terça-feira, 6 de novembro de 2012

O PREC DA ALTA BURGUESIA PORTUGUESA


Estamos no PREC (Processo Revolucionário Em Curso) da alta burguesia portuguesa.
Durante o PREC que se seguiu à Revolução de 25 de Abril de 1974 (25 de Abril de 1974 – 25 de Novembro de 1975) boa parte da alta burguesia portuguesa tinha medo da própria sombra e fugiu para o Brasil.
O PREC da Revolução de 25 de Abril de 1974 terminou com um Golpe de Estado dirigido pelos militares próximos do Partido Socialista, entre eles Vasco Lourenço, que hoje está contra o PREC da alta burguesia e defende a saída de Portugal da moeda euro e da União. Europeia.
Este golpe de Estado de 25 de Novembro de 1975 pouco interessa actualmente, mas é um dos mistérios da História recente de Portugal que está, e ficará, talvez para sempre, por explicar. A verdade oficial é mentira, a verdade verdadeira penso que nunca a saberemos. De concreto houve um foco de guerra civil importante que foi um combate de morte, dentro da cidade de Lisboa, entre a Polícia Militar e o regimento de comandos da Amadora, comandado, no terreno, pelo oficial fascista Jaime Neves, às ordens de Vasco Lourenço e Ramalho Eanes. Os comandos da Amadora mataram dois militares da Polícia Militar e a Polícia Militar matou dois elementos dos comandos da Amadora.
Este combate mostrou a pouca inteligência da extrema-esquerda portuguesa. Como mandam as normas base da estratégia de guerra a polícia militar devia ter abandonado o quartel e colocar-se nos prédios vizinhos em pequenos grupos, para evitar, a humilhante derrota, diante do oficial fascista Jaime Neves. Este fascista Jaime Neves bem disse na RTP (pode-se confirmar na consulta de arquivos), que não estava satisfeito, queria prender todos os dirigentes partidários e sindicais à esquerda do PS, mas não o fez, ainda não sabemos porquê, visto que com meia dúzia de comandos ocupou toda a cidade de Lisboa, depois de ter vencido a batalha contra a Polícia Militar. Os comandantes militares vencedores eram supersticiosos, porque mudaram o nome de Polícia Militar para Polícia do Exército, medida que só tem sentido por superstição.
Lisboa ficou debaixo duma Ditadura militar do fascista Jaime Neves e da respectiva quadrilha da Amadora, com ameaças explícitas aos civis de os assassinar, se saíssem à noite, depois das 22 horas, isto temporariamente. Durante esta Ditadura do fascista Jaime Neves muitos oficiais da ala Esquerda foram presos e levados de avião para o Porto, onde a troika da altura procedeu ao ritual de fuzilamentos simulados, isto é, os tais oficiais da ala Esquerda só souberam que os fuzilamentos não eram verdadeiros, porque o pelotão de fuzilamento não disparou balas sobre eles.
Uma das razões por que não se sabe a verdade é pelo facto de os oficiais da ala Esquerda terem sido altamente estúpidos e covardes, ao ponto de  estarem com armamento muito superior e se terem rendido à quadrilha da Amadora do fascista Jaime Neves, sem saberem, efectivamente, se iam ser fuzilados. Por outro lado, proporcionalmente, o mais estúpido e altamente covarde e até desertor foi o Otelo Saraiva de Carvalho, que desertou do posto de comando, depois de ter dado ordens a alguns militares para avançarem, pondo assim em risco as vidas deles. A vergonha da estupidez de caírem nas armadilhas mais básicas, da covardia e da deserção é que leva a que sejam ditas mentiras pelos oficiais da ala Esquerda, que não batem certo com os factos.

Observação: a «verdade» oficial, ou a mentira grosseira oficial, que está na Wikipédia, foi escrita por um indivíduo intelectualmente indigente (deve ter andado na Universidade do Miguel Relvas), que nem sequer diz quem é: «A 25 de Novembro de 1975, sectores da esquerda radical (essencialmente pára-quedistas e polícia militar na Região Militar de Lisboa), alarmados com notícias que correm, levam a cabo uma tentativa de golpe de estado, que se mostra sem liderança clara. O Grupo dos Nove decide reagir, pondo em prática um plano militar de resposta liderado por António Ramalho Eanes . O plano prevê, numa situação limite, a instalação de um governo alternativo no Porto e a hipótese de uma guerra-civil, que poderia envolver interferência estrangeira.»

1 comentário:

  1. Já se sabe que os fascistas estão sempre a tentar reescrever a história, a luta de classes acontece no plano material e também no ideológico-simbólico. Neste momento, além da agressão das mentiras, também nos está a doer bastante no corpo. Abraço

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