domingo, 11 de novembro de 2012

AS OLIGARQUIAS O PODER E A TRAIÇÃO


Os maus exemplos de alta traição em Portugal vêm das elites.
O rei D. Fernando I casou a sua única filha, D. Beatriz com o rei de Castela, acção que significava, pura e simplesmente o fim de Portugal, Portugal deixaria de existir a médio prazo, integrado no reino de Castela. O primeiro grande traidor foi um rei.
Foi em Lisboa que a burguesia e o povo se revoltaram contra tal perspectiva e fizeram uma revolução (1383), que contou com algumas cumplicidades de sectores da nobreza que permitiram excluir D. Beatriz do trono e elegeram o filho de D. Pedro I e de uma das suas amantes (Teresa Lourenço), D. João, para novo rei de Portugal, e pela guerra vitoriosa Portugal manteve a independência.
O segundo grande traidor foi o rei D. Manuuel I, que fez o que pôde para casar a sua filha Dª Isabel com Carlos V, com o claro objectivo de destruir Portugal, não podia ser outro. Portugal mais cedo ou mais tarde ficaria nas mãos da Espanha da qual se tornaria uma província. O rei de Espanha Filipe II, devido a esse casamento político, mandou as suas tropas invadirem Portugal, alegando ser neto do rei de Portugal D. Manuel I.
Houve resistência, mas foi afogada em sangue, às portas de Lisboa, na batalha de Alcântara, onde o exército português foi derrotado, em 1580.
Outro traidor, que facilitou a acção de Filipe II foi o cardeal rei D. Henrique I, que não tinha filhos, que se recusou a nomear um sucessor, para permitir a tomada do poder em Portugal pelo rei da Espanha Filipe II.
Em 1640 a Guerra da Catalunha permitiu a Portugal recuperar a independência e vencer a guerra contra a Espanha.
No século XIX a burguesia, apoiada no povo e em alguns sectores da nobreza tomou o poder, através de uma violentíssima Guerra-Civil (1832-34) contra a ditadura de D. Miguel I e impôs uma monarquia constitucional, em que o poder de facto pertencia ao Parlamento, dominado pela burguesia. O povo até foi excluído do direito de voto (que chegou a ter na vigência da Constituição de 1822, e que votou nas primeiras eleições de sempre em Portugal, a seguir à Revolução de 1820, na eleição para a primeira Assembleia Constituinte), pois só podia votar quem tivesse declarado um rendimento anual de cem mil réis (em 1834 era uma pequena fortuna, a galopante desvalorização da moeda é que fez com que em 1910 um escudo valesse mil reis).

Em 1847, durante a chamada Guerra Civil da Patuleia, a ala Esquerda passou a dominar Portugal. D. Maia II e o marido, o alemão D. Fernando, pediram à Espanha que invadisse Portugal por terra e à Inglaterra que atacasse Portugal com a sua Marinha de Guerra.
Os espanhóis e os ingleses invadiram Portugal e atacaram o exército português concentrado no Porto. Esta é uma das páginas mais vergonhosas da Direita portuguesa.

O primeiro muito conhecido corrupto e traidor da burguesia foi o escritor Almeida Garrett que passou quase a vida inteira a discursar (nas campanhas eleitorais e no Parlamento) e a escrever contra os barões e os viscondes (que eram elementos da burguesia que compravam ou conseguiam de favor esses títulos honoríficos de uma falsa nobreza), quando o que ele queria mesmo era um desses títulos e acabou por aceitar, calorosamente, o título de visconde (em 1851).
Agora está de novo na moda a traição na oligarquia do poder, de que o melhor exemplo são os traidores Passos Coelho e Paulo Portas.
Passos Coelho vai receber a alemã Ângela Merkel como governador súbdito da Alemanha. Afinal, como vimos, Portugal tem sido um país de grandes traidores.

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