sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A CRISE DA ZONA EURO ESTÁ A SER UM GRANDE NEGÓCIO PARA ALTA BURGUESIA


A ausência de Banco Central para a moeda euro, esta ausência de Banco Central para a moeda euro é um crime colectivo dos partidos da Direita agrupados  no «PPE» («Partido Popular Europeu») e dos autoproclamados partidos socialistas agrupados com o SPD no «Partido Socialista Europeu». Não sabia que para o Partido Socialista da França Keynes é um criminoso, porque o PSF de François Hollande assinou um Tratado que criminaliza as teorias de Keynes. O chamado «Banco Central Europeu» ou «BCE» não é um Banco Central, é, factualmente, um Banco capturado pela alta burguesia financeira e que está a fazer bons negócios a emprestar dinheiro a juros aos países «em resgate».
O falso «Banco Central Europeu» ao emprestar dinheiro aos países em resgate impõe um caderno de encargos que é, de facto, uma colossal transferência de riqueza das classes médias e das outras classes abaixo para a alta burguesia. O falso «Banco Central Europeu» e a falsa «Comissão Europeia» (que é de facto a Comissão da Alta Burguesia Europeia) impõem a privatização dos lucros e a nacionalização ou socialização dos prejuízos e a precarização do Trabalho a favor da arbitrariedade do Capital, cujo eixo central foi a imposição do despedimento sem justa causa que em Portugal foi aprovado pelos sindicalistas anti-operários e pró-Capital da UGT.


«Dívida de Portugal rendeu 57% a quem nela investiu

Enquanto os portugueses são esmagados pelo pagamento dos juros da dívida, há quem ganhe muito com ela. O ranking elaborado pela Bloomberg revela que o investimento em obrigações do tesouro português deu um retorno de 57%, o mais alto da Europa, quase o dobro do que renderam as obrigações da Irlanda.
O compromisso assumido em Julho pelo presidente do BCE, Mário Draghi, que prometeu “fazer o que for preciso” para salvar o euro é apontado como a causa da surpreendente rendiblidade das dívidas de Portugal, Irlanda e Itália. 
Bancos e investidores que compraram títulos da dívida portuguesa tiveram uma rendibilidade excecional: 57% no ano de 2012, a mais alta da Europa, segundo o ranking elaborado pela agência de informações económicas Bloomberg, em conjunto com a EFFAS – European Federation of Financial Analysts Societies.

Em segundo lugar aparecem os títulos da dívida irlandesa, que renderam 29,3%, seguindo-se a Itália (+20,75%), a Bélgica (+16,6%) e a Áustria (10,5%).

A Bloomberg afirma que 2012 foi o melhor ano de sempre para a dívida soberana europeia (retorno anual de 12%), o maior desde que a Bloomberg começou a reunir dados para este ranking, em 1999.» (In «Esquerda Net»)


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