proibição dessas crónicas, mas a sua elevada qualidade. Isto quer dizer que o que a Direita mais teme são os argumentos da Esquerda bem fundamentados.
É por isso que somos massacrados, sobretudo nas televisões com a publicidade semanal do PSD pelo activista do PSD e professor de Direito Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI. Depois aparecem uns poucos de activistas da Direita a massacrar-nos, com o rótulo de «independentes», como são os jornalistas do jornal «Expresso» todas as semanas na «SIC Notícias», como o «independente» Mário Crespo entre as 21h e as 21h e 30 minutos a massacrar-nos de segunda a sexta, na «SIC Notícias», quase sempre com um apoiante da Direita, ou até mesmo com um membro do governo PSD-CDS. O caso do Mário Crespo tem um lado positivo que é o facto de entre as 21h e 30 min e as 22h ter um elemento do PSD ou do CDS a ser contraditado, por alguém do PS, do Bloco de Esquerda ou do PCP.
O jornalista da «SIC Notícias» José Gomes Ferreira é outro propagandista do governo PSD-CDS que aparece como «independente». E muitos mais.
Ora, para a Direita europeia, é necessário seguir a ideia do alemão Joseph Goebbels de que «uma mentira de tantas vezes ser repetida acaba por se transformar em verdade».
A moeda euro e o falso «Banco Central Europeu» ou «BCE» têm uma arquitectura legislativa que representa a captura do falso «BCE» pela alta burguesia financeira. É chocante o facto de o falso «Banco Central Europeu», em condições normais, estar proibido de emprestar dinheiro directamente aos Estados da moeda euro e ser obrigado a emprestar a 1% ou a 0,75% dinheiro aos bancos privados para esses bancos privados emprestarem esse mesmo dinheiro  a 7%, 8%, 9% ou mais aos Estados.
A moeda euro e o falso «Banco Central Europeu» enquanto estiverem capturados pela alta burguesia financeira serão sempre um factor de crise.
Os «resgates» na Zona Euro implicam uma colossal transferência de riqueza das classes médias e das outras abaixo para a alta burguesia, do Trabalho para o Capital.
É muito importante para a alta burguesia e para os seus capatazes PSD-CDS que nas televisões não se fale muito na estratificação da sociedade em classes sociais.
Uma das tragédias da Europa em 2013 é a submissão da maioria esmagadora da população aos interesses da pequena minoria que é a alta burguesia, que oscila entre os 2 e os 5% da população, conforme os países.
O neoliberalismo, que domina Portugal e a União Europeia é uma ideologia fabricada para defender os interesses da alta burguesia.

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