domingo, 9 de dezembro de 2012

A DEMOCRACIA E A SUA CAPTURA PELA ALTA BURGUESIA E OS CRIMES EM NOME DA DEMOCRACIA II



«E Mário Crespo luta diariamente a luta dos sabujos, na esperança que um dia o Dr. Relvas lhe ofereça um lugar de correspondente em Nova Iorque na nova estação para os novos tempos.» (Sérgio Lavos in blog «Arrastão»)

Sou adepto da Democracia Contemporânea, nunca fui adepto da Democracia Grega Ateniense esclavagista, nem do Parlamentarismo Inglês esclavagista, nem da Democracia dos Estados Unidos esclavagista. Nunca fui adepto do apartheid dos Estados Unidos, que se seguiu à proibição da escravatura, após violentíssima guerra civil contra os proprietários dos escravos, nem do apartheid da África do Sul. Lembro que a independência dos Estados Unidos foi em 4 de Julho de 1776 e a guerra-civil foi de 1861 a 1865. A escravatura durou quase um século (89 anos).
Nunca fui anti-povo nenhum, nunca fui anti-judeus nem anti-palestinianos. Critico os povos e os governos por aquilo que eles fazem. Não sou estalinista, mas como já lembrei neste blog, Estaline, apoiou, claramente, na Assembleia Geral da ONU, a formação do Estado de Israel, através da divisão da Palestina em dois Estados, um para os judeus, outro para os palestinianos (enquanto que o Reino Unido se absteve).
Critico os judeus por aquilo que eles fazem aos palestinianos, não por causa da religião que escolheram.

Um dos grandes problemas das alternativas de Esquerda em Portugal tem a ver com o mau resultado que deu o regime que os russos criaram em 1917, dirigidos por Lenine, com base nas teorias de Marx e Engels, e ao facto de tal regime ter tido tantas contradições entre a teoria e a prática que acabou por se auto-destruir, devido às tais contradições entre a teoria e a prática. Para maior precisão, o regime foi criado na Rússia por Lenine em 1917, o próprio Lenine dividiu a Rússia em repúblicas, deixando o Estado de se chamar Rússia e passando a chamar-se União Soviética em 1922, sendo o conceito Rússia aplicado à maior das repúblicas da União Soviética, mais objectivamente, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Em 1991 acabou a URSS ou União Soviética. Ora, em 1991 as repúblicas não eram as mesmas criadas por Lenine, mas repúblicas étnicas criadas pelos seus sucessores, dentro do mesmo regime chamado de comunista.


Deu-se a separação das repúblicas da URSS em 1991, ficando as armas atómicas (e as embaixadas da URSS) apenas para a República da Rússia.

A implosão em 1991 do regime, baseado nas teorias de Marx e Engels, criado por Lenine na Rússia em 1917, deu origem a uma grande confusão teórica na Esquerda europeia.

É essa confusão teórica que bloqueia a Esquerda europeia. Os partidos da «Internacional Socialista» elegeram a alta burguesia como classe a defender por eles, prioritariamente, e passaram a ser anti-operários. Pouco se distinguem, na prática, da chamada Direita Tradicional.
Os partidos que se dizem defensores das classes trabalhadoras não clarificaram ainda o suficiente as suas bases teóricas para poderem convencer o eleitorado que elege governos.

A captura da «Internacional Socialista» pela alta burguesia representou um retrocesso civilizacional na Europa de grande magnitude.


Foi um elemento da «Internacional Socialista», Anthony Blair, que levou parte da Europa a apoiar os neoconservadores dos Estados Unidos, liderados por George W Bush, na invasão do Iraque atrás das famosíssimas «Armas de Destruição Maciça», invasão que deu origem a elevado número de Crimes em Nome da Democracia, patrocinados socialmente pela alta burguesia.

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