quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A MITOLOGIA DEMOCRÁTICA E A MITOLOGIA GREGA ANTIGA


Está na moda a mitologia democrática. Vamos analisá-la.
A actual mitologia democrática é tão verdadeira como a mitologia da Grécia Antiga.
A Barbárie em Nome da Democracia foi assumida por George W Bush e também foi assumida por Barack Obama. George W Bush criou a rede de Raptos, Tortura e Assassínios Guantánamo e Sucursais. A União Europeia participou e participa nesta rede a coberto do «Segredo de Estado».
George W Bush na sua cadeira do poder escolhia quem condenava à morte sem julgamento e ordenava os respectivos assassinatos recorrendo, nomeadamente, a assassinos de moto segundo o modelo da Máfia da Sicília, e a aviões sem piloto, chamados drones. O jornal «The New York Times» revelou que Obama fazia condenações à morte sem julgamento e que mandava fazer as respectivas execuções, recorrendo sobretudo a drones. Barack Obama encarou esta notícia do jornal «The New York Times» como um elogio. Tanto George W Bush como Barack Obama também recorreram a acções de tropas especiais aerotransportadas para consumarem as execuções. As condenações à morte sem julgamento e respectivas execuções fazem-nos recuar à Barbárie anterior à invenção do Direito pela República Romana (na Antiguidade).
Tudo que seja guerra colonial para saque de poços de petróleo chama-se «guerra de democratização», atrás de imaginárias «Armas de Destruição Maciça» ou não, como aconteceu no Iraque e na Líbia, ambos os países «nadam em petróleo».
Convém não esquecer que o ditador italiano proto-fascista germanófilo Mário Monti, roubou, no sentido preciso da palavra roubar, dinheiro à família de Kaddafi, depois deste ter sido ferido gravemente por um avião invasor dos Estados Unidos e de ter sido torturado até à morte, por ordem de Barack Obama. Foi um roubo de um ditador em nome da Democracia.
As hipóteses de envenenamento de Hugo Chávez com produto cancerígeno são hipóteses fundamentadas, pelo perigo que ele representava para a mitologia democrática, pois governava por ganhar as eleições, e não em ditadura como o italiano Mário Monti, que ninguém elegeu para governar a Itália.
A «Primavera Árabe» é um conceito inventado pela mitologia democrática, que se pode dizer que corresponde às ditaduras medievais da Arábia Saudita, do Quatar e do Bahrein. A «Primavera Árabe» é chamar democracias às ditaduras religiosas medievais do Bahrein, do Quatar e da Arábia Saudita, porque são regimes apoiados pelas democracias da NATO.
Um dos aspectos mais marcantes da mitologia democrática é esconder o facto de o nazismo alemão ser um produto da Democracia. Adolf Hitler chegou a chanceler da Alemanha da mesma maneira que Ângela Merkel, ganhando as eleições. Auschwitz é um produto indirecto da Democracia. Hitler ganhou eleições livres, de acordo com a Constituição democrática da República Alemã de Weimar. Quer isto dizer que quem votou em Adolf Hitler sabia muito bem o que estava a fazer. Tudo o que se seguiu à vitória eleitoral de Adolf Hitler era mais que previsível.
A mitologia democrática actual quer, a todo o custo, separar o conceito Democracia de Direitos Humanos. Mas a Democracia contemporânea, tal como eu a entendo, é indissociável do conceito Direitos Humanos, nela não devia caber a Barbárie em nome da Democracia como a Rede de Rapto, Tortura a Assassínio Guantánamo e Sucursais.


Obs. Costumo ler o blog de Esquerda «5 Dias net». Chamo a atenção da Raquel Varela para o facto de não existir nenhum quadro de Van Gogh chamado «Farmers at work». Van Gogh não sabia falar inglês e os nomes dos seus quadros eram quase todos em francês ou então na sua língua materna o holandês. Não há quadros de Van Gogh com nome em inglês. Há nomes de quadros de Van Gogh traduzidos para português e também para inglês. Estaria mais correcto escrever debaixo do quadro de Van Gogh «Camponeses a trabalhar» ou «Camponeses no trabalho». O nome original do referido quadro é «Paysans Au Travail» e foi pintado na França.
Traduzir o nome original é mais correcto para a língua portuguesa. Podem ver o quadro aqui.

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