sábado, 29 de dezembro de 2012

PORTUGAL – RECESSÃO EM CIMA DE RECESSÃO E MENTIRAS EM CIMA DE MENTIRAS


A ausência de Banco Central para a moeda euro é algo muito desastroso. O chamado «Banco Central Europeu» ou «BCE» não é um Banco Central, é um cavalo de Tróia da alta burguesia financeira.
É pouco falado este aspecto.

«Se nós tivemos de nos endividar nos últimos 20 anos para compra de habitação isso não significa que tenhamos vivido acima das nossas possibilidades, mas abaixo delas. Os salários portugueses mantiveram-se tão baixos nos últimos 20 anos que as pessoas para resolverem este direito básico que é a habitação tiveram de se endividar» (Raquel Varela in jornal «i» net)

«Em Portugal a mentira foi institucionalizada. A troika, o governo, os comentadores de economia e os jornalistas que hegemonizam o espaço televisivo e a imprensa ignoram as implicações do enorme fracasso da execução orçamental de 2012 e a sua mais que previsível repetição em 2013. Perante o desastre económico e social que está em curso, os alucinados proclamam que estamos no bom caminho e até já temos resultados positivos.» (Jorge Bateira, economista, in jornal «i» net)

Ontem, às 23 horas, o programa da «SIC Notícias» de propaganda do jornal «Expresso» (às sextas-feiras), que tal como a SIC pertence ao PSD Pinto Balsemão, foi interessante. «Expresso o jornal que faz opinião» pró-PSD, apoiou activamente, o candidato do PSD às últimas duas eleições presidenciais, Cavaco Silva, que, diferentemente da publicidade enganosa do «Expresso», é um homem incoerente e que não tem estado à altura do cargo que ocupa. O «Expresso» tem apoiado o PSD não só nas campanhas eleitorais, como também na prática governativa.
O director do «Expresso», mais um propagandista da Direita portuguesa, pediu desculpa aos telespectadores da «SIC Notícias», porque na semana anterior esteve no painel de convidados um burlão, já acusado e condenado a prisão efectiva por burla, já cumprida, que se fez passar por um funcionário da ONU. Depois um jornalista do «Expresso» apresentou as mesmas desculpas.
No painel de convidados estava uma especialista em História do século XIX, que mais parecia, uma advogada de defesa do Passos Coelho, do Vítor Gaspar, do Miguel Relvas, da troika e da Ângela Merkel. As palavras desta mulher causaram-me tanta repugnância que desliguei o televisor.
É curioso que nem o director do «Expresso» nem o outro jornalista pedem desculpa por levarem ao programa falsos independentes, que são propagandistas do PSD. Mas, no essencial, esses e essas falsos independentes pró PSD são também uns burlões e umas burlonas, praticam a burla legal, de enganarem os telespectadores.

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