quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

OS JUDEUS E A PALESTINA I



No ano de 135 d.C. o imperador romano Adriano, o segundo imperador romano mais poderoso de sempre, logo a seguir a Trajano, mandou arrasar Jerusalém, disse aos seus militares para arrasarem de tal maneira Jerusalém, para que não ficasse pedra sobre pedra. Assim foi dito e assim foi feito, embora se admita que ficou um bocado de um muro. E mandou chacinar todos os judeus que se revoltaram contra ele. Praticamente todos os militares e políticos judeus envolvidos na revolta foram chacinados. Os judeus como entidade política deixaram pura e simplesmente de existir.

Foram obrigados a sair da Judeia, a que o imperador Adriano mudou o nome para Palestina, e espalharam-se pelo Império Romano. Começou a chamada diáspora judaica, por imposição do imperador Adriano.

Em 324 Constantino restabeleceu a unidade do Império Romano, o imperador fez de Bizâncio a sua nova capital, mudando-lhe o nome para Constantinopla. Com ele, abre-se um período de prosperidade para a Palestina.
Em 326 a sua mãe, Helena, visitou a Palestina e ordenou a construção de duas novas igrejas, uma em Belém, suposto local do nascimento de Jesus Cristo (Igreja da Natividade) e outra no Monte das Oliveiras em Jerusalém, onde, segundo a historicidade cristã, Jesus teria ascendido ao céu (Igreja da Ascensão). O próprio Constantino ordenou que fosse retirado o entulho acumulado no Gólgota, onde foi erguida a Basílica do Santo Sepulcro. A Palestina tornou-se então um local de peregrinação, que atraía visitantes de todo o império. A região assistiu também ao desenvolvimento do monaquismo cristão. A construção de monumentos, igrejas, hospícios e mosteiros conheceu novo desenvolvimento com a fixação na Palestina de Eudócia, esposa do imperador Teodósio II, no ano de 444.

Durante o califado de Abu Bakr (632-634), os árabes tentaram a conquista da Palestina com o envio de várias expedições. Abu Bakr faleceu sem assistir ao sucesso destas tentativas, que seriam concretizadas durante o califado do seu sucessor, Omar (634-644). Após a derrota dos bizantinos na Batalha de Yarmuk, a 20 de Agosto de 636, toda a Palestina, com excepção de Jerusalém e da Cesareia, caíram em mãos árabes (as localidades não conquistadas em 636 renderam-se aos árabes em 638 e 640 respectivamente).
Omar dividiu a Palestina em duas regiões administrativas, a Jordânia (Al-Urdunn) e a Palestina (Filastin). A primeira incluía a Galileia e Acre, estendo-se a este para o deserto. A Palestina era a região a sul do planalto de Esdraelon, tendo como capital primeiro Lida e depois de 716, Ramallah.
Em Jerusalém Omar visitou a área do Monte do Templo, onde ordenou a construção da Mesquita de Al-Aqsa.

Ao longo dos séculos os judeus foram muito melhor tratados pelos muçulmanos do que pelos cristãos. Não foram os muçulmanos que os andaram a queimar vivos em praças públicas através da Inquisição, mas sim os cristãos.

Os alemães do III Reich decidiram exterminá-los, homens mulheres e crianças de todas as idades em fábricas de matar pessoas.


O cálculo mais bem fundamentado é a afirmação de que os alemães exterminaram cerca de seis milhões de judeus, homens mulheres e crianças de todas as idades.

A criação do Estado de Israel em 1948 foi uma consequência directa da II Guerra Mundial, do martírio a que os judeus foram sujeitos pelos alemães. As normas desta criação foram estabelecidas pela ONU em 1947, por prévio mútuo acordo, pelas potências que passaram a dominar o Mundo, após vencerem a II Guerra Mundial, que foram a Rússia Soviética (ou União Soviética), dirigida por Estaline, e os Estados Unidos. É pouco conhecido o facto de Estaline ter sido o principal criador, formal, do Estado de Israel.

Em 29 de Novembro de 1947, a Organização das Nações Unidas na Assembleia Geral decidiu com 33 votos a favor, 13 contra,  10 abstenções e 1 ausência, a favor do Plano de Partilha da Palestina por dois Estados, um judeu e outro árabe-palestiniano. A votação final foi a seguinte:

A favor (33 países):
América Latina e Caribe (13 países):
Bolívia, Brasil, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela

Europa Ocidental (8): Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Suécia

Europa Oriental (5): Checoslováquia, Polónia, República Socialista Soviética da Bielorrússia, RSS da Ucrânia, União Soviética

América do Norte (2): Canadá, Estados Unidos

Outros (2): Nova Zelândia, Austrália

África (2): Libéria, África do Sul

Pacífico (1): Filipinas



Contra (13 países):

Ásia (9):
Afeganistão, Arábia Saudita, Iémen, Índia, Irão, Iraque, Líbano, Paquistão, Síria

Europa e Ásia Menor (2): Grécia e Turquia

África (1): Egipto

América Latina (1): Cuba



Abstenções (10 países)

