terça-feira, 13 de novembro de 2012

NÃO SÃO SÓ OS DA DIREITA QUE NEGAM A REALIDADE



«A classe média não existe
11 de Novembro de 2012 por Tiago Mota Saraiva
Como resposta à concepção marxista de luta de classes e à divisão entre exploradores e explorados, o capitalismo inventou, entre outras coisas, aquilo que se entendeu chamar classe média. A sensação generalizada de que poderia existir um “elevador social” para as classes mais desfavorecidas – expressão que Paulo Portas tantas vezes utilizou durante o período eleitoral – e que o seu accionamento dependeria exclusivamente da acção individual de cada um, foi a base da relativa paz social que se viveu na segunda metade do século xx.» (In blog «5 Dias net»)

Este atentado à inteligência e à instrução no blog «5 Dias net», que é negar a existência da classe média explica em parte, as razões pelas quais alguma da mitologia da Esquerda não ajuda nada.
A colocação de uma pessoa numa classe social é determinada pelo seu rendimento. Desde o salário mínimo aos rendimentos do dono do «Pingo Doce» há enormes diferenças. Para melhor compreender a sociedade foram criados conceitos.
Há de facto uma classe média, que pode e deve ser subdividida em classe média inferior, em classe média-média e em classe média alta. Basta consultar os actuais escalões do IRS para verificar que entre quem ganha o salário mínimo e o homem mais rico de Portugal há grandes diferenças de rendimentos. Há muitas classes sociais entre a classe social de quem ganha o salário mínimo e a classe social do dono do «Pingo Doce», do Belmiro Azevedo e do Fernando Ulrich (Este é uma grande besta, mas uma grande besta muito rica).
Não existe só a alta burguesia e o proletariado. Hoje o conceito proletariado aplica-se mais aos assalariados de rendimentos mais baixos, àqueles que recebem o salário mínimo e àqueles que estão perto do salário mínimo. 

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