sábado, 22 de dezembro de 2012

ISRAEL CONTRA OS ÁRABES - UMA PAUSA NAS GUERRAS OU OS ACORDOS DE PAZ ISRAEL-OLP


Acho útil referir, mais uma vez, todo o formalismo na ONU, que deu origem à divisão da Palestina em dois Estados, o Estado de Israel para os judeus e o Estado da Palestina para os árabes-palestinianos, nomeadamente devido ao facto de muitos comunistas ignorarem o grande apoio dado por Estaline à divisão da Palestina em dois Estados, um para os judeus e outro para os árabes-palestinianos.
A criação do Estado de Israel em 1948 foi uma consequência directa da II Guerra Mundial, do martírio a que os judeus foram sujeitos pelos alemães. As normas desta criação foram estabelecidas pela ONU em 1947, por prévio mútuo acordo, pelas potências que passaram a dominar o Mundo, após vencerem a II Guerra Mundial, que foram a Rússia Soviética (ou União Soviética), dirigida por Estaline, e os Estados Unidos. É pouco conhecido o facto de Estaline ter sido o principal criador, formal, do Estado de Israel.

Em 29 de Novembro de 1947, a Organização das Nações Unidas na Assembleia Geral decidiu com 33 votos a favor, 13 contra, 10 abstenções e 1 ausência, a favor do Plano de Partilha da Palestina por dois Estados, um judeu e outro árabe-palestiniano. A votação final foi a seguinte:

A favor (33 países):
América Latina e Caribe (13 países):
Bolívia, Brasil, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela

Europa Ocidental (8): Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Suécia

Europa Oriental (5): Checoslováquia, Polónia, República Socialista Soviética da Bielorrússia, RSS da Ucrânia, União Soviética

América do Norte (2): Canadá, Estados Unidos

Outros (2): Nova Zelândia, Austrália

África (2): Libéria, África do Sul

Pacífico (1): Filipinas



Contra (13 países):

Ásia (9):
Afeganistão, Arábia Saudita, Iémen, Índia, Irão, Iraque, Líbano, Paquistão, Síria

Europa e Ásia Menor (2): Grécia e Turquia

África (1): Egipto

América Latina (1): Cuba



Abstenções (10 países)

América Latina (6):
Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México

Ásia-Pacífico (1): República da China

África (1): Etiópia

Europa (2): Reino Unido, Jugoslávia



Ausente: (1 país)

Ásia: Tailândia

No princípio da década de 1990 Israel, liderado pelo general Yitzhak Rabin, do partido trabalhista, aceitou conversações com a OLP para a elaboração de acordos de paz. Yasser Arafat, exilado na Tunísia, foi reconhecido por Israel como um líder legítimo dos palestinianos.
As conversações para chegar a um acordo formal foram patrocinadas pelo governo da Noruega e, por isso, o processo de pacificação ficou conhecido como Acordos de Paz de Oslo.
Foram debatidos acordos sobre terras para o estabelecimento de uma entidade autónoma palestiniana na Faixa de Gaza e na Cisjordânia em troca do reconhecimento formal do direito de existência do Estado de Israel pela OLP e pela renúncia à prática de actos terroristas.
Pelos acordos, o governo palestiniano duraria cinco anos de maneira interina, durante os quais seriam negociadas (a partir de Maio de 1996) as questões sobre Jerusalém Oriental, direito de retorno, colonatos judaicos e segurança. A Palestina foi dividida em áreas:
Área A - controle total pela Autoridade Palestiniana.
Área B - controle civil pela Autoridade Palestiniana e controle militar pelo Exército de Israel.
Área C - controle total pelo Governo de Israel.
O acordo entre Israel e a OLP foi firmado na cidade de Taba, no Egipto, em 24 de Setembro de 1995 e ratificado quatro dias mais tarde, em 28 de Setembro de 1995, pelo Primeiro-Ministro Yitzhak Rabin e por Yasser Arafat.
Sectores israelitas extremistas pressionavam o governo e a sociedade israelita contra o processo de paz.
Em 4 de Novembro de 1995, o Primeiro-Ministro general Yitzhak Rabin foi assassinado por um militante extremista judeu, após um evento pacifista na cidade de Tel Aviv.

Não acredito que o assassinato do general Yitzkak Rabin tenha sido um acto isolado de um homem. Estou convencido que foi uma conspiração.
O assassinato do general Yitzahk Rabin, significou, na prática, a quebra unilateral pelos israelitas dos acordos de paz com os palestinianos.
Mais grave do que ter sido uma conspiração o assassinato do general Yitzahk Rabin, foi o facto, posteriormente comprovado por resultados eleitorais e por sondagens, de a maioria dos israelitas não querer reconhecer os direitos dos palestinianos e desejar continuar em guerra permanente contra os árabes, e até contra islâmicos não árabes, que são os iranianos ou persas. Chamo a atenção para o facto de um elemento fundamental da cultura persa se manter no Irão actual, que é a língua persa.

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