quinta-feira, 15 de novembro de 2012

OS DIAS SOMBRIOS DA RECESSÃO EM CIMA DA RECESSÃO E DA DAS CRIANÇAS A PASSAREM FOME


Os neoliberais defendem, ostensivamente, a destruição do Estado. Mas de repente, o BPN foi à falência por gestão criminosa, e os neoliberais acharam que o Estado fazia falta para certas funções, como para obrigar os contribuintes a pagar as dívidas de um Banco chamado BPN,  que deveria ter, obviamente, falido.
O dia 14 de Novembro foi um dia de grandes emoções e de uma greve geral em Portugal, articulada com as greves gerais da Grécia, da Espanha e da Itália, todas elas articuladas com um conjunto de manifestações contra a austeridade, em muitas capitais da União Europeia, contra a austeridade que está a pôr muitas crianças a passarem fome.
Vou recordar um pouco o que foi a acção do rotativismo PSD-PS na III República de Portugal.
O objectivo número um do rotativismo PSD-PS foi empobrecer o Estado. Para a oligarquia do rotativismo PSD-PS em primeiro lugar o Estado deve ser pobre. Por isso o Estado devia vender todas as empresas lucrativas, os lucros dessas empresas seriam perdidos pelo Estado a favor dos capitalistas. O Estado ficaria mais pobre, e se precisasse de dinheiro nada melhor do que ir ao bolso dos contribuintes buscar o dinheiro perdido com a perda dos lucros das empresas lucrativas.
Este movimento de empobrecimento do Estado foi feito pela oligarquia do poder rotativista.
A entrada para a União Europeia, na altura parecia ser uma boa causa, pois tinha como objectivo o desenvolvimento dos países mais pobres, que progressivamente, se iriam desenvolvendo mais e mais, e se iriam aproximando dos países mais ricos.
A moeda euro era muito prática, porque facilitava o comércio externo dentro da Zona euro, facilitava as importações e as exportações mais ou menos por igual, à primeira impressão.
No entanto a União Europeia começou a ser dominada pelos neoliberais do PPE (Partido Popular Europeu) que impuseram o seu caderno de encargos favorável à alta burguesia.
Assim, acentuou-se a imposição de empobrecer os Estados, impedindo-os de terem empresas lucrativas, se o Estado tinha empresas lucrativas devia vendê-las para ficar mais pobre.
Depois as leis da moeda euro e do «Banco Central Europeu» tinham um claro objectivo de enriquecer as altas burguesias financeiras e outro claro objectivo de empobrecer o Estado. Escandalosamente o falso «BCE» ficou proibido de emprestar dinheiro directamente aos Estados da moeda euro e obrigado a, criminosamente, dar lucros de intermediação parasitária, inútil e muito criminosa aos banqueiros privados. O dinheiro era emprestado a 1% a um banqueiro privado para este emprestar esse mesmo dinheiro a um Estado a 7%. Agora os banqueiros privados recebem os empréstimos do falso «BCE» a 0,75% de juros.
Quando houve uma fase de crédito barato às famílias portuguesas os beneméritos empresários não investiram e a economia quase não crescia. Como o Estado tinha vendido as empresas rentáveis não podia investir, deixando ao critério da caridade dos empresários o investimento. A época do crédito barato não foi aproveitada pelos tais caritativos empresários para investir.
Agora, a boa ideia de entrar para a União Europeia começa a dar maus resultados, a União Europeia manda Portugal empobrecer cada vez mais, mesmo tendo milhares de crianças a passarem fome.
A moeda euro em si era uma boa ideia, mas funciona sem ter um Banco Central verdadeiro o que é desastroso.
As boas razões para Portugal estar na União Europeia e na Zona Euro eram mesmo boas. Só que o PPE perverteu a União Europeia e ainda mais a Zona Euro.
A realidade de Portugal em 2012 é uma recessão crónica, que põe as crianças portuguesas a passarem fome. Se a União Europeia não mudar a recessão em Portugal irá auto-reproduzindo-se, criando uma situação sem a mínima hipótese de saída com a prática deste governo neoliberal PSD-CDS.
O PPE no seu caderno de encargos impõe um maior enriquecimento dos capitalistas e a desvalorização e precarização do factor Trabalho.
O despedimento sem justa causa foi uma das imposições do PPE, aprovado pelo sindicalista traidor João Proença, do PS!
O PPE está do lado do Capital contra o Trabalho.
Sem a queda deste governo PSD-CDS Portugal não conseguirá sair da espiral recessiva.
E depois da queda deste governo o PS tem que rever muitas das suas ideias, para poder ajudar Portugal a sair da recessão.

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