sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A DITADURA PARLAMENTARISTA PSD-CDS


Ainda em França vigorava a Ditadura Absolutista de Luís XVI, assessorado pela rainha Maria Antonieta, quando o filósofo iluminista e republicano, Jean-Jacques Rousseau reflectia sobre os perigos de uma Ditadura Parlamentar, mesmo havendo eleições livres. Para Jean-Jacques Rousseau poderia haver, efectivamente, eleições livres, e uma Ditadura Temporária entre dois actos eleitorais
Em 1762 Jean-Jacques Rousseau já mostrava que entre dois actos eleitorais os eleitores poderiam viver em Ditadura, isto é, como escravos.
«O povo inglês pensa ser livre, mas está redondamente enganado, pois só o é durante a eleição dos membros do Parlamento, assim que estes são eleitos ele é escravo.» (Jean-Jacques Rousseau in «O Contrato Social», Ed. Martins Fontes, São Paulo, Brasil, 1999)
E já que falei no rei da França Luís XVI e na rainha Maria Antonieta quero recordar o excelente texto do escritor António Lobo Antunes dedicado a Isabel Jonet, uma mulher da alta sociedade intelectualmente indigente (ou numa linguagem mais popular uma mulher burra) com dupla personalidade, por um lado pratica o Bem (é presidente do Banco Alimentar Contra a Fome), há que reconhecê-lo, ajudando os mais necessitados nesta sociedade altamente injusta e das mais desigualitárias do Hemisfério Norte, mas ao mesmo tempo defende a política que produz pobreza e miséria, mas ao mesmo tempo defende a prática política que põe as pessoas a passar fome.
O escritor António Lobo Antunes passou quase a vida inteira a escrever livros e outros textos sobre o seu umbigo e para o seu umbigo, mas Isabel Jonet conseguiu mostrar a António Lobo Antunes que à volta dele havia gente.
Ora o texto do escritor António lobo Antunes sobre Isabel Jonet recorda que do sumptuoso Palácio de Versalhes Luís XVI e Maria Antonieta foram parar ao cadafalso, com os pobres a assistir, onde os republicanos lhes cortaram as cabeças.
Os adeptos de Jean-Jacques Rousseau inventaram as Constituições para impedirem Ditaduras Parlamentares temporárias, entre dois actos eleitorais. Ora o governo de Passos Coelho, Paulo Portas e Vítor Gaspar não respeita a Constituição da III República portuguesa, governa em Ditadura temporária. (E já agora digo que se fizessem o mesmo que foi feito ao rei de França Luís XVI, a Passos Coelho, Vítor Gaspar, Cavaco Silva, Paulo Portas e Miguel Macedo muitos portugueses que passam fome, provavelmente não se sentiriam incomodados).

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