sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

FACEBOOK - UM OLHAR CRÍTICO


Detesto o «Facebook», porque o «Facebook foi feito para as pessoas que amam a Censura. De diferentes ideologias, o que tem em comum as pessoas do «Facebook» é o seu amor à Censura, porque a ideia de criar o «Facebook» foi lutar contra a Liberdade que havia na Internet, foi a ideia de ganhar dinheiro com a faixa de mercado dos que amam a Censura.
Os criadores do «Facebook» perceberam que o planeta Terra está cheio de pessoas que odeiam a Liberdade. A Inquisição do «Facebook» protege quem lá escreve da Liberdade, esse odioso conceito. Tenho conta no «Facebook», por curiosidade, nomeadamente para analisar as variadas ideologias do ódio mortal à Liberdade. Se não odiassem a Liberdade as pessoas não precisavam da protecção da Inquisição do «Facebook».
Mas, desde que a empresa «Google» comprou a «Blogger» começou a Censura Google na «Blogger», mas tem padrões censórios menos restritivos do que a Censura Facebook a Censura dos novos donos da «Blogger», embora a Censura Google tenha um apetite especial pela Censura à Arte, nomeadamente, aos 'perigosíssimos' Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci, Giulio Romano, Ingres, Courbet e Picasso.
Às vezes aparecem textos com interesse no «Facebook».


«No país em que eu nasci
 por Mário de Carvalho.»

«No país em que eu nasci, quem mandava eram os ricos que encarregavam das tarefas sujas uns professores de Coimbra e uns militares que por sua vez comandavam legiões de desgraçados. Durante gerações, houve pessoas, em número mínimo, que beneficiaram duma vida remansosa dentro dum circuito fechado e protegido. A sua insensibilidade social era completa. Nem se apercebiam de que em volta havia pobre gente maltratada, humilhada, presa, espancada. Se lhe chegassem rumores (através das criadas, por exemplo) considerariam que era natural. O imperfeito mundo funcionava assim mesmo, éramos "um país pobre", resignassem-se. E até encontravam uma especificidade nacional justificativa do nosso fascismo doméstico. Era desumano? Paciência. Havia oratórios, terços, missas, e em calhando cilícios e bodos aos pobres. A desumanidade redimia-se nos ritos.

De repente (surpresa para eles) caiu-lhes uma revolução em cima, transtornou-lhes os planos, estremeceu-lhes as carreiras, desmarcou-lhes as festas. O que se chama, na sabedoria popular "uma patada no formigueiro".

Nunca perdoaram esses momentos – fugazes – de perturbação das pequenas vidas. Não tardariam, eles e seus descendentes, a ser repostos nos lugares de antes (em circunstâncias e conluios que não importa agora rever) mas num quadro jurídico e institucional diverso: a democracia. Essa incomodidade áspera, própria de intelectuais irrealistas, operários transviados e outros lunáticos, mostrava-se demasiado imponente para se derrubar de golpe? Dissimulasse-se. Corroesse-se por dentro. Desviassem-se os recursos do Estado. Praticasse-se uma permanente cleptofilia. E, dentada a dentada, sangria a sangria, desgaste a desgaste, chegou o momento que julgaram oportuno para rasgarem as fantasias e voltarem aos plenos poderes de antes, a coberto dos seus criados. A vingança serve-se fria. Há um nome francês que se usa no caso: "révanche".»

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