sábado, 1 de dezembro de 2012

DIA DA SEGUNDA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL


No dia 1 de Dezembro de 1640, aproveitando a violência da Guerra da Catalunha contra o rei de Espanha, os portugueses proclamaram a segunda independência de Portugal, e assassinaram o traidor Miguel de Vasconcelos, que trabalhava para o rei de Espanha. Foi proclamado rei de Portugal independente o duque de Bragança, com o título de D. João IV, e obviamente, destronado do trono de Portugal o rei da Espanha.

A primeira independência de Portugal foi reconhecida pelo papa em 1179. Em 1143 o imperador de Leão e Castela reconheceu a Portugal o estatuto de Reino, no contexto do Feudalismo, com a condição, aceite, do rei de Portugal D. Afonso Henriques ser vassalo do imperador de Leão e Castela. Significou uma independência parcial. Se compararmos com algo mais recente, quando se formou o II Reich alemão (1871 – 1918) o rei da Baviera manteve o título de rei (Luís II até 1886, Otto I 1886 – 1913, sendo príncipe regente Luitpold 1886-1912, Luís III 1913 – 1918), mas na qualidade de vassalo do imperador de toda a Alemanha, em que se tornou o rei da Prússia. No entanto, no contexto do Feudalismo um imperador quase não interferia num feudo com o estatuto de Reino, mas no caso do imperador de Leão e Castela, se este precisasse de ajuda militar o rei de Portugal D. Afonso Henriques estava obrigado a auxiliá-lo com as suas tropas.

Portugal perdeu a independência em 1580, devido a uma série de traições, que serviram de pretexto ao rei de Espanha Filipe II para mandar as suas tropas conquistar Lisboa. 
A primeira grande traição foi do rei D. Manuel I, que tentou tudo para casar a sua filha Dª Isabel com o rei da Espanha, Carlos I, que ficaria conhecido por Carlos V. Foi este casamento concretizado em 1525 (já depois da morte de D. Manuel I, em 1521), que tornou Filipe II de Espanha neto do rei D. Manuel I de Portugal, pretexto invocado para mandar as suas tropas invadirem Portugal.

O último traidor responsável pela perda da independência de Portugal em 1580 foi o cardeal rei D. Henrique I, que como não tinha filhos, se recusou a fazer um testamento a designar o seu sucessor na qualidade de novo rei. Ora a ausência desse testamento colocava automaticamente na linha de sucessão ao trono de Portugal o rei da Espanha Filipe II, por ser, factualmente, neto do rei de Portugal D. Manuel I.

Junto a Lisboa, a oeste da cidade, o exército português foi derrotado pelos militares espanhóis às ordens de Filipe II, junto à ribeira de Alcântara, em 1580. Actualmente, a zona de Alcântara faz parte da cidade.

A segunda independência de Portugal só foi reconhecida pela Espanha após uma guerra de 28 anos, na qual muitos portugueses deram a vida pela independência de Portugal. Foi preciso lutar, foi preciso deixar muitas vidas nos campos de batalha, para que Portugal fosse de novo um país independente.
A batalha do Montijo foi o primeiro confronto militar da Guerra da Restauração da Independência, que teve lugar a 26 de Maio de 1644, numa veiga do Guadiana, a nordeste de Badajoz. O exército português, comandado por Matias de Albuquerque, tomou de assalto a vila espanhola do Montijo, junto à fronteira. De regresso a Portugal, na margem esquerda do rio Guadiana, esperava-o um contingente militar espanhol. Depois de uma primeira fase desfavorável às tropas portuguesas Matias de Albuquerque ordenou um contra-ataque que acabou por dar a vitória aos portugueses.
Até 1659 a Espanha esteve envolvida na Guerra dos Trinta Anos, o que favoreceu Portugal.
Em Janeiro de 1659, o exército português veio em socorro dos sitiados em Elvas, terminando o cerco com a batalha das linhas de Elvas, de que os portugueses saíram vitoriosos.
A batalha de Castelo Rodrigo foi durante a regência de D. Afonso VI, em 1664, na vila fronteiriça de Castelo Rodrigo, entre o vale do Côa e a Ribeira de Aguiar, no distrito da Guarda, contra a ofensiva espanhola. O exército português comandado por Pedro Jacques de Magalhães venceu.
A batalha do Ameixial foi travada a 8 de Junho de 1663. As tropas espanholas saíram de Badajoz, invadiram Portugal, conquistaram Évora e Alcácer do Sal. Perante o perigo de avanço das tropas espanholas sobre Lisboa, o exército português contra-atacou, e venceu as tropas espanholas nos campos do Ameixial, a 5 km de Estremoz.
A batalha de Montes Claros foi em 17 de Junho de 1665, numa planície entre as serras da Vigária e da Ossa, na freguesia de Rio de Moinhos (Borba). Os espanhóis foram derrotados, sofrendo pesadas baixas, pelo que esta foi a última batalha da Guerra da Restauração da Independência, sendo a paz estabelecida em 1668.

Primeira bandeira de Portugal, do rei D. Afonso Henriques, o fundador de Portugal


Bandeira actual de Portugal, ininterruptamente desde a I República, desde 1910


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