sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O NATAL E AS SATURNÁLIAS


A Civilização Europeia começou na Grécia, tendo atingido um nível elevado na arte, na Literatura, na Filosofia e na política com a invenção do conceito Democracia em Atenas, pelo menos, no século V a.C..
Os gregos achavam que a vida não era só trabalho e inventaram os divertimentos, como o teatro e os Jogos Olímpicos.
Os romanos conquistaram a Grécia, em 146 a.C., e deixaram-se influenciar por uma civilização muito mais avançada que a deles, sobretudo na arte e na religião.
Há muitos documentos coevos (da época) sobre a vida de Maomé, exteriores ao Corão.
Se realmente Jesus Cristo existiu mesmo, e eu acho que sim, e que seria mais um pregador entre centenas que havia no Império Romano, é muito estranho o desaparecimento de todos os documentos coevos (da época) sobre a vida de Jesus Cristo, exteriores aos cristãos. Penso eu, que foram os cristãos que os destruíram todos para criarem uma nova mitologia, alternativa à mitologia grega. A Bíblia é, em minha opinião, um livro cheio de falsidades sobre a vida de Jesus Cristo, especialmente «os milagres» e a «ressurreição». Uma curiosidade do Cristianismo é o facto de os papas serem infalíveis. Para mim, nessa lógica, os mais infalíveis foram os do tempo da Inquisição.
O Natal foi a mudança de nome e de ritual das Saturnálias romanas, festas do solstício de Inverno. A festa do «Natal» é pois muito anterior ao cristianismo, só que se chamava festa das Saturnálias.
Os romanos diziam que para o povo se sentir bem precisava de «pão e circo», tinham consciência de que a vida não podia ser só trabalho.
Sendo o português uma língua de base latina e o cristianismo trazido pelos romanos para a Península Ibérica, acho que devemos comemorar as festas que estão na base da nossa cultura e, por isso, da nossa identidade.

«As Saturnálias eram um festival romano em honra ao deus Saturno que ocorria no mês de Dezembro, no solstício de Inverno (era celebrada no dia 17 de Dezembro, mas ao longo dos tempos foi alargada à semana completa, terminando a 23 de Dezembro). As Saturnálias tinham início com grandes banquetes e sacrifícios; os participantes tinham o hábito de saudar-se com “io Saturnalia”, acompanhado por doações simbólicas. Durante estes festejos subvertia-se a ordem social: os escravos comportavam-se, temporariamente, como homens livres; elegia-se, à sorte, um "princeps" - uma espécie de caricatura da classe nobre - a quem se entregava todo o poder. Na verdade a conotação religiosa da festa prevalecia sobre aquela social e de "classe". O "princeps" vinha geralmente vestido com uma máscara engraçada e com cores chamativas, dentre as quais prevalecia o vermelho (a cor dos deuses).
Segundo Pierre Grimal, Saturno é um deus itálico e seu culto foi importado da Grécia para Roma, como ocorreu com diversos outros deuses. Ele teria sido expulso do monte Olimpo por Zeus e se instalado no Capitólio, onde fundou um povo chamado Saturnia. Acredita-se também que foi acolhido por Jano, igualmente oriundo da Grécia. Seu reinado na região do Lácio ficou conhecido como a "Idade do Ouro", pela paz e prosperidade alcançadas. Segundo os relatos lendários, nesse período Saturno teria continuado a obra civilizadora de Jano e ensinou à população a prática da agricultura.» (In «Wikipedia», língua portuguesa)

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