quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

EQUÍVOCOS DA POLÍTICA



«se a lei permite está mal, mas é a lei, que foi feita para os politicos que não são sérios...quer dizer todos os politicos, pois não conheço nenhum sério, mas no passado tivemos um homem sério chamado António Oliveira Salazar.
Mais nenhum, nos ultimos setenta anos.» (Comentador anónimo de um texto do jornal «Sol» net)

António Oliveira Salazar não era honesto. Por meios corruptos chegou a professor catedrático da Universidade de Coimbra sem antes ter feito o doutoramento, como exigiam as leis da época.
Salazar governava em Ditadura, não havia liberdade de opinião.
E as negociatas dos amigos do Salazar como o Henrique Tenreiro?
E a devastação da costa do Algarve pelos empreiteiros corruptos?
E não era inteligente o Salazar, Portugal era dos países mais atrasados da Europa. Nunca percebeu que era necessário dar a independência às colónias, que essa independência era inevitável, como foi mesmo.
Salazar permitiu que o António Champalimaud roubasse os seus próprios irmãos.
Salazar era aliado de Hitler e mandou tropas portuguesas de «voluntários» combater na Divisão Azul da Wehrmacht. Quando soube do suicídio de Hitler Salazar decretou luto nacional em Portugal, durante três dias, e mandou colocar a bandeira de Portugal a meia-haste em honra do ex-chefe de Estado da Alemanha.
Os concursos na função pública eram falseados para favorecer os amigos dos amigos do Salazar.
Salazar era um político profissional.
Na III República, criada pela Revolução de 25 de Abril de 1974, a corrupção é mais visível do que era no regime do Salazar, porque agora há liberdade de imprensa e no tempo do Salazar a Censura abafava os casos de corrupção.
Os políticos da oposição no regime do Salazar eram presos e agora podem concorrer, livremente, às eleições.
Passaram por muitos partidos políticos da III República, quer do poder quer da oposição homens e mulheres absolutamente mentirosos e mentirosas e absolutamente maus e absolutamente más, sádicos e sádicas, absolutamente desonestos e desonestas. Mas no tempo do Salazar acontecia o mesmo.
O Passos Coelho e o Vítor Gaspar são uns traidores, mas só estão no poder até serem conhecidos os resultados das próximas eleições autárquicas. Se estivéssemos num regime como o do Salazar tínhamos que os aguentar até eles morrerem.
A superioridade da Democracia sobre a Ditadura não está na honestidade das pessoas que andam pelos partidos políticos, mas na estrutura das leis que permite desmascarar os aldrabões e as aldrabonas que andam pelos partidos políticos. 

1 comentário:

  1. PRECISAMOS DE TODOS
    -> Não precisamos de lamentações sistemáticas... precisamos é de bons mecanismos de controlo... e precisamos que todos os contribuintes estejam atentos.
    .
    Explicando melhor:
    - Anda por aí muita CONVERSA DE CONTRIBUINTE PAROLO que ainda não aprendeu com séculos e séculos de história: o conceito de «político governante» pressupõe um sistema muito permeável a lobbys... e aquilo que importa mesmo... é um sistema menos permeável a lobbys...
    .
    -> Por um sistema menos permeável a lobbys... temos de pensar, não em «políticos governantes»... mas sim... em «políticos gestores públicos» que fazem uma gestão transparente para/perante cidadãos atentos... leia-se, temos de pensar em bons mecanismos de controlo... um exemplo: blog "fim-da-cidadania-infantil".
    .
    Uma Obs:
    -> Montes de estudos sobre 'maravilhosas' privatizações de empresas estratégicas (ex: GALP... resultado: consumidor a ser roubado a torto e a direito)... montes de estudos sobre o BPN, SCUTs, OTAs, TGVs e afins... tudo com o mesmo objectivo: SACAR DINHEIRO AO CONTRIBUINTE!

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