América Latina (6):
Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México

Ásia-Pacífico (1): República da China

África (1): Etiópia

Europa (2): Reino Unido, Jugoslávia



Ausente: (1 país)

Ásia: Tailândia


Guerra de 1948

A guerra árabe-israelita de 1948, geralmente conhecida pelos israelitas como Guerra da Independência  e considerada pelos palestinianos como parte de al-Nakba  'A Catástrofe', começou em 15 de maio de 1948, logo após a declaração de independência de Israel, e terminou após os vários acordos de cessar-fogo entre israelitas (que foram apoiados militarmente pelos Estados Unidos, nomeadamente com aviões alemães, capturados pelos EUA após a rendição incondicional da Alemanha na II Guerra Mundial) e árabes, firmados entre Fevereiro e Julho de 1949.

A guerra foi um desdobramento da Guerra Civil na Palestina Mandatária (1947-1948). A guerra foi declarada pelos estados árabes, que haviam rejeitado o Plano da ONU de Partilha da Palestina (Resolução 181 das Nações Unidas), segundo o qual a Palestina, ainda sob mandato britânico, seria dividida em um estado árabe e um estado judeu.
Os confrontos tiveram início em 15 de maio de 1948, logo após a declaração de independência de Israel, que precipitou o fim do Mandato Britânico na Palestina, quando já estava em curso uma guerra civil na Palestina, iniciada em 1947.


Guerra de 1956

A Guerra do Suez, de 1956, foi uma operação conjunta de Israel, Reino Unido e França, na qual Israel invadiu a Península do Sinai e as forças francesas e britânicas ocuparam o porto de Suez para ostensivamente separar as partes conflituosas, apesar de a real motivação destes dois últimos países ter sido a de proteger os interesses dos investidores no Canal do Suez. Esses interesses tinham sido afectados devido à decisão do presidente egípcio, Gamal Abdel Nasser de nacionalizar o canal.
Israel justificou a invasão do Egipto pela necessidade de se proteger de ataques à sua população civil pelos fedayin e de restaurar os direitos de navegabilidade pelo estreito de Tiro, que os egípcios reclamavam estar nas suas águas territoriais. As forças invasoras concordaram em se retirar, sob pressão internacional, particularmente dos Estados Unidos da América e da União Soviética. Israel retirou da Península do Sinai, que foi ocupada por uma força da Nações Unidas (UNEF), em troca de garantias de utilização e navegabilidade no canal, que afinal ficou sob o controle do Egipto.


Guerra de 1967

A chamada Guerra dos Seis Dias decorreu entre 5 e 10 de Junho de 1967. Foi desencadeada por Israel, devido ao facto de os Estados Unidos lhe terem fornecido material de guerra muito moderno, sobretudo aviões e tanques, contra o Egipto, a Jordânia e a Síria.

Esta guerra foi decidida pela qualidade do material de guerra fornecido pelos EUA a Israel, enquanto que o material de guerra dos árabes era obsoleto. Israel expandiu-se territorialmente, ocupando a Cisjordânia (conquistada à Jordânia), a Faixa de Gaza e a Península do Sinai conquistadas ao Egipto e os judeus estenderam a sua ocupação do Egipto até ao canal de Suez. Os Montes Golan foram conquistados à Síria. Chamar a esta guerra israelo-árabe é mentira, porque foi, factualmente, uma guerra de Israel e dos Estados Unidos contra os árabes.


Guerra de 1968-1970

Foi iniciada pelo Egipto com o objectivo de recuperar a Península do Sinai. A guerra terminou com um cessar-fogo assinado entre os países em 1970 com as fronteiras no mesmo lugar de antes de a guerra começar, devido ao apoio directo dos Estados Unidos a Israel.



Guerra de 1973 ou Guerra do Yom Kippur

A 6 de Outubro de 1973 os exércitos do Egipto e da Síria atacaram de surpresa Israel durante a celebração do Yom Kippur, com o objectivo de reconquistarem os territórios que tinham perdido.
Os egípcios e sírios avançaram durante as primeiras 48 horas devido ao apoio em material de guerra moderno da União Soviética.
Toda a força aérea israelita foi abatida pelos mísseis russos. Os mísseis russos fizeram também uma razia nos tanques israelitas, sobretudo no Sinai.
Os Estados Unidos entraram, unilateralmente, na guerra ao lado de Israel, senão tinha colapsado a defesa do Estado de Israel.
A força aérea dos Estados Unidos entrou directamente na guerra, em substituição da israelita, tendo a base das Lajes nos Açores sido decisiva para o reabastecimento dos aviões militares, vindos directamente dos Estados Unidos.
A entrada directa dos Estados Unidos na Guerra deu clara vantagem aos israelitas.
Os israelitas avançaram sobre Damasco, mas então receberam um ultimato da União Soviética, dizendo mais ou menos isto «nem mais um metro de avanço ou entramos imediatamente na guerra do lado dos árabes».
Os Estados Unidos não estavam dispostos a começar a III Guerra Mundial por causa de Israel. E assim acabou a guerra.

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