quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PORTUGAL - OS BRANDOS COSTUMES


Nos começos da década de 1890 Portugal vivia uma grave crise financeira.
Em 1891 a crise agrava-se, acentuadamente, e em Junho de 1892 é declarada a bancarrota.
Em 1907 o rei D. Carlos I, suspendeu os direitos e garantias da Constituição de 1826 («Carta Constitucional de 1826»). D. Carlos I suspendeu a Constituição e juntamente com o obscuro João Franco começou a governar em Ditadura.
D. Carlos I pagou com a vida a suspensão da Constituição. Em 1908 foi assassinado, em Lisboa, juntamente com o seu filho herdeiro do trono D. Luís Filipe.
Seu filho sobrevivente D. Manuel II subiu ao trono e repôs em vigor a Constituição de 1826, mas era tarde demais.
Em 4 de Outubro de 1910 o Partido Republicano realizou uma revolução militar e popular, que em 5 de Outubro de 1910, acabou, definitivamente, com a monarquia portuguesa.
Sidónio Pais tornou-se presidente da I República e impôs uma Ditadura, em 1917.
Em 1918 foi assassinado, em Lisboa, na estação dos caminhos-de-ferro do Rossio, pelos republicanos.
A crise financeira da década de 1890 provocou muito sofrimento às classes menos favorecidas. As convulsões sociais que desencadeou conduziram ao assassinato do rei D. Carlos I e à queda definitiva do regime monárquico. Ao imitar a ditadura de D. Carlos I, o presidente da República Sidónio Pais, também pagou com a vida esse autoritarismo. Em 10 anos os portugueses assassinaram dois chefes de Estado e acabaram, definitivamente, com o regime monárquico.
Como vimos, os portugueses não são um povo de brandos costumes.

Sem comentários:

Enviar um comentário